Jornal dos Desportos

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Trigémeas correm na maratona do Rio de Janeiro

23 de Julho, 2016

Nunca houve trigémeos em participação de Jogos Olímpicos e as três irmãs ficam na história

Fotografia: AFP

As estonianas Leila, Liina e Lily Luik tornam-se nas primeiras trigémeas, a participar em Jogos Olímpicos, na maratona do Rio2016,  mesmo sem ambições de chegar a uma medalha, passam a  escrever uma página na história olímpica.

“Nunca houve trigémeos a participar em Jogos Olímpicos, seja na mesma edição ou em Jogos sucessivos. Se as Luik correrem, são uma estreia.
Torna-se histórico”, assegurou à agência AFP Bill Mallon, um historiador da competição residente na Carolina do Sul, nos Estados Unidos.

Nascidas em 15 de Outubro de 1985, cinco anos antes da Estónia tornar-se independente da União Soviética, as três irmãs sempre foram inseparáveis, incluindo nos seis últimos anos, desde que se dedicaram à maratona.

Leila é a mais rápida a concluir os 42,195 quilómetros, tem como melhor marca 02:37 horas, um registo distante do recorde do mundo, obtido pela britânica Paula Radcliffe em 2003, em 02:15.25 horas.

O recorde que as Luik estabelecem é outro, o da participação conjunta em Jogos Olímpicos, mesmo que seja apenas com o objectivo de baterem os seus melhores tempos. No entanto, para o treinador do trio, Harry Lembert, é inviável confiar que consigam cumprir a corrida em conjunto.

“Era bom que fizessem a maior parte do percurso juntas, infelizmente, têm níveis diferentes”, explicou o técnico das três antigas dançarinas profissionais de hip-hop.

A carreira no atletismo é curta para as três, que já pensam em darem a cara, no futuro, a uma empresa de cosméticos ou de um café.

“Veremos depois do Rio2016, quando tudo acalmar. Precisamos de reflectir como explorar o facto de sermos três, e como poderemos fazer com que as pessoas venham ao nosso café, é que somos inseparáveis”, rematou Lily.