Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Tnis angolano vive dissabores

Gaudncio Hamelay-Lubango - 17 de Fevereiro, 2018

Hulanos esto apostados na revitalizao do tnis no pas

Fotografia: Jos Soares | Edies Novembro

O presidente de direcção da Associação Provincial dos Desportos Individuais da Huíla (APDHI), Juka Fernandes, afirmou no Lubango que o ténis a nível do país enfrenta muitos dissabores.
 Juka Fernandes imputa a responsabilidade do mal a alguns elementos que se intitulam amigos da modalidade, mas que no fundo criam inúmeras dificuldades ao seu desenvolvimento.
  “Temos estado a ter muitos dissabores no ténis à nível nacional. Há alguns elementos que dizem-se amigos do ténis, mas têm estado a criar dificuldades para o seu desenvolvimento, sobretudo, à juventude ávida de praticá-la. Por isso, temos que rever o nosso papel como adultos e dirigentes desportivos, para fazer com que os jovens atinjam os objectivos, tanto no desporto como na saúde. O desporto proporciona saúde, convivência, socialização e nós dirigentes desportivos temos de rever o nosso papel”, sublinhou.
O dirigente huilano salientou, que apesar desses dissabores, a província da Huíla sempre trabalhou em prol do desenvolvimento do ténis e prometeu para este ano, a revitalização da modalidade desde que os novos corpos sociais da Federação Angolana de Ténis, FAT, a serem eleitos no dia 24 do corrente mês, com uma lista única liderada por Matias Castro e Silva, demonstrem esse interesse.
 “A província da Huíla sempre trabalhou em prol do crescimento do ténis. E, este ano, estamos dispostos a revitalizar a modalidade. E, estar ao lado daqueles que querem desenvolver o ténis no país e triunfar. Estamos disponíveis a trabalhar na inserção de mais jovens no desporto e no desenvolvimento do ténis. Auguramos aumentar o número de praticantes”, disse.
 Juka Fernandes garantiu que a Associação da Huíla e seus filiados estão disponíveis em trabalhar no desenvolvimento da modalidade, e eleger dirigentes que coloquem funcional a Federação Angolana de Ténis. Fundamentou que uma Federação quando tem dificuldades funcionais, afecta igualmente todas as Associações, e a reputação à nível internacional fica beliscada.
 “Como é sabido, em 2016 já tínhamos dados passos concretos com a Federação Internacional de Ténis (ITF) e outras Federações africanas da nossa zona. Creio que estávamos no bom caminho, inclusive, recebemos material da ITF. Neste sentido, temos de rever a situação para que em breve trecho possamos retomar os contactos internacionais. A nível nacional, veremos se organizamos a casa e fazermos uma coisa em condições”, frisou.
De salientar que o processo eleitoral para a eleição de novos corpos sociais da Federação Angolana de Ténis, acontece a 24 do corrente mês, e a província da Huíla tem direito de votação, o Clube Desportivo da Huíla (CDH), Águia Sport do Calumbiro, Sporting Clube do Lubango (SCL) e Associação local.

MATERIAL DESPORTIVO
Huilanos sem máquina de encordoar raquetes


A inexistência de uma máquina de encordoar raquetes, de equipamento desportivo e de infra-estruturas, fundamentalmente campos, são entre outras dificuldades com que se debate a Associação Provincial dos Desportos Individuais da Huíla.
 Apesar disso, o presidente da Associação, Juka Fernandes, assegurou que a modalidade está firme com apostas viradas ao desenvolvimento da massificação.
 “O ténis na província da Huíla tem raízes e pernas para andar. Continuamos a fazer o nosso trabalho de massificação. Contamos com alguns jovens praticantes, embora, tenhamos problemas sérios por falta de materiais desportivos. Como sabem, os jovens quando atingem os 17 e 18 anos de idade rebentam as raquetes, o que é complicado. Até agora, na província não possuímos uma máquina de encordoar raquetes. Pensamos ser um dos grandes problemas que temos tido”, lamentou.
 Juka Fernandes prometeu levar as preocupações ao conhecimento da futura liderança da Federação Angolana de Ténis, para ver se ultrapassa esta dificuldade, essencialmente a máquina de encordoar raquetes, bolas, redes e equipamentos desportivos.
 Acrescentou que o ténis, nas terras Altas da Chela, trabalha de forma a atingir os seus objectivos que consistem em incentivar os jovens à pratica desportiva. 
 Apontou que quatro agremiações, nomeadamente, o Clube Desportivo Cristo -Rei, Clube Desportivo da Huíla (CDH), Sporting Clube do Lubango e Águias do Calumbiro movimentam a modalidade nos escalões de infantis, juvenis, juniores e seniores em ambos os sexos.
 “Temos todos os escalões a funcionar na província, com maior número para os escalões  infantis. Nas categorias de juniores e seniores temos números reduzidos. Assim, contamos com duas atletas seniores feminino, dois masculino e nos escalões de juniores temos 4 masculinos e 2 femininas”, explicou.
Avançou que na categoria de infantis, a Associação controla cerca de 20 atletas dos quais 10 masculinos e igual número em feminino.
 Juka Fernandes mencionou que a “turbulência” existente no ténis nacional tem desmotivado muita gente, e mesmo os encarregados de educação por não haver competições e torneios nacionais, influencia negativamente na redução do número de praticantes inseridos na massificação.
 O dirigente associativo assegurou, que apesar de enfrentar dificuldades de toda natureza, trabalham no sentido de que a modalidade não “morra”.
 “Mesmo que trabalharmos com 4 ou 6 atletas, não desistimos e vamos até às ultimas consequências, embora como é sabido, as modalidades individuais com um ou 2 atletas podem representar a província ou o país em provas nacionais e internacionais. Por isso, estamos a trabalhar normalmente, com o que existe”, garantiu.
                      Gaudêncio Hamelay - Lubango