Jornal dos Desportos

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Usain Bolt apto para Londres

24 de Julho, 2017

Detentor de vários título Raio põe fim à brilhante carreira depois dos mundiais de Agosto em Londres

Fotografia: Yann Coastsaliou/ AFP

Na sua despedida, na Diamond Leageu, Usain Bolt fez o que se esperava. Na sexta-feira no Mónaco, o jamaicano venceu os 100m com 9s95, a sua melhor marca na actual e última temporada da sua carreira. O americano Isiah Young chegou logo atrás, com 9s98, e o sul-africano Akani Simbine levou o bronze com 10s02.

Mesmo sem correr contra rivais mais famosos, Bolt encarou o maior desafio da temporada. Quatro de concorrentes quebraram a barreira dos 10 segundos, em 2017, Simbine, principal oponente nesta sexta, tinha feito oito vezes de Janeiro para cá. Detentor do recorde mundial, 9s58, Bolt tinha como melhor marca de 2017, 10s03 a segunda pior dentre os oito que largaram. Ao tiro de largada prevaleceu a força do jamaicano. Young comemorou a prata e a distância do jamaicano:

\" Estou feliz e estar lá e tão perto de Bolt, no final da sua grande carreira\" - disse o americano. A competição faz parte da preperação para o Mundial de Atletismo, que será disputado de 4 a 13 de Agosto, em Londres, quando o Raio disser adeus às pistas e disputar os 100m e o revezamento 4x100m pela Jamaica.

Em vésperas da competição no Mónaco, uma polémica apimentou a disputa dos 100m. O técnico do medalhista olímpico André de Grasse disse que Stuart McMillian afirmou que o canadense foi excluído para que Bolt tivesse adversários mais fáceis, visto que esta seria apenas a sua terceira corrida no ano – cravou 10s03 e 10s06 nas anteriores. O staff do jamaicano negou.

Braz valida saltos
Thiago Braz voltou a mostrar irregularidade, ao menos despediu-se da etapa do Mónaco da Diamond League com dois saltos válidos - na última semana, em Rabat, o campeão olímpico tinha passado em branco. O campeão olímpico precisou de cinco saltos para igualar a  melhor marca na temporada outdoor, 5,60m, e falhou nas três tentativas de ultrapassar o sarrafo a 5,72m, despediu-se em nono e antepenúltimo lugar pelos critérios de desempate. O polaco Piotr Lisek levou a medalha de ouro com 5,82m, seguido do tcheco Jan Kudlicka com 5,72m, e do francês Kevin Ménaldo com os mesmos 5,72m. Para a prata no Rio 2016, Renauld Lavillenie ficou em quinto, com 5,72m.

Braz entrou na prova como o dono da pior marca da temporada entre os inscritos (5,60m, obtidos na Diamond League de Xangai), e com a frustração de ter feito zero em três saltos a 5,40m na última etapa do circuito, em Rabat.

A disputa no Mónaco começou com o sarrafo a 5,45m. Valentin Lavillenie, irmão mais novo do campeão olímpico Renaud Lavillenie, e Thiago Braz foram os únicos que iniciaram a disputa nesta altura, a errarem as duas primeiras tentativas. Recuperaram na terceira e continuaram vivos na competição, com a barra 15 centímetros mais alta, Valentin passou de primeira, enquanto Braz acertou na segunda oportunidade e igualou sua melhor marca na temporada outdoor (5,60m) - o alemão Raphael Holzdeppe foi o primeiro eliminado. Renaud Lavillenie entrou na disputa com o sarrafo a 5,72m,  teve sucesso ao segundo salto. Braz e o irmão de Renaud, Valentin, assim como o holandês Menno Vloom, erraram as três tentativas a esta altura, disseram adeus à competição.