Jornal dos Desportos

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Wawrinka supera Djokovic e conquista Roland Garros

09 de Junho, 2015

O suíço foi o novo carrasco do número um mundial ganhou pela primeira vez a Roland Garros

Fotografia: AFP

Numa final de altíssimo nível, o suíço Stanislas Wawrinka, ignorou o favoritismo de Novak Djokovic e sagrou-se campeão de Roland Garros, pela primeira vez, no domingo, ao derrotar o número um do mundo por 4-6, 6-4, 6-3 e 6-4. É o segundo título de “Stanimal” em Grand Slams, depois da conquista do Open da Austrália, em 2014. Na ocasião, tinha superado na decisão outro “monstro sagrado”, o espanhol Rafael Nadal, detentor de nove títulos em Paris.

O suíço de 30 anos, que ocupa a nona posição do ranking, recebeu o troféu das mãos do brasileiro Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros, em 1997, 2000 e 2001. “Mal consigo acreditar, mas isso, finalmente aconteceu. Foi o jogo da minha vida”, resumiu o surpreendente campeão. Wawrinka tornou-se o segundo “intruso” em meio a uma década dominada por Nadal, depois do compatriota Roger Federer, que levantou o troféu em 2009.

Muitos achavam, que Djokovic tinha feito o mais difícil ao derrotar o espanhol nos quartos de final e o rival de infância Andy Murray na semi, mas foi frustrado novamente na sua tentativa de conquistar o único Grand Slam que falta na sua galeria de troféus. O sérvio já tinha amargado o vice -campeonato em 2012 e 2014, perdeu as duas decisões para Nadal.

“É difícil falar neste momento, mas preciso dizer que na vida há coisas mais importantes do que as vitórias e uma delas é o respeito. Tenho muito respeito por ti, que és um grande campeão, com um coração enorme e mereces a vitória”, elogiou Djokovic. “Tens uma grande carreira e desejo que venças a Roland Garros um dia, mereces”, devolveu o suíço.

“Isso dá-me  ainda mais motivação para lutar e voltar aqui para tentar conquistar o título. Perdi para um adversário que jogou melhor e de forma corajosa. Poderia ter jogado melhor em alguns momentos, mas ele foi melhor no ponto de vista táctico e ganhou pontos incríveis”, reconheceu Djokovic. Impressionante na defesa, Wawrinka acabou com uma invencibilidade de 28 jogos de “Djoko”, que parecia praticamente imbatível nesta temporada.

SUPREMACIA
O suíço não deixou o líder do ranking ditar o ritmo do jogo. Com óptimo aproveitamento no saque (nove aces) e lindos golpes de esquerda, Stan deu um show de “winners” (60, exactamente o dobro do adversário).
O que mais surpreendeu foi a sua capacidade de vencer longos ralis, que são normalmente a especialidade do sérvio.
Depois de passar muito tempo na sombra do “Big Four'”(Djokovic, Federer, Nadal e Murray), Wawrinka alcançou a glória com muito trabalho e perseverança.
Com um início de temporada pouco convincente, tinha tudo para assistir à final deste domingo pela televisão, mas acabou por  tornar-se no grande protagonista do torneio.
O primeiro ponto da final foi um rali de 39 golpes, em que deu o tom de um confronto acirrado do início até o fim.
Djokovic foi melhor no primeiro set, mas deixou o suíço elevar o seu nível de jogo e esperar a reviravolta.
Com golpes de outro planeta, o suíço abriu logo uma vantagem de 4-2 no terceiro e deixou “Djoko” sem resposta, atolado no fundo da quadra.
O número um do mundo até tentou reagir no quarto set, ainda abriu o 3-0, mas Wawrinka continuou a acreditar até o fim, e fechou o jogo no segundo “match point”, e conseguiu, sem dúvida, a maior façanha da sua carreira.

BREVE
Jonathan Rea fez a dobradinha
O britânico Jonathan Rea (Kawasaki) venceu domingo a segunda corrida e bisou no Grande Prémio de Portugal, no Autódromo Internacional do Algarve, somou a  décima vitória da temporada no Mundial de Superbike e  reforçou a liderança no campeonato. Com a dobradinha em Portimão, o piloto da Honda somou a quarta dupla vitória nas 14 corridas da temporada, depois dos triunfos em Itália, Holanda e Tailândia. Rea que tinha vencido a primeira corrida com mais de nove segundos de vantagem sobre o seu compatriota e companheiro de equipa Tom Sykes, voltou a impor-se na segunda ronda, ao cumprir as 20 voltas ao circuito, na distância de 91,840 quilómetros, em 34.33,783 minutos, à média de 159,430 km/h.