Jornal dos Desportos

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Modalidades

Treinadores querem Projecto Criança

Silva Cacuti - 26 de Janeiro, 2016

António da Luz prometeu levar as conclusões do Encontro às entidades competentes do desporto angolano e parceiros

Fotografia: josé Soares

O primeiro Encontro Nacional de Treinadores do desporto adaptado recomendou a reactivação do "Projecto Criança" para o lançamento de novas modalidades, tais como bócia, goal-ball, futebol cinco para cegos, futebol de sete para surdos e voleibol sentado. O ressurgir do projecto consta do conjunto de conclusões do conclave realizado a 23 do corrente, sob a égide do Comité Paralímpico angolano (CPA).

O Projecto Criança, criado pelo CPA em 2005, consubstancia-se na realização de actividades desportivas para deficientes da camada infantil, com a colaboração dos pais e das administrações municipais. Visava, além do desenvolvimento do desporto adaptado no país, chamar atenção às famílias de que é possível a realização de tarefas úteis, independentemente, do grau de deficiência do familiar. Neste âmbito, recomendaram que o CPA implemente competições para os escalões de formação.

Cerca de 40 treinadores ligados ao desporto adaptado fizeram um diagnóstico do estado actual da especialidade desportiva e, entre outros, identificaram a falta de infra-estruturas e insuficiente apoio das estruturas governativas nas províncias, facto pelo qual recomendam que se encoraje os governos locais a apoiar os atletas com transporte e logística. Também que a Mesa da Assembleia Geral do CPA intervenha junto dos governos provinciais para que haja maior apoio ao desporto adaptado.

O treinadores analisaram as difíceis condições em que desenvolvem a actividade a começar com a ausência de recintos para a prática à dignificação da própria figura do técnico. Neste sentido, o encontro recomendou que se trabalhe para a formação contínua dos treinadores no âmbito nacional e internacional.

No caso do atletismo, que se preste maior apoio para as disciplinas específicas, por um lado, e que se criem mecanismos para facilitar a remuneração dos técnicos, que trabalham com pessoas com deficiência, e outros benefícios, como exemplo, prioridade de ingresso em instituições de ensino, emprego, etc. Realçar que, à margem da cerimónia de abertura do Encontro, o presidente de direcção do CPA, Leonel da Rocha Pinto, disse que as conclusões do certame seriam utilizadas como documento de aproximação junto do Ministério da Juventude e Desportos e outros parceiros.