Jornal dos Desportos

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Tost defende programa de jovens pilotos da Red Bull

02 de Fevereiro, 2016

Reconhecida capacidade de formação da fábrica austríaca que também ganhou pelo nível de exigência

Fotografia: AFP

O chefe da Toro Rosso, Franz Tost, saiu em defesa do programa de jovens pilotos da Red Bull. A Academia formou pilotos como Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat, que na visão do dirigente a academia é “mais do que justa com os seus participantes”. Embora reconhecido, o programa da fábrica austríaca também ganhou fama pela capacidade de formação, o nível de exigência e a própria postura dura de Helmut Marko.

Ao longo da história, o programa de formação da Red Bull formou nomes como Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat que chegaram à equipa principal da F1, mas também viu o sonho do Mundial chegar ao fim para Sébastien Buemi, Jaime Alguersuari e Jean-Éric Vergne.

 “Isso, é a F1 e acho que a Red Bull é mais do que justa com todos os seus pilotos, porque dá-lhes possibilidades fantásticas com todos os ingredientes necessários para que eles possam mostrar o que são capazes”, disse Tost em entrevista à publicação francesa “F1i”. “Se depois disso eles não puderem melhorar e a Red Bull sentir que a performance deles não vai melhorar além daquilo, então está claro que eles serão substituídos por outros pilotos. Mas isso é normal na F1 e é assim que é”, ponderou.

 Na temporada 2015, a Toro Rosso foi para a pista com Max Verstappen e Carlos Sainz, dois pilotos que ganharam muitos elogios pela performance no ano de estreia. Ainda assim, a equipa de Faenza não costuma segurar os pilotos por muito tempo. Assim, 2016 aparece como um ano decisivo para a dupla.

 “Talvez no começo do ano, nós tenhamos de ser cuidadosos para não pressioná-los demais, porque às vezes na segunda temporada dos pilotos connosco eles podem achar que precisam de demonstrar um claro passo adiante em performance”, ponderou. “O resultado disso é que eles tendem a ultrapassar o carro. Entretanto, eu acredito que esse não será o caso de Carlos e Max, porque eles ganharam a experiência necessária no ano passado. Portanto, estou mais positivo para 2016 do ponto de vista dos pilotos”, concluiu.

PALMER ANUNCIA
ESCOLHA

Jolyon Palmer anunciou pelo Twitter que escolheu o número 30 para a sua carreira na F1. Reserva da Lotus em 2015, o britânico já tinha usado o número nos testes que fez pela equipa. Jolyon Palmer já definiu o seu número para a estreia como titular na F1. No último domingo, o britânico anunciou pelas redes sociais que vai utilizar o número 30 durante a sua carreira no automobilismo.

O britânico vai ser ao menos por enquanto companheiro de equipa de Pastor Maldonado, na Renault, em 2016. A vaga do venezuelano, entretanto, está ameaçada pelo atraso no pagamento da PDVSA e Kevin Magnussen é apontado como possível herdeiro da posição. Desde 2014, os pilotos da F1 podem escolher números permanentes para a carreira. Tal  já acontecia no motociclismo, o número 1 fica reservado ao campeão do ano anterior, mas não vai ser visto este ano uma vez que Lewis Hamilton prefere seguir com o número 44. A escolha de Palmer pelo número 30 não é surpresa, já que é o mesmo número utilizado por ele nas sessões de teste, no ano passado.

DECISÂO
GP dos Estados Unidos fica definido este mês

O representante do Circuito das Américas, Bobby Epstein, vai confirmar no final deste mês, se o Grande Prémio de Fórmula 1 dos Estados Unidos situado em Austin, Texas, realmente vai acontecer. Epstein disse durante uma entrevista no mês de Novembro, que estava preocupado com o futuro da corrida, após o Governo do Estado do Texas anunciar um corte nos fundos que auxiliam a preparação do GP americano. Assim, para o representante, o futuro da prova não aparentava estar bem.

Apesar de estar no calendário oficial da Fórmula 1, como "a confirmar", o chefe da competição Bernie Ecclestone chegou a afirmar ainda nesta semana que a prova em Austin ia acontecer. "Eu compartilho do mesmo optimismo de Ecclestone. Todos nós queremos que aconteça e geralmente quando isso acontece as coisas são feitas.

Não posso afirmar nada com certeza neste momento, mas teremos algo mais certo nos próximos 30 dias. A resposta definitiva virá antes do fim de Fevereiro", declarou Epstein em entrevista ao portal Autosport. O governo estadual prometeu 25 milhões de dólares, em fundos anuais, para o GP de Austin. Agora o valor foi reduzido para 19,5 milhões, depois de uma fórmula diferente ter sido aplicada para calcular os impactos económicos da corrida na área.

