Jornal dos Desportos

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Yanick primeiro angolano na NBA

12 de Agosto, 2016

Yanick Moreira assinou ontem pelos Toronto Raptors

Fotografia: APF

Os termos financeiros do contrato não foram divulgados.

O poste angolano que esteve ao serviço dos SMU Mustangs, na primeira liga de basquetebol de França, foi seleccionado para testar nos Toronto Raptors da NBA, equipa que chego fase final dos Playoffs deste ano nos jogos da Summer League, uma liga de basquetebol profissional digirida pela Orlando Magic, outra equipa da NBA, durante todo o verão após o Draft.

Recorde-se que no  ano passado, na sua primeira  tentativa de ingressar nesta equipa, Yanick foi reprovado por “resultados médicos insatisfatórios”, mas agora a esperança é significativamente maior.

A oficialização foi feita por via da página oficial dos Raptors, que anuncia a contratação do poste angolano de 2,11 de altura, 25 anos, como “agente livre”, e mais o base Drew Crawford.

Yanick Moreira que este ano foi impedido de disputar o campeonato nacional angolano após assinar pelo Petronas Atlético de Luanda, declinou o convite pra integrar a selecção nacional na campanha para o apuramento para os Jogos Olimpicos do Rio de Janeiro.


Inglaterra
Suspensão da Rússia preocupa IAAF


O presidente da Federação Internacional do Atletismo (IAAF), Sebastian Coe, disse em Viena, no dia 17 de Junho que "o objetivo é reintegrar a Rússia", afirmou na quarta-feira o inglês Sebastian Coe, presidente da Federação Internacional do Atletismo (IAAF), no momento em que o país europeu - acusado de doping de Estado - está suspenso deste desporto.

Hoje, sexta-feira, o atletismo toma conta do Estadio Olímpico do Rio, sem a presença dos russos, que no entanto continuam no centro das atenções."Visitei a Vila Olímpica na segunda-feira e posso garantir que as conversas entre os atletas estão concentradas mais na qualidade da comida ou dos quartos do que na presença ou não dos russos", brincou Sebastian Coe. Mas o britânico sabe que a ausência da recordista mundial do salto com vara, a russa Yelena Isinbayeva, que nunca foi flagrada num exame anti-doping, e a presença ao mesmo tempo do americano Justin Gatlin, duas vezes suspenso por doping, pode contaminar o ambiente no Rio-2016. Sobretudo se Gatlin conquistar o título de campeão olímpico dos 100 metros no domingo, 12 anos depois de sua vitória na prova em Atenas-2004.

"Vocês sabem o que penso do caso Gatlin. Mas é seleccionável, as regras são assim e deve receber a cortesia concedida a qualquer atleta que é seleccionável", completou Coe.

O britânico foi muito crítico a respeito da Rússia, mas destacou que a meta é reintegrar o país. Coe, que avaliou que a Rússia "abandonou de maneira cataclísmica os seus atletas", destacou que "não existe uma base estabelecida quanto aos prazos para a sua reintegração" à IAAF.

O bicampeão olímpico dos 1.500 metros em Moscou-1980 e Los Angeles-1984 avaliou que "a partir do momento em que tomamos a decisão de suspender a Federação Russa começou o processo. Foram estabelecidos critérios e a prioridade é reintroduzir esta federação, reintegrar a Rússia".

A suspensão da Federação Russa de Atletismo (ARAF) se traduziu pela ausência quase total de atletas russos nos Jogos do Rio, exceto pela "repescada" atleta do salto em distância Daria Klishina, que treina nos Estados Unidos desde o final de 2013.

No total, dos 68 atletas selecionados pela Rússia, 67 foram excluídos dos Jogos do Rio, incluindo a saltadora com vara Yelena Isinbayeva, jamais pega em exame antidoping. A decisão foi ratificada pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) em Lausanne.

A Federação Russa deve convencer o grupo de trabalho criado especialmente pela IAAF sobre sua capacidade de respeitar o código mundial anti-doping.


Inglaterra
Investigado suposto
envenenamento de tenista


A Polícia Metropolitana de Londres investiga um suposto caso de envenenamento de uma jovem tenista britânica durante a última edição do Torneio de Wimbledon, onde ela foi obrigada a se retirar da competição nas quartas de final e ficou vários dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital local. Gabriella Taylor, de 18 anos, teve que abandonar o torneio, onde era a última representante britânica na categoria júnior, por conta do ocorrido. A jogadora esteve quatro dias internada na UTI de um hospital de Southampton "à beira da morte", segundo informações de sua mãe, Milena Taylor. A tenista sofreu com sintomas de uma doença então desconhecida que posteriormente foi diagnosticada como leptospirose, uma doença bacteriana que se contagia através dos animais. Um porta-voz da Scotland Yard confirmou para veículos de imprensa britânicos que está a realizar uma investigação para esclarecer se a jovem tenista foi envenenada deliberadamente "com intenção de pôr em perigo a sua vida".