Jornal dos Desportos

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Super-astros agitam mercado

28 de Setembro, 2014

Lewis Hamilton pode trocar o carro na McLaren por um vermelho da Ferrari e ocupar a vaga de Fernando Alonso nos próximos anos

O líder do Mundial de pilotos de 2014, Lewis Hamilton, pode trocar a equipa Mercedes pela Ferrari em 2015. O campeão de 2008 vai ocupar a vaga de Fernando Alonso. A informação foi divulgada por Adam Cooper, da revista "Autosport".

A negociação envolve inicialmente a McLaren, que procura um piloto de peso na grelha para a próxima época, ano em que vai voltar a ter motores Honda. Na Ferrari, os rumores sobre a saída do piloto espanhol são crescentes desde o segundo semestre do ano corrente. "É absolutamente imperativo que a McLaren tenha um astro a bordo no próximo ano e, com todo respeito para com Jenson Button, o paddock sabe que a Honda está a trabalhar com uma lista bem curta, encabeçada por Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Sebastian Vettel", diz Adam Cooper.

Como a possível saída de Vettel é considerada mais complicada, uma vez que o seu contrato com a Red Bull vai até o final de 2015, Fernando Alonso era uma prioridade na McLaren. O espanhol tem contrato mais longo com a Ferrari, até o fim de 2016, mas o seu compromisso possui cláusulas de liberação que tornam as conversas com outras equipas mais acessíveis.

Face a essa realidade, Lewis Hamilton entra na história.
"Se Fernando Alonso está a caminho da McLaren, a Ferrari precisa encontrar um super-astro para substituí-lo. E, pelos últimos anos, Sebastian Vettel tem sido o nome na mira da Ferrari como próxima contratação", diz o jornalista.

Adam Cooper assegura que "uma fonte próxima da equipa italiana refere que Lewis Hamilton aparece no topo da lista de desejos de Maranello".  O britânico pode deixar a Mercedes mais facilmente em 2015 do que muita gente acredita. "É menos amarrado que Sebastian Vettel", completou.

O jornalista vê a disputa do título de 2014 entre Lewis Hamilton e o seu companheiro de Mercedes, o alemão Nico Rosberg, como um obstáculo na negociação.

Para ele, caso conquiste o seu segundo campeonato, Hamilton não gostaria de "perder um ano ou dois" no processo de renovação da Ferrari.


BILHETES
Bernie Ecclestone irritado com baixos preços


O director executivo da Formula One Management (FOM), Bernie Ecclestone, afirmou que a maneira mais segura de baixar os preços dos ingressos para as corridas de Fórmula Um é diminuir o lucro das equipas.

O assunto tem sido falado pelas equipas da categoria. Toto Wolff, chefe de equipa da Mercedes, revelou recentemente que as equipas têm discutido internamente a questão dos preços dos ingressos para os Grandes Prémios.

"Está claro que precisamos de fazer alguma coisa para enchermos as bancadas das corridas tradicionais, como Hockenhem e Monza", insinuou Wolff, segundo o site da revista "Autosport". Os preços de bilhetes para as provas são caros por serem uma das poucas formas que os promotores de provas têm para recuperar os investimentos feitos na FOM para entrar no calendário da F1, de acordo com a publicação.

Com o assunto em discussão, Bernie Ecclestone mostrou-se contrariado.
"Disse como fazer isso?", questionou o dirigente a respeito das declarações de Wolff. Depois acrescentou: "Você devia dizer-lhe para reduzir o que pedem para correr e nós reduziimos os nossos pedidos", completou.

As equipas recebem 70 por cento dos valores arrecadados pela FOM dos promotores de cada etapa do calendário, segundo Ecclestone.
O dirigente afirmou ainda duvidar que a menor presença de público em corridas tem a ver apenas com os valores dos ingressos.


“Substância invisível”
no carro de Rosberg

 A equipa da Mercedes descobriu o problema que afectou os sistemas electrónicos do volante do carro de Nico Rosberg antes da largada, no GP de Singapura. Na última sexta-feira, através do Twitter, a equipa alemã revelou que os circuitos da coluna de direcção foram  contaminados por uma substância estranha e invisível .

“A análise indicou que os circuitos electrónicos da coluna de direcção foram contaminados por uma substância estranha. A contaminação não era visível e não se manifestou até  domingo, quando Nico saiu para a grelha”, escreveu a equipa.

A equipa alemã revelou o segredo: “O resultado foi um curto-circuito intermitente, o que significa que Nico não tinha como comandar a embraiagem ou as configurações do motor”.

A Mercedes afirmou que vai mudar os componentes e que o trabalho para a melhoria da confiabilidade vai continuar.
“Peças novas vão ser utilizadas nas próximas corridas. O nosso trabalho duro em relação à confiabilidade vai continuar no mesmo nível intensivo”, acrescentou.