Jornal dos Desportos

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Vettel acredita num bom desempenho

26 de Abril, 2017

Ferrari do alemão brilha em climas quentes

Fotografia: ANDREJ ISAKOVIC | AFP

A Ferrari está a destacar-se em circuitos nas regiões onde o clima é mais quente. Foi assim na Austrália e no Bahrein. Com a próxima prova da Fórmula 1 na Rússia, há a dúvida se a equipa italiana se mantiver o desempenho, para evitar uma reacção da Mercedes, vice-líder do campeonato com Lewis Hamilton, já que temperatura no país pode ser bem mais baixa.

Na ponta da tabela, com 68 pontos, sete a mais que seu rival, Sebastian Vettel parece tranquilo em relação às expectativas em torno da Ferrari, na Rússia. Tetracampeão mundial com a Red Bull, o piloto quer fazer história com a equipa mais tradicional da Fórmula 1, mas sabe que a temporada está no início.

“Sochi é um circuito mais suave, que desgasta menos os pneus, então, eles podem render mais. Espero que possamos confiar no ritmo do carro, ao invés do uso dos pneus. Acho que iremos administrar tudo isso. Administramos bem na China, e lá era muito frio, então, penso que será ok. Vamos ver”, disse Vettel.

Na perspectiva de mais um Grande Prémio, na temporada, os pilotos desembarcam na Rússia na próxima semana, para dar início aos trabalhos a partir da sexta-feira, quando acontece o primeiro treino livre em Sochi. A corrida vai realizar-se no domingo, dia 30.

Entretanto, o director desportivo da Fórmula 1, Ross Brawn, revelou que não  trabalhava junto com Bernie Ecclestone, o ex-chefe da categoria. Com a compra da F1 pelo grupo norte-americano Liberty Media, Brawn  tornou-se um dos três responsáveis por atrair de volta os fãs de automobilismo, ao lado do CEO Chase Carey e do director comercial Sean Bratches.

Ross Brawn trabalhava como consultor para o grupo Liberty Media, antes da compra da Fórmula 1. Com a aquisição concluída, o engenheiro foi convidado a assumir um papel permanente na empresa, mas segundo Ecclestone, Brawn só aceitou porque ele não ia participar efectivamente do projecto.

“Quero dizer, eu não poderia trabalhar com Bernie, mas eu nunca coloquei isso como condição. Teria sido muito divertido trabalhar com Bernie. Não seria impossível, mas Bernie tem feito as coisas à sua maneira ao longo dos anos, e muito eficazmente. O facto é que nunca vi Bernie como um parceiro sério, certamente não, em termos de como gerir um negócio”, esclareceu Ross Brawn.

 500 MILHAS
Villeneuve defende piloto Fernando Alonso


Desde o anúncio de que Fernando Alonso ia perder o Grande Prémio de Mónaco da Fórmula 1, para disputar as 500 Milhas de Indianápolis, principal prova da Indy, muitos têm expressado as suas opiniões à respeito. Desta vez, quem se manifestou foi Jacques Villeneuve, que sagrou-se campeão mundial pelas duas categorias, e defendeu a decisão do espanhol.

“O que ele vai fazer, tem um grande valor, demonstra que é um piloto de verdade, que tem muita coragem. Já sabemos do talento de Fernando, da sua classe como piloto, mas esse gesto fálo-lo ainda maior, e o fará entrar na história como um piloto de verdade”, disse ao jornal espanhol As.
Villeneuve, inclusive, criticou alguns pilotos que alfinetaram a decisão de Alonso, e a polémica chegou até ao actual campeão mundial Nico Rosberg, que se aposentou cinco dias após a conquista de seu primeiro e único título mundial na F1.

“Escutei Nico Hulkenberg e Romain Grosjean a opinarem sobre o que Alonso vai fazer. Hulkenberg, por exemplo, disse que é perigoso, que é um risco e que não faria, que foi às 24 Horas de Le Mans porque é diferente, colocando desculpas. Penso que existem duas classes de pilotos: os que são Alonso e os que são Rosberg. E, Hulkenberg está mais para Rosberg”, continuou.

Campeão da Indy em 1995, com direito à vitória nas 500 Milhas de Indianápolis, Villeneuve ainda facturou o título mundial da Fórmula 1, em 1997. Questionado sobre qual das duas conquistas é mais importante, o canadense ficou dividido.

“É muito diferente, ambas são incríveis. Talvez Indianápolis seja um momento mais especial, pela atmosfera e por tudo, que se vive ali. O título da F1 é mais apreciado, porque não é uma única corrida, mas o resultado do trabalho de um ano inteiro, e também é muito importante”, finalizou.