Jornal dos Desportos

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Valentino Rossi completou ontem 20 anos de mundial

01 de Abril, 2016

Valentino Rossi tem 37 anos e renovou com a Yamaha para pilotar na classe rainha até aos 39 anos

Fotografia: AFP

Valentino Rossi tem 37 anos e renovou com a Yamaha para pilotar na classe rainha até aos 39 anos, num caso de longevidade rara em MotoGP. O italiano estreou-se, fez ontem 20 anos, no mundial de motociclismo.

O dia era 31 de Março de 1996 e jovem Rossi, de 17 anos, estreava-se no GP da Malásia, em Shah Alam, um circuito hoje caído no esquecimento. Era tido como uma das grandes promessas italianas e Rossi competia com uma Aprilia na classe 125cc, agora substituida por Moto3.

Na altura em que pontificavam na classe rainha nomes como Luca Cadalora, Alex Barros, Àlex Crivillé, Mick Doohan, Loris Capirossi, Jean-Michel Bayle ou Norifumi Abe, o seu ídolo, tanto que gostava de ser apelidado de ‘Rossifumi’, em homenagem ao piloto japonês

O seu ídolo ficou em oitavo na classe rainha, 500cc, vendo Luca Cadalora, seu conselheiro alguns testes esta pré-época, vencer. Nas 250cc Max Biaggi vencia e nas 125cc Stefano Perugini vencia após conseguir a fuga com mais cinco pilotos.

O estreante Rossi não teve andamento para os colegas da frente mas no segundo grupo, composto por si, por Tomomi Manako e Akira Saito, Il Dottore levou a melhor e conseguiu o sexto lugar, ficando a mais se sete segundos do vencedor da corrida.

 Na altura o número já era o 46, em homenagem ao pai, Graziano, que correra com esse mesmo número. Venceu pela primeira vez em Brno, no ano de estreia.

 Desde então conseguiu nove títulos de campeão do mundo, 112 vitórias, 211 pódio, 93 voltas mais rápidas e 61 pole positions, números que têm esta época e outras duas a possibilidade de aumentar, caso Rossi se retire em 2018 como é sua perspectiva inicial das pistas.


Sindicato pede prisão
do chefe da Dorna

Carmelo Ezpeleta, chefe da Dorna, entidade que promove a MotoGP, está a arranjar problemas sérios com a justiça espanhola. O sindicato de funcionários públicos Manos Limpias pediu a prisão preventiva do dirigente como consequência de crimes cometidos contra a entidade responsável pelas receitas. A “gravidade dos factos” e o “risco de fuga” são motivos suficientes para dirigir o pedido, de acordo com os sindicalistas.

O Manos Limpias teme também que a existência de capital fora da Espanha, assim como a possibilidade de destruição de documentos, possam ser impeditivos na investigação. Os crimes teriam sido realizados por intermédio da Sport & Eventos Logistics (SEL), empresa italiana responsável pelo transporte de materiais da MotoGP entre 2009 e 2014. Não foram divulgados os valores envolvidos nos possíveis delitos.

A Dorna, através de comunicado, já contra-atacou. A promotora da MotoGP diz “não ter conhecimento da existência de qualquer queixa”, tanto contra si quanto contra Ezpeleta. Além disso, a entidade esclarece que não havia nada de errado na parceria com a SEL, encerrada “por razões empresariais”, mas admite a existência de um processo na justiça italiana, iniciada pela companhia de transportes.  Recentemente, Carmelo Ezpeleta já havia sido obrigado a pagar multas noutro caso de irregularidade fiscal.