Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Ttulo e adeus de Godinho

Silva Cacuti - 31 de Dezembro, 2018

Fotografia: Santos Pedro | Edies Novembro

No ano preste a findar, em que o andebol angolano viu a sua Federação ser distinguida, mais uma vez, como a melhor do continente africano, associado à conquista do 13º título continental de andebol em seniores feminino, a modalidade sorveu a amarga notícia da não recandidatura de Pedro Godinho, que há cerca de 10 anos guia o  leme para as mais distintas conquistas.
Não foi a primeira viagem da selecção nacional, aliás, para ganhar campeonatos africanos. É já um \"modus vivendis\" das Pérolas, designação oficial da selecção nacional sénior feminina.
Em Brazzaville, a selecção venceu uma prova com particularidades próprias. Atingiu, pela primeira vez, a chapa 50 ao golear a similar de  Marrocos por 50-14 na fase de grupos. A desvantagem de 1-9, aos 15 minutos do jogo da final com o Senegal, é outro momento que vai ficar na memória das atletas e dos adeptos, sempre que a abordagem for o 23º Campeonato Africano que se disputou em Brazzaville, Congo.
No seu Congresso, a Confederação Africana de Andebol realizado na Tunísia, à margem da Taça dos Clubes Campeões, a Federação Angolana de Andebol viu a África render-se aos seus feitos com a distinção de Melhor Federação continental. A distinção, além do cortejo de vitórias da equipa sénior feminina, é resultado, também, do terceiro lugar em sénior masculino, do título em juniores feminino e de bronze em cadetes que o país ostenta.
Pedro Godinho, presidente de direcção da Federação que está à frente de toda a máquina organizativa, que permitiu as conquistas dos últimos anos, anunciou a retirada no fim do mandato. O bom desempenho do seu elenco faz com que os adeptos e fazedores do andebol estejam apreensivos com a saída anunciada.
Várias correntes juntam-se para persuadir Pedro Godinho a renunciar da pretensão. A experiência, que acumula na gestão do andebol, ainda deve servir para sustentar as futuras conquistas em África e noutros torneios internacionais.
A nível de competições de clubes, o cenário africano voltou a ser marcado pelo regresso do Petro de Luanda, que culminou com a disputa de duas finais angolanas, na Taça dos Vencedores das Taças, no Egipto, em que venceu o 1º de Agosto.
 Na Taça de Clubes Campeões que se disputou na Costa do Marfim, as duas equipas angolanas reencontraram-se na final, em que o 1º de Agosto levou a melhor.
Internamente, há a realçar o arranque da disputa dos torneios regionais, que apuram as equipas para os campeonatos de formação. Foram constituídas sete regiões. Cabinda constitui a região 2, que apura uma equipa juvenil masculina e outra juniores, também masculina. Luanda e Bengo, o maior pólo do andebol no país, corporizam a região 1. Esta região apura quatro equipas em cada classe.
Malanje e Uíge correspondem à região 3 e apuram duas equipas em juvenis masculina, outras duas em juniores masculino, ao passo que no sector feminino apura uma equipa em cada categoria. A Lunda-Sul e o Moxico compõem a região 4 que apura uma equipa em cada categoria.
Benguela e Cuanza- Sul fazem parte da região 5. Esta região apura três equipas femininas, tanto em juvenis como em juniores e também, uma equipa masculina de cada categoria.
Huambo e Bié dão corpo à região 6, que apura duas equipas em cada categoria masculina e uma equipa nas categoria feminina. Namibe e Huíla constituem a região 7, que não apurou nenhuma equipa júnior feminina, mas nas outras categorias apurou um representante.
No que toca às competições internas, o 1º de Agosto cimentou o domínio no andebol masculino de seniores, enquanto, na mesma categoria, o Petro de Luanda recuperou o título nacional feminino, que não vencia desde 2013.
A história do andebol continua pintada com belos espectáculos.