Jornal dos Desportos

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Verstappen supera rivais no GP da Alemanha

Altino Vieira Dias - 29 de Julho, 2019

Piloto holands da Red Bull Racing Honda esteve em destaque no Grande Prmio realizado no Circuito Hockenheim (Alemanha)

Fotografia: DR

O périplo da Fórmula 1 pelo continente europeu continua em alta. Ontem foi disputada a décima ronda no campeonato no Circuito Hockenheim, na Alemanha. Foi a corrida mais imprevista do ano, para os amantes da Fórmula 1. O holandês Max Verstappen, da Red Bull Racing Honda, venceu a corrida seguindo-lhe ao pódio o alemão Sebastian Vettel, da Ferrari e o russo Daniil Kvyat, da Torro Rosso, este último que teve um excelente presente, já que a sua filha nasceu no sábado. 

A corrida começou atrás do Safety Car, devido a fraca chuva que caía, com a saída do carro de segurança, foi dado a repartida. Lewis Hamilton, da Mercedes, partiu bem e segurou a liderança, os finlandeses  Valtteri Bottas, da Mercedes e Kimi Raikkonen, da Alfa Romeo, ultrapassaram Max Verstappen, da Red Bull Racing Honda, Pierre Gasly, da Red Bull e  Romain Grosjean,da Haas, perderam vários lugares e Charles Leclerc e Sebastian Vettel, ambos da Ferrari, ganharam vários lugares. 

Na 3ª volta Sergio Perez, da Point Racing, não conseguiu controlar o carro e bateu nas barras de protecção, causando a entrada do Safety Car, como resultado desta situação (entrada do Safety Car) Vettel abriu o activo e a maioria partes dos pilotos foram para as boxes, para montar os pneus intermédios.

A corrida foi de genuína emoção com saída de pistas, disputas roda a roda e ultrapassagens de cortar respiração, como as feitas por Bottas a Hulkenberg, Gosjean a Magnussen,Vettel a Raikkonena, Kvyat, Stroll e Sainz. 

Na 23ªvolta, alguns pilotos foram para boxes para mudar de táctica, Magnussen abriu o activo, mudou para pneus macios, seguindo-lhe Vettel, Verstappen e Bottas que meteram pneus intermédios. 

Já na 29ª volta,  Leclerc e Hamilton perderam o controlo dos carros e bateram nos muros de protecção, como resultado o primeiro desistiu e o segundo foi para as boxes e perdeu a liderança. O Safety Car voltou a entrar para ser retirado o carro de Leclerc e Verstappen herdou a liderança seguindo-lhe Hulkenberg, Bottas, Alborn, Hamilton, Sainz, Raikkonen, Vettel, Gasly e Giovinazzi.

O Grande Prémio da Alemanha foi uma grande oportunidade perdida para a Mercedes e os seus pilotos. O carro rápido em todos os treinos livres, que poderia ter ganho ambas disputas (pole e corrida), foi desperdiçado por uma autêntica falha dos seus pilotos. Apesar de estarmos ainda no meio do campeonato, a campanha do alemão Sebastian Vettel e do monegasco Charles Leclerc, parece estar a desmantelar-se, mais ainda do primeiro, que já foi quatro vezes campeão de Fórmula 1, que parece estar “dentro de um elevador em queda livre”. Os pontos mais críticos da corrida foram as desistências de Sergio Perez, Daniel Ricciardo, Lando Norris, Charles Leclerc, Nico Hulkenberg, Valtteri Bottas, Pierre Gasly e a não pontuação de Lewis Hamilton. 

O Grande Prémio da Alemanha ficou com a seguinte classificação: 1º Max Verstappen, 2º Sebastian Vettel, 3º Daniil Kvyat,4º  Lance Stroll, 5º Carlos Sainz Jr, 6º Alexandro Alborn, 7º Kimi Raikkonen, 8º Antonio Giovinazzii, 9º Romain Grosjean e 10º Kevin Magnussen. Depois do Grande Prémio da Alemanha, vem aí o da Hungria. Conseguirá Verstappen voltar a vencer? A ver vamos.

MOTOGP
Márquez a caminho do sexto título 


O espanhol Marc Márquez, Repsol Honda é tido, quase de forma unânime, como sendo o melhor piloto de Moto GP dos últimos cinco anos. Vencer corridas, sair em frente dos pilotos italianos da Ducati,  Andrea Dovizioso e Danilo Petrucci tem sido o seu principal objectivo na temporada de 2019. Porém, vencer na Moto GP diante de milhões de amantes do fantástico mundo das duas rodas e ser declarado um dos melhores pilotos, é um facto incrível para o jovem piloto espanhol e o encómio merecido.
Agora Marc Márquez está a caminho do seu sexto campeonato mundial. A actual super-estrela da Moto GP está em maré de sucesso. Na corrida passada, venceu o Grande Prémio da Alemanha pela décima vez consecutiva, que o tornou o piloto espanhol de Moto GP mais bem-sucedido em terras germânicas. Com apenas 22 anos de idade, ele já se tornou um piloto arrasador, com a sua consistência incrível misturada com confiança e a velocidade de ponta da sua Repsol Honda. Marc Márquez encontrou na Repsol Honda os ingredientes necessários, para juntos terem o êxito que estão a ter.
Se por um lado Marc Márquez tem sido alvo de rasgados elogios, por outro lado temos Jorje Lorenzo, seu colega de equipa na Repsol Honda, a “carregar o Kit completo de críticas negativas”. Quando Lorenzo foi anunciado como novo piloto da Repsol Honda, o mundo completo julgou que poderiam ter uma dupla de sonho, tipo Leonel Messi e Cristiano Ronaldo a jogarem na mesmo equipa, mas está acontecer justamente o contrário, pois este sonho está se tornar um autêntico pesadelo, pois até o momento, Lorenzo não somou nenhuma vitória. Tem apenas 19 ponto, está em 16ª na classificação do campeonato e, como se não bastasse, não correrá no próximo domingo no Grande Prémio da República Checa e é possível que também não o faça na Áustria. Para os amantes da teoria da conspiração, foi um grande erro a contracção de Lorenzo pela Repsol Honda, visto que na Ducati ele já estava a demonstrar que tinha perdido o ritmo que tinha na equipa Yamaha, quando era colega do italiano Valentino Rossi.
Depois do Grande Premio da Alemanha, vencido por Marc Márquez, da Repsol Honda vem aí o Grande Prémio da República Checa, que se realiza o próximo dia 4 de Agosto. Como sempre, o foco da corrida estará na disputa entre os pilotos Marquez e Dovizioso e em segundo plano Petrucci, Rins e Viñalles, comentando-se muito pouco sobre uma possível vitória de Valentino Rossi, da Yamaha, que parece estar num jejum de vitórias infindável.
Márquez tem aproveitado muito bem os desaires dos outros pilotos e a velocidade de ponta da Repsol Honda, pois venceu as três últimas corridas da presente temporada, e está bem galvanizado. Mas será que Dovizioso e Petrucci irão deixar os seus créditos em mãos alheias? Olha que Dovizioso foi o último vencedor do Grande Prémio da Republica Checa e deseja repetir a proeza este ano.
Com muita exigência física para os pilotos, curvas e contra-curvas, rectas longas, os amantes da modalidade ainda terão oportunidade para ver muitas ultrapassagens espectaculares, mudanças de lugares no campeonato e muita adrenalina. 
Então,  no domingo, vamos esperar pelo roncar dos motores no GP da Republica Checa no circuito de Brno.