Jornal dos Desportos

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Toto Wolff está radiante com a modalidade

08 de Fevereiro, 2017

Chefe da equipa campeã defende que a introdução de “Show” vai catapultar a F1

Fotografia: AFP

Chefe da Mercedes, Toto Wolff acredita que não é possível reproduzir na F1 21 Super Bowls. Mesmo acreditando que o Mundial ainda oferece um bom show, o  defende dirigente reconheceu a necessidade de mudanças.

A ideia do Liberty Media de reproduzir o modelo de entretenimento do Super Bowl na F1 segue dividindo opiniões. Depois das criticas feitas por Max Mosley, ex-presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), chegou a vez de Toto Wolff se manifestar.

 No entender do chefe da Mercedes, tornar frequente algo no estilo ‘Super Bowl’ tiraria o impacto do evento. Mesmo assim, Wolff reconheceu a necessidade de mudanças Novo chefe da F1, Chase Carey fala abertamente em seguir o modelo usado no jogo decisivo da NFL, ampliando as atracções disponíveis nos fins de semana de corrida.“Acho que tem uma oportunidade no lado do evento”, disse Carey em entrevista à emissora estadunidense CNBC.

“Tornar os nossos eventos maiores, mais amplos, melhores — eu falei sobre termos 21 corridas, nós deveríamos ter 21 Super Bowls”, ressaltou.
 “Nós só temos uma corrida em cada país e nós deveríamos fazer essas extravagâncias de uma semana, com entretenimento, música e eventos que capturam a cidade toda, não só eventos na pista”, defendeu. “Esta é uma oportunidade para, ao longo do tempo, desenvolvermos essa dimensão do negócio”, completou.

Wolff, entretanto, mantém os pés no chão e entende que a mudança não pode ser de tamanha magnitude.“O problema é que 21 Super Bowls não serão tão bons quanto um único Super Bowl”, avaliou Wolff em entrevista à revista austríaca ‘Trend’. “O que Carey quer dizer é que temos de apimentar as corridas da F1”, seguiu.“A F1 ainda é um dos melhores desportos do mundo, mas está claro que mudanças devem acontecer”, concluiu.

AVALIAÇÂO
Webber define novo regulamento

Aposentado das pistas desde o fim do ano passado, Mark Webber, durante as 12 Horas de Bathurst, falou sobre as suas expectativas a respeito da F1 em 2017. Comentarista e ex-piloto, o australiano acredita que a categoria será mais empolgante e com tempos de volta que remetem a 2007, bem mais rápidos que os registados até o ano passado.

Webber também acredita que o motor vai ser muito mais importante no desempenho geral dos carros nesta nova temporada Fora da F1 desde o fim de 2013 e aposentado das pistas com o fim da temporada do Mundial de Endurance no ano passado, Mark Webber hoje carrega sua experiência nas pistas para analisar o desporto a motor e traçar perspectivas para 2017.

O australiano, com passagem por Jaguar, Williams e dono de uma trajectória vencedora na Red Bull, acredita que a F1 que o fã verá a partir dos testes da pré-temporada, no fim de Fevereiro, vai ser bem mais empolgante e rápida do que nos últimos anos. Tudo em razão do novo regulamento técnico.

 A expectativa da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) é que os tempos de volta despenquem entre 3 e 5s em relação aos últimos anos. Webber tem o pensamento na mesma linha e acredita que as marcas registadas serão parecidas ao que se viu na F1 há dez anos. Traçando um paralelo com aquela época, a melhor volta do GP da Itália, em Monza, a pista mais rápida do calendário, foi de Fernando Alonso.

Com seu McLaren-Mercedes na época, o bicampeão cravou 1min22s871. O espanhol, no ano passado, acelerando o McLaren-Honda MP4-31, registou 1min25s340. No GP da Espanha, em Barcelona, Felipe Massa anotou 1min22s680 em 2007. No ano passado, a melhor marca foi de Daniil Kvyat, quase 4s mais lento com sua Toro Rosso: 1min26s948 acredita que 2017 vai reflectir a real capacidade dos pilotos com uma F1 que será muito mais exigente, mas também bem mais empolgante.

“Quanto ao lado desportivo, deverá ser um bom passo em frente. Os carros vão ser mais rápidos do que foram durante muito tempo”, comentou o australiano durante a disputa das tradicionais 12 Horas de Bathurst, no último fim de semana, em entrevista veiculada pelo site norteamericano‘Motorsport.com “Os pilotos voltarão a fazer valer seu salário, e vamos voltar a vê-los suando no pódio, o que é bom demais. Voltarão os tempos de volta como os de há dez anos. Acho que visualmente vai ser algo positivo”, completou.

 Na visão de Webber, os motores vão ser muito mais importantes para o desempenho geral do carro com a adopção do novo regulamento. "Os carros vão ter muito mais downforce, vão ser mais sensíveis do que nunca à potência. Vai ser preciso um motor mais potente porque os pneus serão mais largos e em razão do também o aumento do arrasto.

Os carros serão mais pesados com os pneus maiores, o que é um pouco ruim porque isso vai deixá-los um pouco lentos”, salientou. A única crítica de Webber está nos pneus. A Pirelli, apesar de deixá-los mais largos para obedecer às mudanças no regulamento técnico, manteve os pneus em 13 polegadas.

O australiano entende que os pneus devem ter um perfil ainda maior do que vem sendo fabricado pela fornecedora italiana para esta temporada. “Os carros devem parecer bem, excepção ao perfil dos pneus. Precisamos de um pneu de perfil maior. Eles ainda são bem pequenos neste sentido, mas o restante parece bem bom”, finalizou.