Jornal dos Desportos

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Williams estão distantes da Ferrari

24 de Abril, 2015

Director Rob Smedley afirmou que a Williams está num patamar inferior à Ferrari

Fotografia: AFP

O director de performance da Williams, Rob Smedley, afirmou que a Williams está num patamar inferior à Ferrari e vai ser muito difícil alcançar a equipa italiana, ao longo da época. A chefe da equipa, Claire Williams, endossou o discurso de Felipe Massa ao citar o poderio financeiro da rival.
Passada a primeira fase da época'2015 da F1, a Williams, consolidou-se como a terceira força da grelha e desceu um degrau em relação ao ano passado.

Em 2014, a equipa de Grove tinha apenas a Mercedes à frente, mas graças a um grande poder de investimento aliado a um processo de renovação desde a sua gestão até o seu quadro de pilotos, a Ferrari reagiu e é a segunda melhor equipa da F1, a relegar  a Williams para o terceiro posto.
Gerida com harmonia, por Maurizio Arrivabene, a equipa de Maranello oferece a Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen um carro equilibrado, empurrado por um motor confiável e potente.

Diante desse quadro, a equipa britânica, ainda que tenha em mãos um bom FW37 impulsionado pela unidade de força da Mercedes, parece ter poucas condições de alcançar a Ferrari, mesmo com as actualizações que vão ser implementadas nos carros de Felipe Massa e Valtteri Bottas para o início da época europeia, no GP de Espanha, que vai ser disputado em 10 de Maio no circuito de Barcelona, segundo o director de performance, Rob Smedley.
“Depois das primeiras quatro corridas, já se pode ver a escala de forças. Estamos a preparar uma série de actualizações para Barcelona, mas alcançar a Ferrari vai ser muito difícil”, reconheceu Smedley.

Depois de quatro corridas na época'2015 do Mundial de F1, a Williams ocupa o terceiro lugar e soma 61 pontos, 38 à frente da quinta classificada, a Red Bull, mas já a 46 da Ferrari, a vice-líder do campeonato de  construtores. De certa forma, Felipe Massa endossou as palavras do amigo Smedley, porém, colocou a questão sob o ponto de vista financeiro. No fim de semana, em Sakhir, o brasileiro disse, com o conhecimento de quem já esteve do outro lado, que a diferença de orçamento que separa a Ferrari da Williams começa a ficar evidenciada na pista. Claire Williams concorda com o piloto, embora tenha dito que ser a terceira força da F1 “não é nenhuma vergonha”.

“Sempre disse que a questão é trabalhar mais duro e inteligente que os outros. A Ferrari e a McLaren sempre tiveram orçamentos maiores que os nossos, ainda assim, ganhámos 16 títulos. Ouvi dizer, que a Ferrari está a investir 100 milhões de dólares, para voltar ao topo da F1. Isso representa todo o nosso orçamento”, declarou a dirigente e filha do lendário Frank Williams.Smedley prefere analisar a diferença entre a Williams e a ex-equipa pelo prisma da engenharia.

“Já tiramos um bom potencial dos nossos carros. Esse trabalho segue em frente, mas não esperamos conseguir aumentar rapidamente o nosso ritmo. Além disso, não podemos esquecer, que por trás de nós, há equipas como a Red Bull, uma grande empresa, muito bem equipada e com um orçamento considerável”, salientou.Para finalizar assegurou que “quando resolverem os seus problemas, certamente, vão estar numa posição muito melhor do que agora”. “No geral, todos os nossos principais adversários são muito fortes”, finalizou o engenheiro britânico.

DA FORCE INDIA PARA PORSCHE
Hulkenberg considera mudança definitiva

Longe de ter um carro competitivo para a actual época da F1, Nico Hulkenberg, vai ter a oportunidade de conduzir um Porsche nas seis horas de Spa-Francorchamps e nas lendárias 24 horas de Le Mans. O piloto admite que pode ir de vez para o Mundial de Endurance. Nico Hulkenberg está longe de viver os seus melhores dias na F1.

O alemão de 27 anos disputa em 2015 a sua quinta época na categoria, depois das quatro primeiras corridas, somou pontos apenas no esvaziado Grande Prémio da Austrália, em Melbourne, onde terminou em sétimo. Nas etapas seguintes, o piloto da Force India coleccionou resultados nada animadores: 14º na Malásia, abandono na China depois de problema na mudança, e 13º no Bahrein depois de ter largado em oitavo.

Nico Hulkenberg, que admitiu estar a viver a sua pior fase na carreira, ganhou uma nova motivação, com a oportunidade de integrar a Porsche no WEC (Mundial de Endurance). O germânico vai disputar as seis horas de Spa-Francorchamps como preparação para as 24 Horas de Le Mans, principal corrida do calendário, em Junho.

E a ter em conta a actual fase na F1, Hulkenberg considera uma transferência definitiva para a Porsche no futuro. “Talvez esta seja uma nova casa para o futuro”, declarou o piloto à emissora alemã Sky. A decisão de mudança de categoria ainda não é concreta, porquanto está focado em triunfar na Fórmula 1. “Ainda estou a trabalhar nisso para evoluir na minha carreira. O meu objectivo de vencer corridas e tornar-me campeão mundial, permanece”, disse.

