Jornal dos Desportos

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Modalidades

Williams admite erro na táctica

07 de Abril, 2016

Massa manteve segundo lugar até à paragem para colocar pneus médios

Fotografia: AFP

Teoricamente a táctica da Williams era boa: apostar na durabilidade dos pneus médios, guardados especialmente para a corrida e fazer uma paragem a menos do que os rivais, no GP do Bahrein.

Porém, o composto mais duro disponível no final de semana não funcionou bem na corrida e depois de ver os pilotos Felipe Massa e Valtteri Bottas ficarem em segundo e terceiro na primeira volta, a equipa acabou decepcionada com a oitava e nona posições no fim.

"Foi uma corrida muito dura e não estivemos nem perto de onde deviamos estar", reconheceu o engenheiro -chefe de performance, Rob Smedley. "Conseguimos ter uma boa velocidade na classificação, mas depois o ritmo de corrida não está lá. Precisamos de  entender o que aconteceu, principalmente no segundo stint de Felipe com os pneus médios que não renderam o que podiam".

Massa conseguiu manter -se em segundo até à sua primeira paragem, quando colocou os pneus médios. A partir de então, perdeu muito tempo com um ritmo bastante inferior aos rivais directos, o que acabou com a vantagem de fazer uma paragem a menos, um erro reconhecido pela Williams.

"A estratégia de duas paragens não funcionou como esperávamos", lamentou Massa. "Nosso ritmo com os pneus médios não era bom e isso permitiu que os outros nos superassem. Esperávamos muito desta corrida, então é uma decepção, mas esperamos  ter aprendido com este final de semana para ter um resultado melhor na China".

Smedley concorda com o brasileiro. "O que sabemos agora é que temos muito trabalho pela frente, temos de enfrentar de cabeça erguida, porque temos uma corrida na China em menos de duas semanas. Temos de nos recuperar para voltar mais fortes depois deste final de semana difícil."

VETTEL CRITICA
PROJECTO


O piloto Sebastian Vettel criticou o formato de treino sugerido por Jean Todt e Bernie Ecclestone, que ia substituir o actual também contestado pelos corredores.
O projecto consiste na soma de duas voltas mais rápidas dos três períodos classificatórios (Q1, Q2 E Q3). O tetracampeão desaprovou o projecto.

“É hora de ir para o circo. É uma boa ideia se quisermos que coisas aleatórias aconteçam, contudo, a Fórmula 1 tem a ver com correr. É uma ideia  medíocre …”, declarou o alemão à Sky Sports.

No treino classificatório de sábado para o GP do Bahrein, mais uma vez, inúmeras críticas foram feitas ao modelo actual, principalmente referente ao momento decisivo, quando não tivesse pilotos na pista. Mesmo assim, o sistema continua em vigor.A próxima corrida acontece no dia 17, na China, no Circuito Internacional de Xangai.