Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Venncio Tchingombe vence GP Sonangol

Pedro Futa - 25 de Fevereiro, 2019

Venncio Tchingombe voltou a brilhar, ontem, no Grande Prmio Sonangol em atletismo.

Fotografia: Edies Novembro

Depois de conquistar a \"Fuga para a resistência\" na província do Bengo, Venâncio Tchingombe voltou a brilhar, ontem, no Grande Prémio Sonangol em atletismo. O fundista do Petro de Luanda percorreu os 15 quilómetros em 48min17s e arredou Severino Vicente (1º de Agosto) e Bastos Filipe (Petro de Luanda) nas posições imediatas.
 O atleta ido da província do Cuando Cubango partiu da sede social da Sonangol num grupo de mais de 100 atletas. À entrada da Ilha de Luanda, o número foi reduzindo e posicionou-se entre os mais resistentes.Em femininos, Ernestina Paulino mantém-se como a \"rainha da estrada\". A fundista do Interclube conquistou a medalha de ouro com o tempo de 57min22s, seguida pela colega de equipa, Luciana Viengo, e da Joana Baptista, do 1º de Agosto.Em declarações ao Jornal dos Desportos, Venâncio Tchingombe dedicou a vitória à \"minha terra, Cuando Cubango, e ao meu treinador Jeremias Dilonga\".
 O segredo da conquista está na similitude do clima.\"O clima de Luanda não difere muito com o da minha província; também viajei três dias antes da competição para me adaptar. Por isso, não tive dificuldade\", revelou.Para Ernestina Paulino, que veio do Lubango, o clima foi o principal adversário.\"Está muito calor em Luanda. Peço à organização que a próxima edição comece mais cedo devido ao clima\", recomendou.Os primeiros classificados receberam a quantia de 300 mil kwanzas, os segundos, 200 mil e os terceiros classificados, 100 mil kwanzas. 

FALTA DO INEMA MANCHA PROVA
A ausência do Instituto Nacional de Emergências Médicas (INEMA), a falta de água durante um período de tempo e de Bombeiros  mancharam o bom nível de organização da prova que juntou dois mil corredores.Em declarações à imprensa, o director da empresa organizadora, a MRD, Domingos Castro, minimizou a situação, apesar da ausência do INEMA.\"Em termos de organização, correu bem. A nossa maior dificuldade foi a carência de água ao longo da prova. As 26 mil garrafas fornecidas pela Água Pura foram insuficientes. A ausência das emergências médicas também foi outro problema; tivemos duas ambulâncias da  Clínica Girassol, mas não chegou para cobrir a demanda\", disse.Domingos Castro prometeu novos horários na próxima edição: \"Vamos começar mais cedo devido ao clima\". Sobre a realização tardia justificou: \"Houve um ligeiro atraso devido à ordem da Polícia Nacional em fechar o transito\". Ao longo do percurso, muitos corredores desmaiaram e foram socorridos pela Polícia Nacional.