Jornal dos Desportos

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Modalidades

Um ano de remadas atpicas

Rosa Napoleo - 31 de Dezembro, 2018

O Clube Naval de Luanda enviou, este ano, cinco treinadores a Portugal para a actualizao de conhecimentos num curso de

Fotografia: Jornal dos Desportos

O ano de 2018 foi para as modalidades náuticas difíceis e atípicas. Assim descreveu o director desportivo do Clube Naval de Luanda, Rui Albuquerque. As dificuldades na aquisição de moeda estrangeira para a compra de material de reposição empatou o desenvolvimento.
As \"novas mudanças de governo e a adaptação à nova filosofia do Angola Avante\" influenciaram na gestão da modalidade que \"não esteve indiferente e acompanhou as novas tendências do desporto praticado lá fora com algum rigor\".
O nível competitivo continua a subir e as necessidades de treino, programação e de participações internacionais e financeiras são outras. Diante de obstáculos, a base da canoagem desenvolve-se à velocidade da luz.
A África \"branca\", com maior realce para Marrocos, Tunísia e Egipto, foi o principal opositor de Angola no remo e na canoagem. Do Índico, os \"irmãos\" moçambicanos continuam como \"pedra no sapato\".
A canoagem esteve nos Jogos Africanos da Juventude com um atleta, na modalidade de Slalom, e um remador em Skiff. O remo terminou na meia-final em função da lesão contraída por Mauro Martins, no joelho. Uma movimentação da rótula impossibilitou de alcançar o segundo lugar, que podia  dar acesso à final dos 2000 metros.
Na especialidade de Slalom, o país não passou da primeira fase. Angola levou um atleta jovem e sem experiência internacional para a prova africana.
Os resultados obtidos em 2018 servem de força impulsionadora para que no próximo ano Angola volte a testar nas duas competições a realizarem-se num dos países da África do Norte. O objectivo é integrar atletas na selecção nacional para o ranking de apuramento posicional no final da presente época desportiva, em Junho de 2019. Por outro lado, servem para elevar os níveis competitivos, com vista a qualificação olímpica de 2020.
A Federação Angolana dos Desportos Náuticos  cumpriu na íntegra com o programa de formação. A instituição fez algumas formações internas e para o pessoal de clubes ligados aos desportos náuticos. A prelecção foi do treinador português Rui Faria, enviado da Solidariedade Olímpica.
O Clube Naval de Luanda enviou, este ano, cinco treinadores a Portugal para a actualização de conhecimentos num curso de \"Alto Rendimento\" da classe 420, em Vilamoura.