Jornal dos Desportos

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Taça pode ser internacionalizada

05 de Março, 2013

Albino da Conceição foi homenageado por ter participado em sete edições das oito

Fotografia: Jornal dos Desportos

A Taça José Sayovo pode tornar-se internacional dentro dos próximos cinco anos, desde que se escolha em definitivo o percurso e se angarie mais patrocinadores, afirmou o Secretário de Estado para os Desportos, Albino da Conceição José. Em declarações à imprensa após a disputa da oitava edição da prova, Albino José disse que deverá ser feito antes um estudo sobre os tempos dos atletas versus distância do percurso e que depois disto admite estarem criadas as condições para a sua internacionalização. “A internacionalização da competição não é um processo muito complexo, só depende de conseguirmos tornar tradicional o percurso. Creio que o grupo técnico do Comité Paralímpico e da Federação de Atletismo poderão tirar ilações daquilo que vai ser o percurso definitivo depois da presente edição”, frisou.

O Secretário de Estado para os Desportos, que foi homenageado pelo Comité Paralímpico Angolano por ter participado em sete das oito edições da Taça José Sayovo (esteve ausente na prova de domingo) disse que o trabalho vai continuar no sentido da obtenção de maiores investimentos do sector público e privado. Albino José referiu que a presente edição contou com mais de 300 concorrentes, augurando que nas próximas se tenha a participação de mais de mil atletas, na senda do que ocorre noutras partes do mundo em provas da mesma natureza com 20 a 50 mil atletas. “Eu creio que Angola como um país desportivo tem capacidade para isso, só depende daquilo que forem os programas e os apoios arrecadados para o evento e assim continuarmos a participar no desenvolvimento do desporto no país”, disse.

A Taça José Sayovo foi instituída em 2004 pelo Ministério da Juventude e Desportos pelos feitos do atleta paralímpico a nível nacional e internacional, destacando-se o facto de ter subido ao pódio nas três edições consecutivas dos jogos paralímpicos em que participou, com destaque para Atenas’2004 com três medalhas de ouro e respectivos recordes. A última prova foi ganha pelo atleta de Malange José Genge, que percorreu os 10 quilómetros entre a Estalagem e a sede do Comité Paralímpico Angolano com o tempo de 42 minutos.

MUNDIAL DE LYON
Angolano José Sayovo volta às pistas

O velocista José Armando Sayovo afirmou à Angop que a realização da prova pedestre em sua homenagem, no dia do seu 40º aniversário, é mais um incentivo para os desafios do futuro a começar com a participação no campeonato do mundo de 15 a 30 de Julho em Lyon, França. Falando à margem da corrida, organizada pelo Comité Paralímpico Angolano e Ministério da Juventude e Desportos, Sayovo disse que a partir da próxima semana vai reintegrar-se ao grupo de trabalho, depois de um tempo ausente por questões de saúde. O atleta admite ainda sentir-se bem para correr a alto nível, mas ressalva que devido à idade deve estar ausente dos Jogos Paralímpicos do Brasil, Rio’2016. José Sayovo já participou por duas vezes na prova mundial, depois de 2001, em Lili (França) e 2006, na Holanda, curiosamente, as únicas provas em que nunca conquistou qualquer medalha. Nascido na localidade de Catabola, na província de Bié, o atleta soma ao longo de 15 anos de prática desportiva 21 medalhas de ouro, 20 de prata e três de bronze.

CRONOLOGIA
DAS CONQUISTAS

Campeonato do Mundo de Corta-Mato 2000 Portugal: Uma medalha de prata; Campeonato Africano de Atletismo em 2000 Egipto: três medalhas de ouro; Campeonato Mundial de Atletismo exclusivo a deficientes visuais (IBSA) em 2003 no Canadá: três medalhas de ouro e recorde mundial nos 400 metros (50s23). Jogos Pan-africanos em 2003 em Abuja (Nigéria): duas medalhas de ouro; Jogos Paralímpicos de 2004,Grécia: três medalhas de ouro e recordes nos 100, 200 e 400 metros; Campeonato Africano de Atletismo 2005 Tunísia: duas medalhas de ouro e uma de prata; Campeonato Mundial de Atletismo 2006 Holanda: uma medalha de Bronze.

Campeonato do mundo para deficientes visuais (IBSA) Brasil 2007: três medalhas de prata; Campeonato Africano de Atletismo 2008 Tunísia: Três medalhas de prata; Jogos Paralímpicos de 2008 Pequim (China): três medalhas de prata; Campeonato Africano de Atletismo 2010 Marrocos: duas medalhas de ouro; Campeonato Mundial de Deficientes visuais em 2011 na Turquia: duas medalhas de ouro e uma de prata; Jogos Pan-africanos em 2011 em Maputo (Moçambique): uma medalha de prata nos 400 metros. Meeting internacional da Tunísia em 2008: Três Medalhas de prata; Meeting internacional da Espanha em 2008: duas Medalhas de prata; Meeting internacional da Tunísia em 2010: Três Medalhas de ouro; Meeting internacional do Quénia 2010: Três medalhas de ouro e duas de prata; Meeting internacional da Tunísia em 2012: Uma medalha de ouro e duas de prata; Jogos Paralímpicos Londres2012: uma medalha de ouro e uma de bronze.

LUTA
Velocidade
atarefam atletas


Velocidade intensiva, resistência e exercícios rápidos nas técnicas de ataque e defesa dominaram, ontem, os trabalhos da pré-selecção selecção nacional absoluta de lutas que projecta em Luanda a participação no Campeonato Africano a ter lugar de 2 a 13 de Maio, na cidade de N’Djamena, Chade. O seleccionador nacional, Fabiano Kamonoco, justificou que “um lutador pode ser bom atacante, mas se não for velocista é derrotado perante adversários com boas técnicas e velocidade no pé”. NO entanto, Kamonoco revelou ao Jornal dos Desportos que os treinos vão ser a “doer” esta semana, porque a selecção tem que passar para a próxima fase com poucas debilidades. A selecção nacional foi forçada de mudar de lugar de treinos por morte de um dos parentes próximo do dono do complexo, o Mestre Turbo. Assim, até ao fim definitivo do óbito, os atletas vão manter-se na sala de treinos do Team Elite. A triagem do grupo está prevista para o fim do mês corrente e vai concentrar-se em regime de estágio.

Para melhorar a classificação obtida no “Africano” do Egipto, em 2007, campeonato em que Angola conquistou a medalha de bronze, a Federação Angolana de Lutas seleccionou os atletas Soares António, Mayele Mutaka, Feliciano Domba, Francisco de Deus, Nzugi Macanga, Rui Leandro, José Decelino, Francisco Ndonga, Jongolu Octaviano, António Wilson, Patrick Mandungue, João Kinayeide, Ivo Francisco, Júnior Francisco, Nive Bakuma, Joaquim Dombele, Alberto Ngunza, Cristóvão Lussueca, Ivan Manuel e Manuel Vemba. Linda Serafim e Antónia Pascoal são as únicas mulheres integradas no grupo da pré-selecção nacional. A equipa técnica é constituída por Fabiano kamona, Pedro Dizanza e o preparador físico Pedro Luta.
ROSA PANZO