Jornal dos Desportos

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Verstappen critica sistema de pontos

22 de Dezembro, 2015

Max disse que assim acabam por exagerar e é contra o que os fãs imaginam

Fotografia: AFP

Max Verstappen vai começar o novo ano com  quatro pontos, por ter sido suspenso por uma corrida, pelo sistema de pontos na carteira da F1. O holandês deixou claro que não gosta do funcionamento e preferia que fosse diferente.

O primeiro ano já se foi e nem parece que Max Verstappen entrou no cenário da F1 há tão pouco tempo. O piloto da Toro Rosso avaliou o sistema de punições por pontos na carteira, que a F1 adoptou desde 2014 e que prevê suspensão de uma corrida, caso algum piloto chegue a 12 pontos na carteira em 12 meses. Para Verstappen, o sistema evita que os pilotos lutem de forma aberta.

 Max disse, que desta forma eles acabam por serem obrigados a exagerar na preocupação, e também é contra o que os fãs imaginam. Para ele, o sistema devia mudar, até porque um afastamento atrapalha a carreira de um piloto.

"É uma pena, eles não deveriam nos impedir de correr. Não posso mudar agora, mas definitivamente tenho de ser mais cuidadoso. Não acho que é o que os fãs querem ver, que eu tenha de recuar quando estou a ultrapassar porque estou assustado de tocar em alguém", disse em entrevista à revista inglesa 'Autosport'.

 "Precisamos de revisar o sistema, um pouco, mas não é comigo. Talvez eles devessem fazer de um jeito diferente que pontos de punição e uma eventual suspensão de uma corrida. Deveriam multar ou algo assim. Também é doloroso, mas é diferente de uma suspensão de uma corrida, porque é mau para a carreira receber uma dessas punições", seguiu.

 Por conta das punições de 2015, especialmente do toque em Grosjean, no Mónaco, Verstappen já tem oito pontos na carteira e sabe que precisa de estar a  pisar em ovos nas primeiras provas do ano que vem.

 "Definitivamente, preciso ser cuidadoso nas primeiras de 2016. Talvez quando você tente uma manobra arriscada, talvez quando você esteja a tocar em alguém, não posso fazer, é uma pena. Mas vou tentar passar de qualquer jeito", encerrou. A temporada 2016 começa em 20 de Março com o GP da Austrália.

CHEFE DA RED BULL
DESCARTA NOVO DRAMA

Christian Horner criticou o momento actual da F1 e disse que algo precisa de ser feito rapidamente. O chefe da Red Bull, entretanto, acha que a equipa austríaca não vai ter de enfrentar o mesmo drama vivido este ano para encontrar um motor competitivo.

O chefe da Red Bull, Christian Horner, acredita que a equipa austríaca não vai enfrentar a mesma crise deste ano, na tentativa de encontrar um motor competitivo após o próximo ano. Isso, porque agora,  as principais fabricantes e os comandantes da F1 acordaram para os verdadeiros problemas do desporto.

A equipa chefiada pelo inglês  firmou um contrato para o fornecimento das unidades de potência depois do fim da temporada. A marca rompeu laços com a Renault, mas vai receber os motores franceses preparados por outra empresa, e vão ser renomeados como TAG Heuer, a parceira da equipa.
O acordo veio após meses de incertezas, em que a Red Bull fracassou na tentativa de obter unidades da Mercedes, da Ferrari e até mesmo da Honda. Na verdade, as três  recusaram-se a fornecer motores aos tetracampeões.

“Nós estamos em melhor forma agora”, disse Horner, quando questionado sobre se esperava viver novamente esse drama no fim de 2016. “Acho que as grandes fábricas acordaram e perceberam que há um problema maior em tudo isso, há uma questão financeira e também na maneira como é feito o fornecimento de motores actualmente”, completou o dirigente.

“Quanto tempo mais a Honda vai aguentar com o desempenho que mostraram até agora? Como eles vão fazer por atrair novos fabricantes para o campeonato? Quanto tempo ainda a F1 vai conseguir manter esses custos? Soluções precisam de serem encontradas”, acrescentou o britânico. “De qualquer forma, o principal é que estaremos na grelha na próxima temporada. Não há nenhuma dúvida sobre isso. E nós estaremos em uma posição muito melhor do que a deste ano”, emendou.

Horner, na verdade, acha que a Red Bull vai ter um início difícil em 2016, especialmente por conta do atraso no desenvolvimento do novo projecto devido às indefinições quanto ao motor. Ainda assim, o chefe entende que a equipe pode ser recompensada a longo prazo. “Acho que o início de ano será difícil para nós. Mas esperamos fazer progressos durante a segunda metade da temporada”, explicou o inglês e  acrescentou que para 2017, vai ser mais fácil escolher um parceiro.

