Jornal dos Desportos

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Van der Garde na Sauber

12 de Março, 2015

É um piloto impreparado, num carro que foi adaptado para outros dois pilotos”, alegou Kaltenborn.

Fotografia: AFP

Um tribunal australiano deu  razão ao piloto holandês Giedo van der Garde, que contestava o afastamento da Sauber, e alegava que desrespeitava o acordo firmado com a escuderia para o Mundial de Fórmula 1 de 2015. Desta forma, o tribunal autraliano deu sequência à decisão de um tribunal suíço em recolocar o holandês na escuderia helvética, que apresentou um recurso que vai ser analisado na quinta-feira.

Na decisão de ontem, o Supremo Tribunal de Victoria decidiu que Van der Garde vai ter um monolugar da Sauber à disposição, para a prova que assinala o arranque do Mundial, no domingo, no circuito australiano de Melbourne. De acordo com  o piloto holandês, a Sauber “rasgou” o acordo que celebrado para 2015, descartou Van der Garde e atribuiu os dois monolugares ao sueco Marcus Ericsson e ao “rookie” brasileiro Felipe Nars, que conseguiram reunir mais patrocínios.

“Estou em forma, muito forte e ansioso por voltar à equipa. Vou trabalhar muito para estar preparado para domingo”, prometeu o piloto holandês à saída do tribunal, e desdramatizou  o facto de ter menos de dois dias para  adaptar-se ao monolugar. O advogado da Sauber, Rodney Garrat, alegou que “seria irresponsável” permitir a Van der Garde competir num carro que não conhece, já que nem sequer teve tempo para o habitual período de duas semanas de adaptação.

“O senhor Van der Garde não tem qualquer experiência em guiar o C34 Ferrari e nem sequer vai ter tempo para  adaptar-se. Esta decisão é perigosa e vai colocar os outros pilotos num risco inaceitável”, alegou o advogado da escuderia em tribunal. Em comunicado, o director executivo da Sauber, Monisha Kaltenborn, manifestou-se “muito desapontado” com a decisão, e acrescentou que a equipa “precisa de tempo” para entender “o impacto desta decisão da preparação de toda a época”.

“Não podemos colocar em risco a segurança da nossa equipa e de qualquer outro piloto em pista. É um piloto impreparado, num carro que foi adaptado para outros dois pilotos”, alegou Kaltenborn.