Jornal dos Desportos

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Super Bowl50 agita América

07 de Fevereiro, 2016

Maior evento desportivo da América reúne os melhores atletas da NFL

Fotografia: AFP

A final do Campeonato de Futebol Americano (NFL) acontece hoje no Levi's Stadium, em Santa Clara, Califórnia. É a primeira vez que o evento se realiza em terras californianas, desde o Super Bowl XXXVII. A Super Bowl 50 é o maior evento da media dos Estados Unidos da América e vai decidir o campeão da época 2015 da NFL. Na quadra vão estar o Denver Broncos, campeão da AFC, e  Carolina Panthers, o da NFC.

A transmissão televisiva da final foi atribuída a CBS, conforme os contratos dos direitos assinados entre a NFL e as emissoras, CBS e Fox. Assim, o mundo pode assistir hoje ao maior evento desportivo em terras do Tio Sam.

Uma nata de estrelas centralizam a Super Bowl 50. Do lado de Denver Broncos vão estar, Peyton Manning, Von Miller, Ryan Clady, DeMarcos Ware e Demaryius Thomas. Denver Broncos venceu a Super Bowl duas vezes, nos anos de 1997 e 1998. Na primeira final, Terrel Davis foi eleito o MVP e John Elway, na segunda. O treinador foi Mike Shanahan, a Super Bowl disputou sete vezes, mormente as edições XII, XXI, XXII, XXIV, XXXII, XXXIII e XLVIII, a mais recente em 2014.

A defesa de 77 ganhou o apelido de Orange Crush e é considerada uma das melhores de todos os tempos. A equipa de 1998 foi uma das mais dominantes que a liga já teve, pois tinha como destaques John Elway, Terrell Davis, Steve Atwater, Rod Smith, Ed McCaffrey, Shannon Sharpe, Jason Elam, Tom Nalem, Mark Schlereth e Bill Romanowski.

Hoje, a equipa conta na sua convocatória com a experiência de John Elway, um dos melhores quaterbacks de todos os tempos do clube, e do treinador John Fox. Em 2012, a equipa adquiriu o veterano QB Peyton Manning e em 2013 conseguiu classificar-se para os play -offs novamente depois de 1998.

Os carregadores da cidade de Denver deixaram marcas na Divisão Oeste da Conferência Americana. O Denver Broncos travou o despique com Oakland Raiders, San Diego Chargers, Kansas City Chiefs e Cleveland Browns. Contra essa última, ocorreram duas jogadas que ficaram marcadas na história da liga: a campanha (the drive) e o fumble.

No noutro lado da quadra, a equipa da cidade de Charlotte, Carolina Panthers, vai fazer valer o seu conjunto. O campeão da Divisão Sul volta a disputar a final, depois da primeira vez, quando enfrentou o New England Patriots, de Tom Brady, no Super Bowl XXXVIII.

Ao longo da história, Carolina Panthers teve reconhecimento da media, principalmente, na Super Bowl XXXVIII. Após o jogo, a equipa dos Panthers teve os seus esforços reconhecidos pela claque e a imprensa que os apelidou de "Cardiac Cats", devido à emoção que transmitiram durante a partida.

A equipa conduziu o jogo com um equilíbrio impressionante, apesar da derrota por 29-32, após um field goal decisivo de kicker Adam Vinatieri. Os Panthers conseguiram conter o ímpeto do quarterback Tom Brady.


Caroline Panthers espreita título

O Caroline Panthers está avaliado em aproximadamente 1,56 mil milhões de dólares, de acordo com as revista Forbers. Jerry Richardson e a sua família controlam 48 por cento das acções e o restante pertence a um grupo limitado de 14 parceiros. Danny Morrison é o presidente e Ron Riviera é o técnico principal.

Caroline Panthers existe há 20 anos e acumula a marca de 125 vitórias e 147 derrotas. A constituição do clube deveu-se a um pensamento do empresário Jerry Richardson, antigo jogador do Baltimore Colts (hoje Indianapolis Colts), que reuniu-se com um grupo de banqueiros da região para discutir a possibilidade de levar uma equipa da NFL à cidade. Tudo aconteceu em 1987, pouco tempo depois da NBA (Liga de basquetebol norte-americana) decidir a presença de uma equipa da Carolina do Norte.

No ano de 1992, a NFL apresentou uma lista com cinco áreas metropolitanas para criar uma nova equipa da NFL: Baltimore, no Estado de Maryland; St. Louis, no Missouri; Memphis, no Tennessee; Jacksonville, na Flórida; e Charlotte, na Carolina do Norte.

As campanhas tiveram início no ano de 1993, e Richardson logo angariou investidores para construir o estádio da futura equipa e convocou os adeptos da região para a compra de cadeiras cativas. O apoio dos adeptos foi tão grande que as cadeiras disponibilizadas esgotaram-se num ápice.

