Jornal dos Desportos

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Vitória inconformada de Hamilton

25 de Outubro, 2016

Lewis Hamilton a procura de nova vitória no México

Fotografia: AFP

 

O sorriso de Lewis Hamilton no final do Grande Prémio dos Estados Unidos da América, realizado no domingo, em Austin, podia ser mais "garboso", se tivesse ao lado outros rostos da grelha da Fórmula 1. Apesar de entrar no pódio "bem acompanhado", com a representante da Mercedes, o tricampeão mundial mostrou inconformismo com a presença de Nico Rosberg, o colega de equipa.

O aperto de mão foi frio, o que espelha "a desavença" entre os dois amigos de infância. Nico Rosberg nunca engoliu bem as vitórias do Lewis Hamilton. No histórico entre os dois, o britânico sempre levou de vencida o alemão, quando eram colegas na equipa de desenvolvimento da Mercedes. Desde a estreia na F1, Hamilton colecciona três títulos e um de vice - campeão, enquanto Rosberg aspira ser primeiro da carreira.

Na prova norte-americana,  Hamilton apostou com seriedade e ofuscou o desejo do colega de equipa: vencer pela primeira vez em Austin. Por outro lado, manteve o estatuto do "Rei" de Austin. Em seis edições da prova, o britânico venceu cinco. Para coroar a consagração, coleccionou a 50ª vitória da carreira. O número podia ter um significado especial se a redução de pontos  tivesse sido pela metade.

A expectativa fica transferida para o GP do México, no próximo fim de semana. Hamilton mantém a esperança de erguer o troféu de campeão na última prova prevista para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O britânico chega amanhã à capital do México com  motivação elevada para inverter a tendência nas casas de apostas.

Um resultado igual no México, Hamilton baixa para 19 pontos a duas provas do final. Um terceiro lugar de Rosberg dá 16 pontos de diferença. Uma desistência do alemão, o tricampeão fica a um ponto do candidato ao primeiro título. A acontecer, a Fórmula 1 chega ao Brasil com alto índice de cobertura e de expectativa. É o palco que testemunhou a primeira consagração de Hamilton, em 2008, quando na última volta chegou ao quinto lugar e retirou "o "primeiro título" de Felipe Massa.

Depois de boa performance, a Mercedes já não tem motivos para "prejudicar" os pilotos. É a tricampeã Mundial de Construtores e um dos seus contratados vai inscrever com letra de ouro o título de Piloto. A direcção autorizou a luta aberta entre os dois; equipou os carros com a mesma tecnologia para animar os espectadores e telespectadores em todo o mundo.

Num cenário de aperto entre os pilotos, a Mercedes só tem a ganhar. A desconfiança de Hamilton perde força e a marca é apregoada por todos os cantos do planeta. Os fãs de cada piloto vão ter motivos de conversas nas esquinas e bares.

TÍTULO
Tricampeão aposta na “batalha”

Lewis Hamilton aproveitou o óptimo histórico que tem nos EUA, e venceu de novo, em Austin. O inglês deu o primeiro passo, atrás da recuperação no campeonato, mas viu Nico Rosberg completar a dobradinha e não deixar a vantagem cair tanto. Hamilton destacou o grande aproveitamento que tem nos EUA. Com a vitória em Austin, já são cinco triunfos do tricampeão.

"Sinto-me como se estivesse em casa, a correr. Estou muito orgulhoso. Este sempre foi um lugar bom para mim. Amo estar nos EUA", disse.
Após tantas críticas, o britânico valorizou o trabalho da Mercedes e prometeu lutar pelo tetra. "Estou orgulhoso do esforço da equipa, neste fim de semana. Tudo que posso fazer é dar o meu melhor, e continuar a conduzir como fiz nesta etapa. A batalha pelo título vai continuar", completou.

Hamilton reduziu para 26 pontos, a vantagem de Rosberg na liderança do campeonato. Mesmo que vença as três provas que restam, o inglês precisa de torcer por tropeços do rival.

ROSBERG CELEBRA
“LIMITE DO PERIGO”


Nico Rosberg tentou, mas não conseguiu travar Lewis Hamilton, o óptimo desempenho do inglês no GP dos Estados Unidos. O alemão teve de  contentar-se com uma segunda posição, em Austin. A vida do piloto alemão não foi fácil desde a largada. Viu o inglês a largar na pole -position e teve de fazer a aceleração certeira para assumir a liderança. Infelizmente, um erro fez  que perdesse a posição para Daniel Ricciardo, e cair para terceiro.

Ao longo da corrida, o alemão ainda contou com uma boa estratégia da sua equipa, que o fez parar sob safety -car virtual, e isso, deu vantagem para ultrapassar o australiano da Red Bull e manter a diferença até a bandeira quadriculada. Ao comentar a corrida, Nico Rosberg ressaltou e lamentou o problema que teve no início da disputa, por mais que tentasse alcançar Hamilton, não conseguiu.

“Não tive uma boa largada, mas dei o meu melhor para me recuperar na prova. Estava a perseguir a vitória até o final da corrida. A segunda posição foi boa, é o 'limite do perigo'. Gostava de vencer na América; era fantástico, mas não era para ser. Não penso na classificação. Penso corrida a corrida. Agora, vamos ao México”, encerrou o piloto.