Jornal dos Desportos

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Modalidades

Taxa de inscrição reduz mesatenistas

GAUD?NCIO HAMELAY |- LUBANGO - 07 de Julho, 2017

Ténis de Mesa em fixar a taxa de inscrição no valor de vinte e cinco mil kwanzas por cada atleta.

Fotografia: Jornal dos Desportos

A nova medida estratégica estabelecida pela Federação Angolana de Ténis de Mesa em fixar a taxa de inscrição no valor de vinte e cinco mil kwanzas por cada atleta, pode contribuir na redução do número de praticantes da modalidade na província da Huíla. Apreensivo com esta situação, o presidente de direcção da Associação Provincial dos Desportos Individuais da Huíla (APDIH), Juka Fernandes, revelou que num universo de cerca de 100 praticantes, apenas seis foram inscritos junto do órgão que superintendente a modalidade no país.

 Juka Fernandes citou que o Sporting Clube do Lubango, Benfica Petróleos do Lubango, com um atleta cada e o Cristo Rei da Huíla, com 4, foram os únicos que inscreveram atletas à nível da federação. Acrescentou que o Clube Desportivo da Huíla e Águias do Calumbiro ainda não o fizeram por dificuldades financeiras.

 Juka Fernandes disse que o Cristo Rei da Huíla por ter inscrito 4 atletas sendo duas meninas e igual número em masculino é a agremiação que neste momento vai com uma mínima vantagem para participar no campeonato provincial da modalidade que decorre amanhã, sábado.

 “Temos agora um problema grave que a Federação Angolana de Ténis de Mesa ao orientar que as inscrições para os atletas participarem nos campeonatos provinciais e nacionais tem que ser feito um depósito de algum valor no banco e fazer chegar esse depósito em Luanda. Então, isso desmotivou e criou um certo receio aos clubes locais. Por exemplo, um clube para inscrever um atleta, tem que depositar vinte e cinco mil kwanzas. Então isso, criou um recuo”, reprovou.

 Nesta ordem de ideias, afirmou Juka Fernandes, estar apreensivo porque vão ter um número reduzido de praticantes da modalidade de ténis de mesa na província.Por exemplo, explicou que, o Sporting Clube do Lubango, só inscreveu um atleta a nível da federação e tem cerca de 45 atletas.

“É para ver o problema que a federação veio criar com o pagamento da taxa de inscrições com esse valor. O Benfica Petróleos do Lubango sendo um clube novo na implementação do ténis de mesa, também só inscreveu um atleta a nível nacional. O clube do Cristo Rei da Huíla é que tem 4 atletas inscritos sendo duas meninas e dois masculinos. Já o Clube Desportivo da Huíla e Águias do Calumbiro ainda não inscreveram nenhum mesatenista”, referiu.

 Apesar disso, o presidente de direcção da Associação Provincial dos Desportos Individuais da Huíla, prometeu continuar a sensibilizar os clubes locais no sentido de estudar mecanismos de poder sair desta situação. “Estamos a envidar esforços para que amanhã, sábado, consigamos realizar o nosso campeonato provincial e os campeões que forem apurados os seus clubes consigam inscreve-los na Federação Angolana de Ténis de Mesa para poderem participar em competições nacionais”, frisou.

Reacção
Juka Fernandes
solidário com clubes


Juka Fernandes considerou a medida ter sido tomada pela Federação Angolana de Ténis num momento difícil.  O dirigente avançou que como brevemente haverá um encontro nacional com todos associados, vai antes colocar essa preocupação através de uma sondagem junto dos seus colegas das províncias do Huambo, Moxico, Benguela e Namíbe.

  “Mesmo na própria província de Luanda há um número muito reduzido de atletas inscritos. O que eu saiba, o Huambo e o Namíbe ainda não inscreveram nenhum atleta na federação. E penso que com essas novas medidas, não sei como serão as competições nacionais. O que queremos pedir é que a federação reduza ou crie uma outra medida porque isto vai desencorajar muitos clubes e se calhar também alguns atletas podem criar alguma desmotivação”, salientou.

 Juka Fernandes disse estar muito preocupado com o elevado valor de vinte e cinco mil kwanzas que o elenco liderado pela presidente de direcção da federação de ténis de mesa, Antónia Ribeiro, pede por cada atleta no acto de inscrição. “No meu ponto de vista a federação deverá repensar bem essa nova estratégia de cobrança da taxa de inscrição para cada atleta porque dizem agora é que querem ver se são clubes ou não”, lamentou.