Jornal dos Desportos

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Modalidades

Vila Clotilde projecta inclusão de novas modalidades este ano

Hélder Jeremias - 01 de Abril, 2013

Almoço de confraternização serviu para o lançamento de novos projectos

Fotografia: Dombele Bernardo

O presidente do Futebol Clube Vila Clotilde, Carlos Ferreira, garantiu sábado, durante o almoço de comemoração do 60º aniversário da agremiação, realizado nas suas instalações, no bairro Maculusso, a existência de melhores condições para aplicação de novos projectos desportivos.

O Vila Clotilde, de acordo com Carlos Ferreira, é dos clubes que mais fizeram em prol do desporto nacional, não obstante a escassez de recursos financeiros que durante muito tempo condicionava as acções gizadas pela direcção no sentido de proporcionar oportunidade de prática do desporto para o maior número de jovens.
Fundado a 25 de Março de 1963, o Vila Clotilde formou grandes nomes do desporto nacional, com realce para a modalidade do basquetebol, onde se destacam Mário Rocha, Mário Octávio, Gika, Batalha e Nana.

No seu palmarés, o clube sagrou-se nove vezes campeão de Angola no período antes da Independência Nacional.

Durante o banquete, em que se fizeram presentes sócios e amigos do clube, foram homenageadas várias individualidades que se destacaram pelos seus feitos em prol do desenvolvimento do desporto, tais como o antigo presidente da Federação Angolana de Basquetebol, Pires Ferreira, a antiga glória do Benfica de Luanda, Lucinda Guimarães, António Guimarães, Bi-Figueiredo, Jorge da Silva Louro, entre outros.

Carlos Ferreira aproveitou a ocasião para efectuar uma campanha de angariação de adeptos que mereceu a adesão da maior parte dos presentes.
Os novos sócios prometeram manter as suas quotas em dia para o engrandecimento do clube.

“Apesar das dificuldades, sempre fizemos um trabalho que nos permitiu colher resultados satisfatórios tanto no basquetebol, como no karaté. No Bai Basket lideramos o grupo B, ao passo que em cadetes somos campeões nacionais, mas doravante vamos poder fazer melhor, em função da significativa melhoria em termos de apoios financeiros”, disse.

Durante o almoço foi ainda leiloada uma camisola com as assinaturas de personalidades que no passado engrandeceram o clube, com o primeiro lance de seis mil kwanzas e o último de 150 mil.


ASSOCIATIVISMO
Arábia Saudita vai permitir
presença de mulheres no desporto


A Arábia Saudita vai autorizar a criação de clubes desportivos femininos pela primeira vez na sua história, relatou o jornal “Al-Watan”.
A decisão é um grande avanço para um país multirreligioso onde os clérigos criticam as actividades físicas para mulheres.

No reino islâmico, conservador, as mulheres precisam da permissão de um parente masculino para tomar qualquer decisão importante.

Contudo, no ano passado enviou mulheres aos Jogos Olímpicos pela primeira vez, depois da pressão de grupos internacionais de direitos humanos.
Até agora, as instalações para actividades físicas para mulheres, incluindo academias, tinham que ser licenciadas pelo Ministério da Saúde e denominadas como “centros de saúde”.

Em Abril do ano passado, o diário “Al-Watan”, de propriedade de um príncipe saudita, relatou que o governo nomeou um comité ministerial para regular clubes desportivos femininos.

A Presidência Geral do Bem Estar da Juventude, que funciona como um Ministério do Desporto, só regulamenta os clubes masculinos.
Em 2009 um membro do mais alto conselho de clérigos do país disse que as meninas não deviam praticar desporto devido ao risco de “perderem a virgindade”, rompendo o hímen.

Nos Emirados Árabes Unidos as escolas femininas do governo não têm aulas de actividades físicas.
Na sexta-feira, “Al-Watan” afirmou que o Ministério do Interior decidiu permitir clubes desportivos femininos após analisar um estudo que mostrava falhas no sistema existente.

Em Agosto, duas sauditas, uma judoca e uma velocista, tornaram-se as primeiras a competir pela sua nação nos Jogos Olímpicos de Londres. Pelo menos uma delas treinou no exterior.

As mulheres sauditas são proibidas de conduzir e precisam da permissão de um “guardião” masculino, geralmente o pai, marido ou irmão, e também para se casarem, viajarem ao exterior, abrir uma conta bancária, trabalhar ou realizar alguns tipos de cirurgia cosmética.

Em Janeiro, o rei Abdullah nomeou 30 mulheres para o Conselho da Shura, um organismo que debate a legislação futura e em seguida oferece conselhos não obrigatórios para o governo.