Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Valentim Domingos trabalha em Benguela

Rosa Panzo - 25 de Maio, 2013

O presidente da Federação Angolana de Voleibol, Valentim Domingos

Fotografia: Jornal dos Desportos

 Valentim Domingos disse ao Jornal dos Desportos que a Federação está preocupada com o desaparecimento do voleibol em Benguela, província que ofereceu mais atletas às selecções nacionais nos anos 80 e 90 do século XX. “A nossa visita à província de Benguela tem como objectivo principal resgatar o voleibol. Com esse programa, queremos que os benguelenses voltem à alta competição, porque já saíram grandes nomes desta terra, que agora lutam pelo desenvolvimento da modalidade”, disse.

Valentim Domingos referiu que, em função do diálogo a manter com as entidades desportivas locais e não só, “o objectivo é criar um núcleo que se vai encarregar de criar uma associação para desenvolver a modalidade nos próximos tempos”. Nos anos 80, a província de Benguela foi a segunda maior praça do voleibol nacional, onde despontaram atletas que contribuíram para a conquista de medalhas em competições internacionais. Entre os nomes mais sonantes, constam os de Hernâni Bastos, Edgar Martins, Carlos Fontaínha e Orlando Pitagrós, que começaram a carreira desportiva na Académica do Lobito.

O dirigente desportivo disse que a Federação pretende, ao longo dos quatro anos do seu mandato, massificar o voleibol, sobretudo, nas províncias que possuem boas condições para a prática da modalidade, tanto de sala como de praia.
“Queremos consolidar a zona centro do país que pratica o voleibol, uma vez que já temos a província do Huambo, Bié e Kwanza-Sul no activo. Para firmar esta zona, só falta agrupar a província de Benguela”, afirmou.



EM BENGUELA
Hernâni Bastos
aborda fracasso



O chefe de departamento do voleibol do 1º de Agosto, Hernâni Bastos, disse ao Jornal dos Desportos que um dos motivos do fracasso da modalidade em Benguela foi a saída dos antigos praticantes.
“É verdade que grandes nomes que lutaram para o desenvolvimento do voleibol saíram da província de Benguela, por várias circunstâncias da vida, entre as quais o equilíbrio social”, justificou.

Hernâni Bastos referiu ainda que, após o abandono de pessoas consideradas pilares do voleibol, como o ex-praticante José Rocha e Fasto Lafayete, a modalidade enfraqueceu em Benguela e no Lobito. “Não havia pessoas com a mesma paixão que se interessassem em continuar a lutar pelo desenvolvimento do voleibol até aos dias de hoje”, justificou.

Hernâni Bastos recordada que atletas de Benguela, como Mateus Mango, Jaime Azulay, todos do 1º de Maio, contribuíram para a conquista do campeonato da Zona VI de 1997, em Moçambique. Na classe feminina, conquistaram o zonal em 1994. O dirigente recordou grandes estrelas como Alice Tavares, Albertina Macumbo e Leonor.
ROSA PANZO