Jornal dos Desportos

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Toto Wolff destaca união

26 de Dezembro, 2016

Toto Wolff comemorou um ano de vencedor da Mercedes no discurso de fim de ano dirigido aos colaboradores da equipa prateada

Fotografia: AFP

Definitivamente, 2016 foi um ano vitorioso para a Mercedes. Os resultados provam: 19 vitórias em 21 GPs disputados ao longo do Mundial de F1 neste ano e culminou com os títulos do Mundial de Construtores pela terceira vez consecutiva, além da taça de campeão do mundo conquistado por Nico Rosberg, que se aposentou cinco de chegar à glória máxima do desporto em Abu Dhabi.

O discurso de fim de ano de Toto Wolff, chefe da Mercedes, foi com um tom de comemoração pelo sucesso conquistado ao longo do ano, mas também de reafirmar que ninguém está acima da filosofia da Mercedes. “Ao passo em que avançamos, vamos continuar a ser guiados pelos melhores interesses para a nossa equipa. A filosofia da equipa é maior que qualquer época ou qualquer pessoa”, avisou Wolff no seu discurso de fim de ano, que marca o encerramento das actividades da equipa tricampeã do mundo.

“Construímos um grupo que é humilde na vitória e gentil na derrota, faminto por desafios e que lida com resiliência sob pressão, nunca está satisfeito com a sua condição e sempre busca melhorar. A nossa equipa bateu recordes nos livros de história, perseguimos os nossos objectivos com paixão e determinação e somos colocados à prova a cada momento por desafios inesperados”, comentou.
Aos seus pilotos em 2016, restaram breves palavras.

“Nico foi coroado campeão e logo depois saiu de cena. Lewis Hamilton precisava de força para reagir à derrota com compostura e dignidade. Comemoramos o nosso sucesso e aprendemos com os nossos erros e, em todos os momentos, saímos mais fortes e mais capazes de enfrentar juntos o que vem pela frente”, acrescentou.

Wolff lembrou também que a Mercedes está no foco do noticiário, sobretudo, pela sua condição alcançada nas últimas épocas, mas também por ter a missão de substituir Nico Rosberg. Mas o novo companheiro de Hamilton só vai ser conhecido em Janeiro. Agora, mais do que nunca, é hora de aproveitar o fim do ano e comemorar as vitórias conquistadas ao longo de 2016.

“A nossa posição de centro do foco coloca cada decisão tomada e cada palavra dita debaixo de um enorme microscópio. São debatidas apaixonadamente entre os nossos fãs e interpretadas pelos meios de comunicação. Mas já conversamos o bastante. Agora é aproveitar esse período de calma e reflexão para saborear as conquistas e prepararmo-nos para a próxima época”, finalizou o chefe da Mercedes.

AGENTE DE BOTTAS
Austríaco recusa
conflito de interesses

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, garante que o seu papel na gestão da carreira de Valtteri Bottas não cria um conflito de interesse com a equipa de Brackely. O finlandês é o mais cotado para assumir a vaga de Nico Rosberg em 2017. Recentemente, durante uma entrevista conjunta com Niki Lauda na austríaca Servus TV, Helmut Marko, consultor da Red Bull, sugeriu um conflito de interesses na contratação de Bottas, já que Wolff é chefe da Mercedes e também faz parte da equipa que gere a carreira do finlandês.

Presidente não-executivo da Mercedes, Lauda explicou que isso não seria um problema, já que um acordo anterior já tratava a questão.
“Isso já foi definido antes de Toto se tornar director-executivo da equipa. Se Bottas fosse correr por nós, Wolff não poderia mais ser o seu agente”, contou Niki.

Em declarações ao jornal italiano ‘La Gazzetta dello Sport’, Toto descartou conflito de interesses e garantiu que deixaria a gestão da carreira de Valtteri, caso o finlandês fosse contratado pela Mercedes. “Não sou um idiota. Quando entrei na Daimler quatro anos atrás, assinei um contrato. Então não posso gerir ou ter interesses comerciais num piloto da Mercedes”, disse Wolff.

“Isso não é um problema. O problema não apareceu. Quem quer que esteja a falar de conflito de interesses, não entende de F1”, disparou. Wolff frisou que a decisão sobre o substituto de Nico Rosberg ainda não foi tomada. A Mercedes adiou para 2017 o anúncio da sua dupla de pilotos. “Ainda não tomamos a nossa decisão, porque envolve mais do que um piloto e a nossa equipa. Temos de ter respeito por outras equipas”, explicou.

“Valtteri é uma opção, mas também sabemos o quão importante é para a Williams. É uma situação delicada que requer que nos movimentemos com cautela. Decidimos levar o nosso tempo”, concluiu.