Jornal dos Desportos

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Modalidades

Vadiss apoia Eliseu Maria na presidncia da Federao

Helder Jeremias - 08 de Junho, 2016

Eliseu Maria pretente resgatar o prestgio do tnis nacional perdido no tempo

Fotografia: Joao Gomes

 O vice-campeão absoluto, Garcia Vadiss, defendeu, ontem, a necessidade de união no seio dos amantes e das pessoas entendidas no ténis para gizarem as melhores estratégias com vista o resgate. A modalidade está mergulhada há mais de oito anos no marasmo.Aos 53 anos de idade, a antiga estrela das raquetes teceu as considerações na sequência da divulgação da candidatura de uma lista encabeçada pelo também antigo campeão, Eliseu Maria, às eleições dos corpos sociais da Federação Angolana de Ténis, marcadas para 1 de Outubro próximo.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, Garcia Valdisse confessou: "Foi com muito agrado que tomei conhecimento da candidatura do Eliseu Maria para dirigir os destinos da nossa modalidade no próximo ciclo olímpico". O também antigo campeão nacional júnior justifica que se "trata de uma figura que domina a matéria e pode trazer uma nova dinâmica" para o processo de desenvolvimento desta disciplina que tem características muito próprias.

Formado em Engenharia de Telecomunicações, Garcia Vadiss é funcionário da empresa Angola Telecon, mas confessa que sempre procurou manter-se informado sobre os meandros pelos quais o ténis tem passado, muito embora os relatos, segundo avança, "não têm sido nada agradáveis". Porém, considera "uma luz no fundo do túnel" saber que existem forças vivas que podem abraçar o ténis e retorná-lo na senda da dignidade desportiva.

Caracterizado por uma linguagem comedida, o engenheiro é apologista ao princípio de que o passado deve ser esquecido e olhar-se para o futuro com optimismo de modo que os erros cometidos pelas direcções (que causaram o seu declínio) apenas sejam referências para se evitar situações idênticas.Questionado sobre o seu vínculo na lista de Eliseu Maria, Garcia Vadiss foi peremptório: "Sempre estive disponível para trabalhar em prol das causas nobres como é o caso do desporto, desde que os projectos apresentados se reflictam nas reais necessidade da classe".

Depois de tomar o contacto com o programa, assumiu a posição: "Neste contexto, aceitei o convite que me foi formulado para integrar a composição orgânica do elenco liderado pelo Eliseu Maria, a quem todos os ex-praticantes depositam os créditos quanto à competência inerente aos seus feitos dentro e fora das competições".Ao terminar, Garcia Vadiss aproveitou para apelar: "Ninguém deve sentir-se excluído do desporto e devemos unir consenso, o que significa que ao invés de formarmos várias listas para competirem no escrutínio, o ideal seria unirmos sinergias e formar uma lista composta por todos que se revejam num futuro melhor para o ténis". 

PERCURSO DE
GARCIA VADISS

Lunduloca Garcia "Vadiss" fez parte da primeira geração de tenistas geradas pela Escola de Ténis de Luanda, actual Clube de Ténis, localizado junto ao Estádio dos Coqueiros. Com tenra idade, tomou os primeiros contactos com as raquetes. Fez parte da nata de tenistas na década de 80 por apresentar uma carreira promissora.

O título nacional de juniores e o vice-campeonato absoluto representam os maiores feitos. Foi integrante da selecção nacional e participou de vários torneios nacionais. Foi homólogo do legendário Augusto Pinto "Ganino", Eliseu Maria, Hélio José "Dedé". Após a retirada das competições, foi secretário-geral e presidente da primeira Associação Provincial de Ténis de Luanda, entre 1990-1996.

APRESENTAÇÃO
Candidatos fazem périplo às províncias


O candidato à presidência de direcção da Federação Angolana de Ténis, Eliseu Maria, e o secretário-geral da direcção cessante, Genivaldo Dias, projectam a realização de um périplo para várias províncias no âmbito do lançamento da candidatura para as eleições dos corpos sociais do órgão reitor da modalidade para o quadriénio 2016-2020 marcado para Outubro do ano em curso.

A deslocação às principais praças do ténis nacional tem como objectivo constatar a existência de personalidades dispostas a abraçar o projecto de resgate da modalidade, segundo fez saber Genivaldo Dias, em declarações ao Jornal dos Desportos.O experiente técnico reiterou a abertura do elenco de que faz parte para todos quanto possam trazer valias acrescentada à modalidade das raquetes, numa altura em que o tempo restante para a realização das eleições exige trabalho com celeridade.

Genivaldo Dias reconhece que os atletas nacionais se sentem limitados por não disporem de informações até ao momento sobre a realização dos campeonato nacionais nas distintas categorias, assim como sucede com as competições provinciais. O também técnico do IMEL aconselha os tenistas a permanente preparação atlética para que possam estar preparados tão logo forem confirmadas datas para os respectivos eventos.

As províncias de Benguela, Huíla, Uíge e Lunda-Norte, consideradas os maiores viveiros do ténis, gozam da prioridade nas visistas, embora não descurem a deslocação para zonas com grande potencial desportivo, como são os casos de Malange, Bié e Huambo, caso as condições permitirem.Genivaldo Dias comungou da disponibilidade de se criar uma lista de consenso entre os vários elementos interessados a dirimir o imbróglio técnico e administrativo da modalidade. Contudo, aclarou a convicção de que a lista na forja conta com personalidades de créditos confirmados no no historial do ténis nacional.

"Temos a informação de outros presumíveis candidatos à presidência da Federação, o que consideramos um bom sinal. É necessário que as pessoas sejam esclarecidas de que ninguém pretende inviabilizar o desenvolvimento do desporto, tal como aconteceu no passado. Por isso, estamos abertos para trabalhar com aqueles que pretendem o bem do desporto", confessou Genivaldo Dias.