Devido a tais factores, em 26 de  Outubro de 1993, a NFL decidiu em votação unânime que a 29ª equipa da liga ia para a Carolina do Norte. Foi a primeira nova equipa desde 1976 a 30ª, Jacksonville Jaguars, foi anunciada um mês depois para a grande felicidade da claque local, que festejou com fogos de artifício.

No jogo inaugural da época de 2003, os Panthers perdiam por 17 - 0 diante de Jacksonville Jaguars, quando Fox (técnico na época) decidiu substituir o quarterback Rodney Peete, que jogava muito mal naquele dia, pelo novato Jake Delhomme. Com um desempenho espectacular no quarto período, Delhomme conseguiu a viragem e consequentemente a posição de titular. O atleta levou a equipa a 11 vitórias e apenas cinco derrotas na época e sagraram-se vencedores da divisão. A posição deu-lhe o direito de uma vaga nos play - offs.

Na sua partida de wild-card, derrotaram o Dallas Cowboys e posteriormente o St. Lous Rams, no divisional round e chegaram a primeira final da NFC, em que derrotaram o Philadelphia Eagles por 14- 3.


Números incríveis de um jogo

O Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano nos EUA, é um dos maiores eventos do planeta, tanto para a indústria do desporto, quanto para a do entretenimento. Em cinco horas de evento geram milhões de dólares. Mas existem outros números curiosos que mostram a grandiosidade do jogo, na final da época da NFL.

Vão ser consumidas 1,3 milhões de asas de frango nos EUA. Também são consumidos 45 milhões de quilos de abacate e cinco milhões de batatas fritas; cerca de 161,3 milhões de telespectadores assistiram ao jogo em 2015. A perspectiva é que o número seja maior em 2016; um espaço de 30 segundos nos intervalos da televisão custa cinco milhões de dólares em média; o Levi's Stadium tem a capacidade para 68.500 pessoas, mas apenas sete mil ingressos foram disponíveis para a venda; se quiser um ingresso, vá ao mercado negro por cinco mil dólares; as casas de apostas pagavam 184 por 1 para quem acertasse qual seriam as equipas finalistas: Broncos e Panthers.

De números há mais. A transmissão conta com 70 câmaras; o troféu, chamado Vince Lombardi, tem 56 centímetros de altura e pesa 3,2 quilos. Tem a forma de uma bola em tamanho real e é feito à mão, ano após ano;

Para celebrar o aniversário de 50 anos, a NFL não usa pela primeira vez números romanos para promover o Super Bowl; o quarterback do Denver Broncos, Peyton Manning, tem 39 anos e tornar-se hoje no jogador mais velho da sua posição a disputar um Super Bowl;


PUBLICIDADE
As marcas eleitas
para  o jogo da final


O maior evento dos media dos Estados Unidos da América reúne hoje as vedetas milionárias de todo o mundo. Por reunir a maior audiência da TV norte-americana, os grandes anunciantes costumam disputar um lugar no intervalo do jogo, que carrega a fama de cobrar o segundo mais caro da publicidade mundial.

Todo ano, as propagandas publicitárias lançadas no Super Bowl costumam ter grande repercussão tanto pela criatividade dos comerciais, quanto na fortuna desembolsada pelos anunciantes e os publicitários escolhidos pelas marcas.

Entre as principais publicidades constam a "Marilyn" por Snickers, "Primeiro encontro" por Hyundai Genesis, "Um novo caminhão para amar" por Honda Ridgeline, "Simply Put" por Budweiser, "Desafie a etiqueta" por Mini, "Super Bowl Babies" por NFL e "Ryanville" por Hyundai.


CINCO COMERCIAIS
AUTOMOBILÍSTICOS


Acura NSX
Ao som de “Running With the Devil”, nasce uma nova lenda do mundo do automóvel.
Audi R8
Um belo carro, uma belíssima fotografia nocturna e a alusão ao programa espacial norte-americano. Tudo isso ao som de “Starman”, de David Bowie. Estes são os elementos presentes num dos mais emocionantes comerciais produzidos para o Super Bowl deste ano. A Audi aproveitou para fazer touchdown num anúncio para promover, de uma forma comovente, o novo Audi R8 V10 2017.
Mini Clubman
Com o mote “desafiando estereótipos”, o comercial de 30 segundos do Mini Clubman para o Super Bowl reúne uma equipa de personalidades ligadas à marca, como a tenista Serena Williams, o skatista Tony Hawk e o actor Harvey Keitel, para ajudar a derrubar a imagem de que o Mini é um carro pequeno e delicado.
Honda Ridgeline
O exclusivo sistema de som da nova Honda Ridgeline é tão interessante que até as ovelhas aprenderam a cantar “Somebody to Love”, do Queen.
Hyundai Elantra
Para demonstrar a importância do sistema de travagem automática, do novo Hyundai Elantra, a marca coreana colocou duas mulheres num passeio por Ryanville, uma cidade só de clones do actor Ryan Reynolds.