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Suiço Roger Federer triunfa no torneio de Wimbledon

16 de Julho, 2017

Roger Federer é o tenista com mais triunfos no torneio londrino de Wimbledon

Fotografia: AFP

O tenista suíço Roger Federer tornou-se ontem no recordista de vitórias em Wimbledon, ao conquistar o seu oitavo título na relva londrina, com um triunfo sobre o croata Marin Cilic, em três "sets".

Seis meses depois de se sagrar campeão do Open da Austrália, Federer impôs-se na final do "major" londrino ao sexto tenista mundial, que se debateu com problemas físicos, por 6-3, 6-1 e 6-4, em uma hora e 43 minutos.

Aos 35 anos, o suíço, que não cedeu qualquer "set" no seu percurso no All England Club, amplia ainda mais a sua lenda, isolando-se como o tenista mais vitorioso da história de Wimbledon.

O tenista suíço conquistou o seu 19.º título do ‘Grand Slam’, ampliando ainda mais o recorde que já detinha.

Recordista absoluto de títulos do ‘Grand Slam’, o tenista de 35 anos escreveu uma nova página na sua lenda na história do ténis, ao tornar-se o primeiro homem a vencer por oito vezes no All England Club.

Menos de seis meses depois de triunfar no Open da Austrália e interromper um interregno de quase cinco anos, o suíço deixou ainda mais à distância o segundo classificado, o espanhol Rafael Nadal, que, em junho, somou o seu 15.º título ‘major’, em Roland Garros.

Este é o primeiro título na ‘catedral da relva’ daquele que é considerado um dos melhores tenistas de sempre desde 2012.

Federer tem oito títulos em Wimbledon (2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2012 e 2017), cinco nos Estados Unidos (2004, 2005, 2006, 2007 e 2008), cinco na Austrália (2004, 2006, 2007, 2010 e 2017), sendo o primeiro jogador da história a vencer, pelo menos cinco títulos, em três ‘Grand Slam’ diferentes.

O antigo número um mundial completou também o ‘Slam’ de carreira, ao conquistar Roland Garros, em 2009.

PARES
O brasileiro Marcelo Melo e o polaco Lukasz Kubot conquistaram ontem o título de pares masculinos de Wimbledon, ao vencerem, numa final épica, o duo formado pelo austríaco Oliver Marach e o croata Mate Pavic.

Para conquistarem o seu segundo título do ‘Grand Slam’, o primeiro enquanto dupla, Melo e Kubot tiveram de ultrapassar uma maratona de quatro horas e 40 minutos, impondo-se por 5-7, 7-5, 7-6 (7-2), 3-6 e 13-11.

Numa final, interrompida momentaneamente para que o teto amovível do "court" central do All England Club fosse fechado, devido à ausência de luz natural, os quartos cabeças de série desperdiçaram dois ‘match points’ no 12.ª jogo do último "set", mas acabaram por consumar a vitória no 24.º jogo.

Os dois tenistas vitoriosos completaram a temporada de relva invictos, depois de vencerem em S'Hertogenbosch e Halle. Esta época, Melo e Kubot também saíram vitoriosos em Miami e Madrid.


UMA LENDA
Recordista
foi imperial


A lenda de Roger Federer em Wimbledon conheceu ontem o seu o seu episódio mais emblemático, com o tenista suíço a derrotar um lesionado Marin Cilic para se converter no recordista absoluto de títulos no All England Club.

Absolutamente imperial, o renascido suíço impôs-se ao croata, sexto tenista mundial, por 6-3, 6-1 e 6-4, para voltar a erguer um troféu que lhe fugia há cinco anos.

O oitavo título de Federer em Wimbledon não é apenas um máximo ‘per si’, já que acarreta uma série de outros recordes: o de títulos (19) e de encontros ganhados (321) em ‘Grand Slam’ (19), o de tenista mais velho de sempre a vencer (com 35 anos e 342 dias) no All England Club e o do número de encontros vencidos na relva londrina (91).

A segunda juventude do suíço, que ao apurar-se para a sua 29.ª final de um "major", também um recorde, já se tinha convertido no primeiro homem a disputar 11 vezes o último encontro de um mesmo ‘Grand Slam’, parece estar para durar.

“Tenho de parar mais vezes. Vou desaparecer durante mais seis meses [ri-se], só não sei se vai funcionar. Ganhar hoje só foi possível por estar saudável. Estar de volta aqui, sentir-me fabuloso, segurar no troféu, depois de não ter cedido um ‘set’, é mágico. Ainda não consigo acreditar”, reconheceu o futuro número três mundial, que no final do ano passado tirou um período sabático de seis meses.

Ainda incrédulo com o oitavo título no seu "Grand Slam" preferido, conquistado sem ceder um "set", o suíço confessou que, depois de ter perdido as finais de 2014 e 2015 com Novak Djokovic, não acreditou que pudesse vencer outra vez.

“É um sonho jogar aqui. Espero regressar no próximo ano e defender o título”, sublinhou, depois de consumado mais um capítulo lendário na sua carreira.

Hoje, como em 2009, Federer podia fazer história no ‘court’ central do All England Club. Oito anos depois de tornar-se no recordista de títulos do ‘Grand Slam’ na relva londrina, o suíço preparava-se para desempatar com o norte-americano Pete Sampras e o britânico William Renshaw.