Jornal dos Desportos

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Modalidades

"Título Africano aumenta auto-estima do Angolano"

23 de Dezembro, 2016

A conquista pela Selecção Nacional sénior feminina de andebol do 12º título africano aumenta a auto-estima e orgulho de ser angolano

Fotografia: M.Machangongo

A conquista pela Selecção Nacional sénior feminina de andebol do 12º título africano aumenta a auto-estima e orgulho de ser angolano, afirmou quarta-feira, em Luanda, o presidente da Federação Angolana da modalidade (FAAND), Pedro Godinho.

Ao discursar na Assembleia Nacional, durante uma homenagem ao sete nacional, Pedro Godinho disse que “face à situação que se impunha e com a autorização do Executivo foi posto em marcha um plano no sentido de se fazer da competição motivo de orgulho da nação”.

Acrescentou que o árduo trabalho realizado foi sempre a pensar na conquista 12º título africano, que se traduziria numa aposta ganha pelo seu elenco, depois de perder a competição em 2014 para a Tunísia.

Pedro Godinho informou que, para a competição, o seu elenco trabalhou com um orçamento realista em função da conjuntura económica actual, com um custo de 120 milhões de Kwanzas, dos quais 73 milhões em dinheiro e quase 50 milhões em trocas de serviços.

“Eu me recuso em chamar de patrocínio, mas sim de  parcerias, pois apresentamos contrapartidas atractivas a empresas públicas e privadas, e conseguimos por essa via captar recursos que nos permitiram organizar em nível elevado, e dois dias depois de terminar a competição ter todas as contas pagas, dando corpo a velha máxima de que com pouco se pode fazer muito”, disse.

Este facto, de acordo com o presidente da Federação Angolana de Andebol (FAAND) permitiu albergar trezentas pessoas entre atletas e oficiais de nove países, de quarenta oficiais da Confederação Africana de Andebol (CAHB) durante quinze dias.

A competição contou com a participação de nove selecções Angola, Tunísia, Argélia, RDC, Camarões, Senegal, Congo, Guiné Conacry e Costa do Marfim.

Para conquistar o 12º título, as anfitriãs terminaram invictas vencendo a Côte d' Ivoire (37-18), Senegal (31-18), Camarões (30-14), RDC (38-19), Argélia (42-18) e Tunísia (36-17).