Jornal dos Desportos

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Trabalho na areia mexe campeões

Rosa Panzo - 13 de Novembro, 2015

Selecção nacional vai dar prioridade à recuperação física nas primeiras sessões de trabalho na Arena Atlântida à Ilha de Cabo em Luanda

Fotografia: Kindala Manuel

Exercício físicos de recuperação na areia e trabalho com bola atarefam as duplas nacionais de voleibol de praia, que projectam, na Arena Atlântica, a participação da última etapa de apuramento aos Jogos Olímpicos do Rio'2016, a decorrer na última quinzena de Janeiro próximo, em local a indicar.

As duplas Márcio Serqueira-Éden Serqueira e Edison Figueiredo-Fabio Figueiredo vão sofrer alterações. Novos rostos vão ser integrados na selecção nacional e já trabalham com o seleccionador nacional, Morais Abreu. Entre os nomes a ficar em terra, Márcio Serqueira e Fábio Figueredo são os mais prováveis. Tudo vai depender da entrega e da abnegação até o momento da viagem ao palco do torneio pré-olímpico.

O grupo, que trabalha com o seleccionador nacional, Morais Abreu, é submetido a quatro sessões de treinamento por semana. Às terças e quintas-feira, o grupo trabalha no período vespertino e, aos sábados e domingos, a preparação decorre no turno da manhã. Uma excepção está aberta. Em função dos programas pessoais de cada atleta, a direcção técnica liderada por Morais Abreu agendou treinos no período nocturno de forma a que todos os seleccionados participem da actividade.

Angola prepara a participação na última fase de qualificação aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro'2016 a decorrer em território europeu na segunda quinzena de Janeiro do próximo ano. Face às condições climatéricas daquele período na Europa, a selecção nacional pode alterar o horário de preparação, passando para o turno da noite.

No torneio pré-olímpico, Angola vai defrontar selecções qualificadas da Europa, Ásia e América. O regulamento aponta que só o vencedor vai receber o passe de acesso ao Rio'2016. As sete outras selecções vão contentar-se com a participação.

Para evitar o desaire, Morais Abreu trabalha a componente psicológica dos atletas. Os resultados obtidos nos Jogos Africanos, que decorreu em Brazzaville, Congo, e no Continental Cup, realizado no Cairo, duas competições vencidas pelos angolanos, constituem motivos de satisfação.

Um senão continua a inquietar o grupo de trabalho. A sombra do falhanço do estágio em Moçambique reaviva a memória dos membros da direcção da Federação Angolana de Voleibol. O secretário geral, José Monteiro, veio a terreiro clamar por apoios para a participação da selecção nacional na última fase de qualificação ao Rio'2016. O responsável afirmou que o grupo de trabalho carece de apoios.

"A selecção nacional necessita de patrocínios para o cumprimento da última fase de qualificação. Os nossos rapazes precisam de meios para suportar as despesas durante o período de qualificação na Europa", disse.

José Monteiro esclareceu que "os jogos Africanos realizados em Brazzaville não foram qualificativos para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro". Os responsáveis do desporto mundial decidiram que o último "inquilino" a entrar no torneio de voleibol de praia no Brasil deve passar por etapas que envolvem outros países de diferentes continentes. A finalidade das eliminatórias é "melhorar os níveis técnicos de cada dupla".

"Angola está a passar por essas etapas com muita responsabilidade e é necessário que as pessoas percebam isso", disse José Monteiro.
Emanuel Fernandes "Manucho" e Morais Abreu formaram a primeira dupla a erguer a bandeira angolana no torneio de voleibol de praia dos Jogos Olímpicos de 2008, em Beijing, China.