“2017 representa um novo começo, porque haverá ou um motor independente ou mais fabricantes disponíveis. Há um novo conjunto de regras de chassis, o que também significa mais oportunidades. Então, acho que o futuro parece brilhante para a nossa equipa”, encerrou.

FEVEREIRO
Haas apresenta carros de Grosjean e Gutiérrez

Chefe da Haas, Günther Steiner, revelou que a fabricação de carros que vão ser pilotados por Romain Grosjean e Esteban Gutiérrez em 2016, está dentro do cronograma. O dirigente revelou que a equipa norte-americana planifica exibir o bólide a 21 de Fevereiro, um dia antes da abertura do primeiro teste da pré-temporada

A Haas já tem data para exibir o carro, com que vai encarar a primeira temporada, na F1: 21 de Fevereiro. O bólido que vai ser conduzido por Romain Grosjean e Esteban Gutiérrez vai ser apresentado um dia antes do início da primeira série de testes da pré-temporada 2016, que acontece no circuito de Barcelona, em Espanha.

 Em entrevista à emissora britânica Sky Sports, Günther Steiner, chefe da equipa norte-americana confirmou que o desenvolvimento do carro está dentro dos prazos estabelecidos. A Haas vai usar um chassis construído pela italiana Dallara e vai ter motor e suporte técnico da Ferrari. “Só faltam dez semanas, o que não é muita coisa, mas o trabalho está dentro do planeado”, explicou Steiner.

“Nós estamos bem felizes, tudo parece estar a  funcionar. O carro é a última coisa que você traz e o plano de produção está a correr bem”, seguiu.
 “Nós vamos começar a produzir o carro em meados de Janeiro, vamos fazer o crash-test no início de Janeiro e ao vamos começar a montar tudo”, explicou. “Nós esperamos apresentá-lo um dia antes do início dos testes”, concluiu

PRÓXIMA ÉPOCA
A Mercedes vai ter de desembolsar, quase cinco milhões de dólares,  para disputar a Fórmula 1 em 2016. No início do ano, o sistema que calcula a taxa de inscrição de cada equipa passou a  basear-se na pontuação da temporada anterior.

Mesmo sem a usual pontuação dobrada na etapa de Abu Dhabi, a equipa alemã bateu o record e chegou a 703 pontos, em 2015. Assim, o valor para a campeã entrar na competição disparou, e vai ser quase dez vezes que a da Manor, que é a última colocada, e o dobro da Ferrari. Cada equipa vai ser obrigada a pagar um valor inicial de 516 mil dólares, além de seis mil dólares  por ponto marcado.

A Manor não pontuou em 2015 e vai ter de pagar o preço básico. Quanto a Mercedes, que já tinha aberto o cofre para custear os 701 pontos de 2014, vai dispender uma boa maquia para buscar o tricampeonato no Mundial de Construtores.

"Muito caro. É sempre triste assinar esse cheque. Mas este é o sistema inventado há dois anos. Quanto mais pontos marcarmos, maior será a taxa para o próximo ano. A nossa intenção é ter o maior sucesso possível, marcar o maior número de pontos, por isso fica esse sentimento dúbio", avaliou o chefe Toto Wolff.

REVELAÇÃO
Bull reclama haver “complot”
e anuncia dificuldades

Um dos principais nomes da Red Bull, Christian Horner, afirmou que Ferrari e Mercedes iam ficar felizes em ver a Red Bull sair da Fórmula 1, depois de assustá-los em algumas corridas da temporada de 2015.

Os chefes da equipa austríaca e Bernie Ecclestone, acusam as equipas rivais de negar o fornecimento de motores à Red Bull, que rescindiu o contrato com a Renault, válido até o fim de 2016 e posteriormente teve de reatar com a montadora francesa, já que enfrentava dificuldades em arranjar um novo motor.

“Você pode entender o motivo de Mercedes e Ferrari se terem  negado a colaborar com a Red Bull. Eles não viam com bons olhos dar a um rival o principal trunfo que os fazem ganhar  as corridas. Regras como essas precisam de serem analisadas, porque não podemos aceitar que um grupo de fornecedores possam aliar-se e deixar que um potencial rival se despeça da Fórmula 1”, afirmou.

Com a evolução do carro, Christian Horner acredita que mais portas possam fechar-se com a Red Bull, que disputou as últimas provas do calendário ainda sem uma definição do novo motor. Horner também confessou, que com o apoio de Niki Lauda, um acordo com a Mercedes esteve próximo de acontecer.

“Você acaba por ser a vítima de seu próprio sucesso. A notável melhora, no desempenho do carro da Red Bull, fez com que as conversas com a Mercedes esfriasse. A Niki Lauda trabalhou muito, para que um acerto acontecesse, mas Toto Wolff não demonstrava ansiedade para que a montadora alemã fornecesse os motores para a próxima temporada. A Ferrari também ficou assustada com o nosso desempenho em Singapura”, finalizou.