Jornal dos Desportos

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Susie Wolff abandona F1

05 de Novembro, 2015

Susie Wollf abandona as pistas da F1 sem participar num Grande Prémio

Fotografia: AFP

A ausência de mulheres, na Fórmula 1 parece que vai ser eterna. Depois de Sarah Fisher (McLaren), Katherine Legge (Minardi), Simona de Silvestro (Sauber), Maria de Villota (Marussia e Carmen Jordá (Lotus), que estiveram presentes em testes, treinos e exibições, apagou a única luz dos cockpit: Susie Wolff, piloto de testes da Williams, aposentou-se da categoria. A direcção da equipa inglesa anunciou, ontem, a aposentação da piloto escocesa. Susie Wollf ocupava as funções de piloto de desenvolvimento desde Abril de 2012 e de testes da equipa. Após um ano sem ter recebido uma oportunidade como titular, decidiu colocar o seu lugar à disposição.

No início da presente época, Susie Wollf foi promovida a piloto de testes. Susie esteve na luta por uma vaga para correr no mínimo em duas ocasiões: no final de 2013, em substituição de Pastor Maldonado, e no Grande Prémio da Austrália de 2015, diante da ausência de Valtteri Bottas. Nas duas ocasiões, foi preterida pela direcção da equipa.Desde 1992, ano em que Giovanna Amati tentou classificar-se em três Grandes Prémios pela equipa Brabham, mas sem sucesso, Susie Wollf tornou-se na primeira mulher a pilotar durante a programação de um Grande Prémio. A escocesa participou de testes de pré-época em 2015 e de treinos livres.

"Gostaria de agradecer a Williams, a oportunidade que me deram nos últimos anos, que me permitiram alcançar o sonho de pilotar um carro de Fórmula 1. Tem sido óptimo trabalhar com todos na equipa, tanto em Grove (sede da fábrica da equipa) quanto na pista. Gostaria de agradecer a todos pela minha jornada na Williams", declarou Susie em comunicado divulgado pela própria Williams.A piloto escocesa disse que está a encerrar um capítulo, "mas ansiosa por novos desafios".

A chefe adjunta de equipa da Williams, Claire Williams, elogiou a piloto. "Tem sido um prazer trabalhar com Susie Wollf nos últimos anos e ver o seu desenvolvimento dentro da equipa", disse Claire.A responsável revelou que "o seu retorno e o seu conhecimento sobre o carro têm sido uma importante parte de desenvolvimento recente do grupo". Por essa razão, "é uma pena vê-la ir"."Queremos agradecer pelos esforços concedidos e desejar-lhe o melhor", completou.

Para a história de Susie Wollf ficam recordações da sua passagem pela maior categoria automóvel do mundo. A exclusão de pilotar um carro durante uma prova oficial do Grande Prémio deixou-a magoada. A ex-piloto da DTM, campeonato de turismo alemão, admitiu em entrevista a um jornal alemão: "Estou desapontada".A esposa do chefe da Mercedes, Toto Wolff, contentou-se com a decisão da equipa inglesa em não lhe permitir correr em 2015.

"Foi uma surpresa para todos nós. Mas respeito a decisão. Queriam alguém com mais experiência", disse.Depois de descartar Susie Wollf, tão logo a lesão de Bottas tirou o finlandês do GP da Austrália, a Williams foi atrás de um possível substituto e escolheu Adrian Sutil, desempregado após a dispensa da Sauber no final do ano passado.

Frank Williams, dono da equipa, justificou que a decisão foi baseada no facto do alemão "ter corrido recentemente e ter grande conhecimento sobre a actual geração de carros". "Se a necessidade aparecesse, teríamos um par de mãos sólidas para correr com o FW37", teceu.
A ex-piloto de desenvolvimento e de testes da Williams não se enquadra nos requisitos da nova regra para a concessão de licenças para conduzir na Fórmula 1.