Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Williams critica Pirelli

09 de Janeiro, 2016

A situação foi amplamente criticada por Pat Symonds, director-técnico da Williams.

Fotografia: AFP

Neste ano, a Pirelli, fornecedora de pneus da categoria, desenvolveu um novo tipo de composto para pista seca, o ultramacio, que vai ser usado apenas em circuitos de rua. Outra novidade é que as equipas vão poder escolher os pneus a utilizar em cada fim de semana de GP, mas trata-se de uma escolha um tanto restrita.

A situação foi amplamente criticada por Pat Symonds, director-técnico da Williams. O dirigente defende que as equipas devem ter total liberdade para escolher os pneus, tal como fora proposto no Grupo de Estratégia da F1.

As equipas vão ter poder de escolha sobre 10 dos 13 pneus de cada final de semana. A determinação da dezena é livre, desde que contenha apenas dois dos três tipos de pneu escolhidos pela Pirelli para o GP.

Os outros três pneus vão ser determinados pela própria Pirelli. Um vai ser obrigatoriamente o pneu mais macio de todos, destinado unicamente para uso no Q3. Os outros dois vão ser apontados pela fábrica italiana e, destes, ao menos um vai precisar de ser utilizado em cada corrida.

Outra novidade da FIA para 2016 é a introdução do pneu ultramacio. Este, todavia, vai ser oferecido apenas em pistas urbanas: Montreal, Mónaco e Singapura.

Em entrevista à revista britânica ‘Autosport’, o engenheiro criticou a fornecedora de Milão e disse que a fábrica não confia nas equipas da F1.

“Não posso dizer que estou extremamente animado com as mudanças nos pneus. Gosto de coisas que adicionam um pouquinho de caos”, disse.

O responsável bradou que “inicialmente, quando as novas propostas de pneus foram apresentadas pelas equipas, havia uma oportunidade real de colocar um pouco mais de caos", porque, "definitivamente, havia um número de maneiras de se abordar o problema".

A Pirelli não ficou feliz com a decisão que permite às equipas escolher os pneus, "o que é um pouco estranho”.

“Somos responsáveis, adultos e actualmente gostaria de pontuar nas corridas e tentar vencê-las. Poderíamos mudar os motores e detoná-los na primeira corrida, mas não vamos. Poderíamos projectar carros que não sejam fortes o suficiente, mas não vamos. Somos muito bons no que fazemos.

Acho que é um pouco hipócrita sugerir que as equipas fariam escolhas perigosas de pneus”, criticou Symonds.

O engenheiro acredita que, embora não considere a regra de todo ruim, tudo poderia ser ainda melhor e mais amplo caso as equipas tivessem total liberdade de escolha.

“Não sou contra tudo isso. Gostaria de ver um pouco de mudança, mas isso teria potencial para ser melhor”, complementou.