Jornal dos Desportos

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Tenista orgulhosa da cidadania russa

25 de Março, 2015

E não necessariamente só pelo país, mas pelo povo, pela mentalidade, pela dureza e por aquela atitude de nunca desistir”, completou.

Fotografia: AFP

A mudança de Maria Sharapova, da Sibéria para a Flórida, Estados Unidos da América, aos sete anos de idade, mudou a sua vida e a colocou no caminho da fama e da fortuna, mas ela diz que jamais podia dar as costas à terra natal. Pode ser fácil esquecer que Maria Sharapova, vencedora de cinco títulos de Grand Slam e atleta feminina mais bem paga do mundo, é russa – até vê-la numa conferência de imprensa a falar após o jogo na sua língua nativa.

Com 32 milhões de dólares em prémios, uma série de patrocínios lucrativos, a sua própria marca de doce e até um namorado famoso, o também tenista Grigor Dimitrov, Maria Sharapova é a encarnação do sonho americano. Ainda assim, ela rejeita a ideia de trocar o seu passaporte russo por um norte-americano, como a ex-tcheca Martina Navratilova fez no início da sua carreira brilhante.

“Teria feito se quisesse (trocar de cidadania), mas jamais foi um dilema na minha família ou na minha equipa querer trocar de cidadania”, disse a russa ao canal CNBC numa entrevista. Maria Sharapova ainda dá o melhor de si para a Selecção da Rússia na Fed Cup e carregou a tocha nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi um ano atrás. A tenista afirmou que a sua herança russa moldou os seus instintos.

“É uma questão de ambiente familiar, da riqueza cultural”, explicou a tenista de 27 anos, que foi campeã de Wimbledon aos 17 anos de idade.
“Trata-se de experiências de vida das quais me lembro e sei que durante muitos anos fui transformada no indivíduo que era por essas experiências. E não necessariamente só pelo país, mas pelo povo, pela mentalidade, pela dureza e por aquela atitude de nunca desistir”, completou.