Jornal dos Desportos

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Treinador ajuda salvar a carreira de Djokovic

26 de Julho, 2018

Obriguei-o a comer peixe, porque carne ele no come mesmo.

Fotografia: AFP

Há quatro meses, Novak Djokovic, um dos melhores jogadores da história, estava ‘enfiado’ num buraco. Numa série de três derrotas seguidas - Open da Austrália, Indian Wells e Miami -, a maior em 11 anos, o sérvio despediu os seus treinadores [Andre Agassi e Radek Stepanek] e voltou a pedir ajuda a Marian Vajda, o técnico que despedira um ano antes.
\"Ligou-me após perder em Miami. Não tinha certeza sobre a equipa técnica e estava sempre a comparar o presente com o passado e convidou-me a voltar a trabalhar com ele. Pensei muito, reflecti em família e decidi aceitar”, confessou Vajda, em entrevista ao jornal eslovaco ‘Sport Klub’.
O técnico explicou ainda os dois aspectos-chave para o regresso de Djokovic ao melhor nível, consumado com o título em Wimbledon: adeus ao guru espiritual dos abraços colectivos, Pepe Imaz, e o fim da rigorosa dieta vegan a que Djokovic se submetia.
\"Quis que ele parasse com a sua colaboração com Pepe Imaz. O ténis não é filosofia. Quando tens um adversário do outro lado, tens de pensar em onde vais colocar a bola e não em Buda”, confessou, antes de ser claro sobre a alimentação de Nole.
\"Ele tem o corpo perfeito para jogar ténis, mas os músculos precisavam de ser fortalecidos. A sua alimentação é vegetariana, mas precisava de alguma proteína animal. Sem ela era impossível competir ao melhor nível. Obriguei-o a comer peixe, porque carne ele não come mesmo”.