Jornal dos Desportos

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Usain Bolt de novo distinguido com o Prmio Laureus

13 de Março, 2013

Usain Bolt foi distinguido pela terceira vez na sua carreira

Fotografia: AFP

O jamaicano Usain Bolt, triplo campeão olímpico em Londres, em 2012, foi segunda-feira distinguido pela terceira vez com o prémio Laureus para o melhor desportista do ano, um galardão que vai juntar aos de 2009 e 2010.

Usain Bolt, que venceu os 100, 200 e 4x100 metros nos Jogos Olímpicos de Londres, manteve a tradição dos prémios Laureus, que desde 2004 só são atribuídos a atletas ou tenistas. Recordista mundial dos 100 e 200 metros, o jamaicano recolheu mais votos do que o britânico Bradley Wiggins, primeiro britânico a vencer a Volta à França em bicicleta e campeão olímpico de contra-relógio em Londres, em 2012, o nadador norte-americano Michael Phelps, o alemão Sebastien Vettel, o mais jovem piloto de Fórmula 1 a conquistar o tri-campeonato do Mundo, o argentino Lionel Messi, quatro vezes Bola de Ouro, e o britânico Mo Farah, campeão olímpico dos 5.000 e 10.000 metros.

A escolha para desportista feminina do ano recaiu em Jessica Ennis, primeiro rosto da glória britânica nos Jogos Olímpicos de Londres. O título olímpico no heptatlo deu-lhe a vitória frente às norte-americanas Allyson Felix (atletismo), Missy Franklin (natação), Serena Williams (ténis) e Lindsey Vonn (esqui) e a jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce (atletismo). Félix Sánchez, campeão olímpico dos 400 metros barreiras, foi distinguido com o prémio Laureus para o melhor regresso desportivo de 2012, batendo o atleta etíope Tirunesh Dibaba, o golfista sul-africano Ernie Els, a equipa europeia da Ryder Cup, a ciclista australiana Anna Meares e a seleção alemã de remo.

O dominicano surpreendeu a concorrência de peso para conquistar a sua segunda medalha de ouro olímpico, depois de vários anos de lesões que se sucederam ao título em Atenas, em 2004. O galardão de melhor equipa do ano foi entregue à equipa europeia da Ryder Cup, protagonista de uma recuperação quase impossível frente aos Estados Unidos.

O golfe europeu superou na votação a seleção olímpica chinesa de ténis de mesa, os Miami Heat, vencedores do título da liga norte-americana de basquetebol profissional (NBA), a Red Bull Racing, a equipa dominadora da Fórmula 1, a selecção espanhola de futebol, campeã europeia em 2012, e a selecção norte-americana de basquetebol, campeã olímpica. O tenista britânico Andy Murray efectuou no ano passado a sua melhor época, ao conquistar finalmente o primeiro Grand Slam da carreira no Open dos Estados Unidos, poucas semanas depois de vencer a medalha de ouro olímpica em Londres e, por isso, a Academia Laureus distinguiu-o como revelação do ano.

A Academia Laureus, cuja gala decorreu no Rio de Janeiro, premiou ainda o nadador brasileiro Daniel Dias (Atleta com Deficiência), detentor de seis medalhas de ouro individuais em Londres, e o saltador austríaco Felix Baumgartner (Atleta de Acção), que foi mais rápido que a velocidade da luz num salto em queda livre.


ATLETISMO
Amigo revela estado
crítico de Pistorius


Mike Azzie, amigo de Oscar Pistorius, referiu à BBC que o atleta sul-africano está "à beira do sucídio".

Pistorius chama constantemente por Reeva e está sempre a dizer que a morte da namorada, a 14 de Fevereiro, não foi premeditada. Segundo Mike Azzie, Pistorius perdeu a "confiança em si mesmo" e não "encontra rumo". Os problemas monetários também o atormentam, sendo obrigado a vender muitos dos bens – entre eles cavalos de corrida – para arcar com as despesas legais.

Mike afirmou ainda que os amigos “estão sempre perto” de Pistorius, biamputado que participou nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Nos jogos Paralímpicos disputados na capital britânica, o corredor, 26 anos, conquistou duas medalhas de ouro. Pistorius foi libertado a 22 de Fevereiro mediante o pagamento de uma caução de 85 mil euros.

O magistrado Desmond Nair considerou que o Estado não conseguiu provar a existência de situações excepcionais que impedissem a libertação do arguido até ao início do julgamento, declarando-se convencido de que Pistorius não aparentava ter intenções de fugir do país nem constituía um perigo para a segurança do público.