Mas o seu interesse em correr pela Porsche, no WEC, vai além. Tanto que foi o próprio piloto quem procurou a equipa alemã, o que deixou o chefe Andreas Seidl bastante satisfeito e impressionado com a atitude. “Foi um bom sinal para nós”, afirmou o dirigente em 2014. No Mundial de Construtores, a Force India ocupa a sétima posição e soma 11 pontos, à frente  das sem pontuação McLaren e Manor Marussia. Embora empurrado pelo forte motor Mercedes, o VJM08 está muito atrasado no seu processo de desenvolvimento, desde a sua concepção, uma vez que só foi à pista em Barcelona, na terceira e última fase de testes da pré-época. Nico reconhece: “Não está fácil”.

“Não se deve esperar muito de nós nos próximos dois meses até a etapa da Áustria. Temos algo para trabalhar, mas a realidade é que agora estamos muito lentos e não podemos fazer muita coisa”, comentou o piloto, que expressou desânimo com a situação actual na equipa de Silverstone.

APESAR DA FALHA
Director da Mercedes
elogia Nico Rosberg


O resultado do Grande Prémio do Bahrein, no último domingo, foi frustrante para Nico Rosberg. O companheiro de Lewis Hamilton na Mercedes era vice-líder da corrida até  penúltima volta, quando saiu numa curva e foi ultrapassado por Kimi Raikkonen, da Ferrari,  assim amargou para a terceira posição. O director de desportos automobilísticos da equipa, Toto Wolff, fez questão de elogiar o alemão, que perdeu o segundo posto do pódio devido a um problema nos travões.

“Todos os que duvidaram de Nico o viram no seu melhor, lutar duramente e superar-se. Perder aquela posição no fim por causa de uma falha nos travões é uma pena, mas primeiro e terceiro lugares na grelha de chegada tem de ser satisfatório”, declarou o dirigente. Nico Rosberg é o vice-líder do campeonato mundial de Fórmula 1, com 66 pontos, 27 a menos que o seu companheiro Lewis Hamilton e um a mais que o rival Sebastian Vettel, da Ferrari. O alemão já tinha declarado que tem a intenção de disputar o título com o britânico, mas viu a distância a aumentar no Bahrein.

Para Toto Wolff, o que aconteceu no autódromo de Sakhir, deve servir como motivação ao piloto alemão para o restante do ano. “Disputámos quatro corridas na época e ainda faltam mais 15. Portanto, não tenho dúvida de que depois do seu terceiro lugar , no último domingo, que foi excepcional, vamos ter um Nico muito forte a recuperar-se em Barcelona”, avaliou Wolff. Depois do GP do Bahrein, a F-1 tem uma pausa de três semanas até à próxima etapa, que acontece no dia 10 de Maio em Barcelona- Espanha.

MANOR MARUSSIA
Robert Merhi corre em Barcelona


O piloto novato da Fórmula 1, Robert Merhi, tem garantias de correr no Grande Prémio da Espanha, entre os dias 8 e 10 de Maio, no circuito de Barcelona. O chefe de equipa Manor Marussia, John Booth, confirmou ao site F1i.com a titularidade do piloto espanhol que vai despedir-se das provas do ano corrente ao lado do colega Will Stebens. Robert Merhi tem um contrato de cinco corridas e o Will Stebens para toda a época. A possibilidade de permanência de Robert Merhi são remotas. John Booth assegurou que vai estudar a situação do piloto espanhol, dentro da equipa, depois da prova de abertura da fase europeia do Mundial de F1.

“Não podemos interferir na sua carreira, temos de pensar no que é melhor para ele. Então essa é uma decisão difícil. Vai ser óptimo vê-lo na corrida em Barcelona, em casa, vamos decidir o que é melhor para ele, em seguida”, disse. A decisão de Booth vai em direcção oposta ao pensamento de Merhi, que esperava ser dispensado da equipa antes do Grande Prémio de Espanha. O piloto mostrou insatisfação com o desempenho do carro da Manor Marussia nas primeiras quatro corridas do campeonato, frequentemente, a andar atrás de Stevens. Após o Grande Prémio do Bahrein, no qual terminou em 17º, 44s atrás do companheiro da equipa, Robert não escondeu a  decepção perante a situação.

“Não sei o que aconteceu. Faltou-nos algo. Velocidade, tracção, algo na parte da frente. Estava muito fácil cometer erros. Temos de ver como andam as coisas, mas acredito que não há forma de continuar. Tenho sido consistente, mas consistentemente lento. Gostaria de estar um pouco adiante, mas nas outras vezes nem sequer terminei”, lamentou o piloto, que acredita receber tratamento distinto de Stevens. “Temos muitos problemas e temos muito trabalho a fazer, mas há muitas diferenças em relação ao meu companheiro. Isso é estranho, ao menos para mim”, comentou o piloto de 24 anos.

Enquanto procura definir o futuro na F1, Mehri volta a correr neste fim de semana na etapa de abertura da World Series, categoria pela qual já correu no ano passado, depois de deixar a grelha do DTM. Robert vai representar a equipa espanhola Pons e vai participar da ronda dupla no circuito de Motorland.