Jornal dos Desportos

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Vettel vence em Singapura e amplia liderança de pilotos

23 de Setembro, 2013

Lotus promete saldar dívidas a Raikkonen

Fotografia: AFP

O alemão Sebastian Vettel (Red Bull) venceu o Grande Prémio de Singapura, 14ª prova do Mundial de Fórmula 1, à frente do espanhol Fernando Alonso (Ferrari) e do finlandês Kimi Raikkonen (Lotus), no circuito urbano de Marina Bay.

Vettel, tricampeão do Mundo, alcançou a sétima vitória da temporada - terceira consecutiva - e ampliou a liderança do Mundial, com 247 pontos, mais 60 que os 187 de Alonso, a seis provas do final.

Com o terceiro posto, o finlandês Kimi Raikkonen (Lotus), que vai ser companheiro de Alonso na Ferrari na próxima temporada, soma agora 149 pontos no Mundial de pilotos e aproxima-se dos 151 do britânico Lewis Hamilton.

O piloto germânico Sebastian Vettel partiu da “pole position” e apenas esteve em segundo lugar ao longo de escassos metros da primeira volta, ao ser surpreendido no arranque por Niko Rosberg.

Rapidamente colocou-se na liderança da prova, que manteve até final, cumprindo as 61 voltas (308,828 quilómetros) em 1:59.13,132 horas. Alonso cortou a meta 33 segundos depois.

Felipe Massa, único brasileiro em actividade na categoria, teve um domingo discreto. Apesar de largar na sexta posição, o piloto da Ferrari perdeu terreno na troca de pneus, mas recuperou no fim, com ultrapassagens a carros muito mais lentos naquele momento e cruzou a linha de chegada na mesma sexta posição. Após a primeira prova depois do anúncio de que deixa a Ferrari no fim de 2013, Massa foi para os 87 pontos.

Com poucos locais de ultrapassagem, os pilotos pouco trocaram de posições até às primeiras passagens pelos boxes – Kimi Raikkonen, na volta 13, foi o primeiro a trocar pneus. Quem levou a pior desta vez foi a Ferrari: devido à estratégia de paragens, Massa perdeu tempo atrás de Pastor Maldonado e acabou por cair para o sétimo lugar, no fim das trocas.

Numa corrida previsível até então, a principal surpresa veio na volta 27, na batida de Daniel Ricciardo, que levou o safety car à pista. Na segunda largada, quatro voltas depois, mantiveram-se as posições anteriores à paralisação: Vettel à frente de Rosberg, mas com Webber, Grosjean e Alonso atrás. Di Resta, Massa e Button completavam as oito primeiras posições, com Raikkonen e Perez a fechar os dez primeiros lugares.


FORMULA 1
Lotus promete
saldar  dívidas a Raikkonen


O patrão da Lotus, Eric Bouiller, assegurou no sábado, em conferência de imprensa, que vai saldar, antes do final do ano, os montantes em dívida com o piloto finlandês Kimi Raikkonen, referentes à temporada de 2013.

“É verdade que devemos dinheiro a Kimi (Raikkonen), e é verdade que ele vai ser pago antes do final do ano. Aconteceu o mesmo no ano passado e foi tudo pago a Kimi”, respondeu Boullier, quando confrontado com este tema delicado.

Raikkonen tinha afirmado na quinta-feira, em Singapura, no decorrer de uma conferência de imprensa, que o atraso no pagamento dos prémios, calculados em função dos pontos conquistados, o levou a deixar a Lotus e voltar à Ferrari em 2014.

O piloto finlandês, campeão mundial em 2007, assumiu ter saído da Lotus por razões monetárias: “Foi por dinheiro que deixei a equipa. Neste momento, não estou a receber o meu salário”.

Uma fonte próxima da equipa revelou que as verbas em atraso não dizem respeito à parte variável do salário, mas sim à parte fixa, que ascende já a alguns milhões de euros.

“É um problema de tesouraria, pois não somos tão ricos como outras equipas”, explicou Bouiller, cuja equipa ficou em quarto lugar no Mundial de Construtores em 2012, graças a Raikkonen, conservando a mesma posição em 2013, com cerca de metade do orçamento da Red Bull, Ferrari e Mercedes, as três que a precedem na classificação.

A Ferrari anunciou a 11 de Setembro ter recrutado Raikkonen para substituir o brasileiro Felipe Massa, a partir de 2014. O piloto finlandês deve auferir 11 milhões de euros por ano, independentemente do número de pontos que somar na Ferrari, ao lado do piloto espanhol Fernando Alonso.