Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Usain Bolt descarta possibilidade de regresso s pistas

01 de Agosto, 2019

Antigo velocista jamaicano disse que h zero por cento de possibilidade de voltar s pistas

Fotografia: DR

Afastado das pistas, desde os Mundiais de Londres de 2017, Usain Bolt negou em entrevista à 'Sports Illustrated' qualquer possibilidade de regressar ao activo, para representar a Jamaica, em Tóquio'2020, pôs assim ponto final aos rumores lançados nas últimas semanas (alguns reforçados pelo próprio nas redes sociais).
" Há zero por cento de possibilidades de voltar", atirou o antigo velocista jamaicano, de 32 anos, ainda detentor dos recordes mundiais dos 100 e dos 200 metros, que na mesma entrevista admitiu estar "totalmente fora de forma".
Mesmo assim, fora de forma, que tempo Bolt acha que era capaz de fazer aos 100 metros? "Na minha mente, acabo sempre por exagerar em relação a mim. Lembro-me, que um dia um treinador me questionou que tempo eu podia fazer e disse-lhe que faria 10,1. Ele disse-me 'não, não consegues'. Na altura, lembro-me que corri 10,4. Mas agora acho que podia fazê-lo em 10,5, talvez... Nunca se sabe."
E, quanto aos 200 metros, seria Bolt capaz de correr abaixo dos 20 segundos? "De certeza que não! Creio que consigo correr melhor nos 200 do que nos 100, conseguiria ficar perto dos 20'', mas nunca abaixo", assumiu.
E, em olho para a nova geração, Bolt assume com orgulho o papel de referência, considerando que os títulos de 'novo Usain Bolt' vão continuar a ser feitos. "Creio que os jovens focam-se em ser as melhores versões deles mesmos. Eu fixei um nível elevado. Queria ser tão grande ou maior do que o Michael Johnson. É esse o tipo de foco, que os atletas devem ter. Querer ser tão grande como eu, ou ainda maior. Sinto que foi assim que coloquei o meu alvo. 'Quero ser melhor do que o Usain Bolt. Quero ser mais rápido do que ele'. É, assim, que chegas lá", explicou.
E, por falar em chegar lá, Bolt deixa elogios à nova geração de sprinters, nomeadamente, Noah Lyles que recentemente assinou o quarto melhor tempo da história, nos 200 metros, com 19,5 segundos - ainda distante dos 19,19 de Bolt, que há dez anos são um recorde mundial. Ainda assim, o jamaicano não parece muito preocupado com a possível perda do máximo histórico, ainda que tenha um desejo...
"É importante que se fale nos recordes. Espero que não o bata tão cedo (risos). Esse recorde está fixado há algum tempo,  espero que se mantenha assim. Mesmo assim, estou entusiasmado em ver o próximo miúdo a bater os recordes e correr rápido, porque isso será bom para o desporto. As pessoas focam-se nos tempos. Eu focava-me nos campeonatos. Foi isso, que me fez ser grande. Para mim é importante correr rápido, mas no final de contas, temos de nos focar nos Jogos Olímpicos, em ganhar os Campeonatos do Mundo... Mas não me preocupo muito. Quando ganhar os seus primeiros Jogos, depois os segundos... aí sim, vou começar a preocupar-me", finalizou.