DESILUSÂO
Reunião da FIA com dirigentes termina sem grandes avanços 

A reunião entre a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e os directores -técnicos das 11 equipas da F1 terminou sem grandes avanços. Assim, um novo encontro está agendado para o mês  de Março. Na última sexta-feira, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) reuniu-se com os directores -técnicos das equipas da F1 para apresentar a proposta de cockpit fechado, e também debater uma ideia de mudança na configuração dos eventos do fim de semana da categoria. Apesar da expectativa, em torno do encontro, o debate não foi dos mais produtivos.

 De acordo com a publicação inglesa “Autosport”, o encontro dos representantes das 11 equipas com Charlie Whiting, director -técnico da FIA, não deu muitos frutos. Assim, todos voltam para a reunião no próximo mês para completar o regulamento de 2017. Uma fonte da publicação britânica revelou que o encontro resultou em algum progresso, mas “algumas questões continuam pendentes”.

 A expectativa, é de que esse novo encontro aconteça antes da reunião do Grupo de Estratégia e da Comissão de F1 marcados para o dia 23 de Fevereiro, em Genebra. Os representantes técnicos trabalham com um dead -line de 1 de Março, dado que após essa data qualquer mudança no regulamento vai exigir aprovação por  unanimidade.

 Além da proposta do cockpit fechado, resultante da pressão dos pilotos após acidentes fatais como os de Justin Wilson — na Indy, em 2015 — e Henry Surtees — na F2, em 2009 —, o grupo técnico também discute a introdução de corridas classificatórias aos sábados, uma proposta de final de semana muito diferente da actual.

HISTÒRIA
 Arrows descarta De la Rosa
e promove estreia de Bernoldi

Há 15 anos Enrique Bernoldi chegava à F1. O brasileiro foi contratado pela Arrows para a disputada da temporada 2000, num anúncio que foi um tanto surpreendente, uma vez que se esperava a permanência de Pedro de la Rosa na equipa.

O dia do anúncio da entrada na F1, é sempre marcante para qualquer piloto. Para o brasileiro Enrique Bernoldi esse dia aconteceu há exactos 15 anos, em 31 de Janeiro de 2001.

Bernoldi  destacou-se no kart no Brasil e foi correr na Europa a partir de 1995. Foi campeão da F-Renault Europeia em 1996 e vice da F3 Inglesa em 1998. Nos dois anos seguintes, no entanto, passou sem grandes resultados pela F3000. Ainda em 2000 foi piloto de testes da Sauber. O paranaense era patrocinado pela Red Bull, que também estampava a marca na equipa de Hinwil, mas a opção de Peter Sauber foi contratar o finlandês Kimi Räikkönen.

 Assim, Bernoldi então com 21 anos, testou com a Prost e foi ligado à Minardi antes de  acertar com a Arrows. “Fiquei desapontado por não conseguir o lugar na Sauber, muitas notícias saíram nos jornais a falar de como andamos nos testes não eram verdadeiras. Quando Räikkönen andou, as condições eram bem diferentes, de quando eu andei”, disse Bernoldi a respeito da situação. “Mesmo assim, a diferença foi de 0s3 e tornaram isso grande coisa. Mas agora acho que posso  dar-me melhor aqui, na Arrows, do que lá na Sauber.”

“O carro é bom e o motor está a melhorar constantemente. Eu estou muito feliz e acho que tenho uma boa oportunidade neste ano de aprender e ganhar o máximo de experiência possível na F1. É um ano de aprendizado e espero pontuar”, acrescentou. O anúncio foi um tanto surpreendente, porque esperava-se que a equipa de Tom Walkinshaw fosse renovar com Pedro de la Rosa. No entanto, as negociações com a Repsol, patrocinadora do espanhol, não avançaram e abriram o caminho para Bernoldi.

“Eu sinto pelo Pedro. Não é bom para ele, mas parece que é assim. A F1 é um desporto estranho”, comentou o brasileiro. De la Rosa ainda ia envolver-se em mais polémicas nos meses seguintes. Primeiro, comprometeu-se com a Prost para ser piloto de testes, mas com a oportunidade de ser titular na Jaguar saiu em 2002 , o que deixou o tetracampeão Alain Prost furioso.

Na Jaguar, ficou como reserva até a quarta corrida do ano, o GP de San Marino. Foi quando insatisfeito por saber que não ia ter lugar na equipa na temporada seguinte, Luciano Burti resolveu sair com efeito imediato para a Prost — a vaga ficou aberta para De la Rosa regressar às pistas.