Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Angola ocupa nono lugar

Gaudêncio Hamelay, enviado ao Namibe - 29 de Setembro, 2013

Martin Payero marcou ontem quatro golos no jogo contra a selecção da Suíça

Fotografia: José Soares

A selecção nacional de hóquei em patins conquistou ontem o nono lugar do 41º Campeonato do Mundo de hóquei em patins, que ontem encerrou, ao derrotar no pavilhão Welwitchia Mirabilis, no Namibe, a sua congénere da Suíça por 6-1, em tarde inspiradora de Martin Payero.

Num jogo em que esteve em destaque Martin Payero (concretizou quatro golos dos seis), o “cinco” nacional entrou determinado com o propósito de definir o jogo logo no início.

Foi assim que aos dez minutos, Angola beneficiou de um livre direito. Martin Payero, indicado a cobrar, fê-lo com categoria.
Estava feito o primeiro golo. Com a concretização, os índices de ansiedade, por parte dos pupilos de Orlando Graça, baixaram e passou a haver maior confiança.

Com jogadas rápidas e boa defesa, a selecção nacional voltou a fazer funcionar o placard quando estavam decorridos 17 minutos.

Martin Payero, “endiabrado”, foi o autor do golo. O pavilhão estava lotado e o público ovacionava a cada golo. Era o 2-0, a favor do “cinco” nacional.
Martinho Payero com bastante confiança e determinação voltou a colocar o combinado nacional em vantagem (3-0).

A selecção nacional porpocionava um verdadeiro “show” de patinagem. A 50 segundos dos primeiros vinte minutos, João Vieira “Joe”, ampliou o resultado para 4-0.

Na etapa complementar, o conjunto nacional marcou cedo, com Martinho Payero, aproveitando da melhor maneira a falha da equipa adversária, aumentando a vantagem para 5-0.

A selecção da Suíça, tecnicamente orientada por Gerald Brentini, ficou desconcentrada, ante a superioridade técnica e táctica de Angola.

Passados alguns minutos mais um livre directo, favorável a Angola. João Pinto, convidado a marcar, consegue ludibriar bem o guarda-redes Patrick Mulhlheim e fixa o resultado em 6-0.

O único golo de honra da selecção da Suíça foi apontado aos 34 minutos por intermédio de Joshua Imhof.  O público namibense, que acorreu ontem ao pavilhão Welwitchia Mirabilis, saiu satisfeito com o jogo de Angola.

Desta feita a classificação da fase de consolação, decorrida no Namibe, ficou assim ordenada: Angola (9º), Suíça (10º), Alemanha (11º), África do Sul (12º), Colômbia (13º), Estados Unidos da América (14º), Áustria (15º) e Uruguai (16º).

Descem de divisão (para a disputa do mundial “B”), as três últimas selecções.


FICHA TÉCNICA


Pavilhão:
Welwitchia Mirabilis
Arbitragem: Josep Sanchez (Espanha), Arnaud Esoli (França) e Franco Ferrari (Italia).
Angola: Silvério Quiteque, André Centeno, Afonso Coxe, Anacleto Silva, Márcio Fernandes, João Vieira, Martin Payero, Umberto Mendes, João Pinto e Tiago Sousa.
Treinador: Orlando Graça.
Suíça:Patrick Muhlheim, Nicola Imhof, Matti Thibaut, Jonas Jumenez, Simon Van Allmen, Marzia Vanina, Pascal Kissling, Joshua Imhof, Valeriaen Van Daniken e Guillaume Oberson.
Treinador: Gerald Brentini
Resultado final: 6-0


Do Namibe
Público enaltecido 


O técnico da selecção nacional, Orlando Graça, enalteceu o apoio e o calor humano prestado pelo público do Namibe, durante os jogos da fase de consolação realizada no pavilhão arena Welwitchia Mirabilis.

De acordo com o técnico o apoio do público veio dar outro ritmo ao “cinco” nacional.

“Não queira dizer que em Luanda não estava bem. Esteve ao seu nível. O pavilhão até é maior. E teve muito mais gente do que aqui no Namibe a apoiar a selecção nacional. Porém, de um modo geral, as experiências vividas no Huambo, o ano passado, em Malanje, este ano e agora no Namibe, sou planetário em dizer que o povo angolano é solidário com as suas selecções e neste caso com a de hóquei em patins”, louvou. Orlando Graça disse que saí do Namibe bastante satisfeito pelo apoio prestado pelo público.                                                         G H


Orlando Graça
“Não estou satisfeito com a campanha”


O seleccionador nacional, Orlando Graça, considerou negativa a prestação de Angola no 41º Campeonato Mundial de Hóquei em Patins, que encerrou ontem as “cortinas” nas cidades de Luanda e Namibe.

Orlando Graça justificou que faz uma avaliação negativa sobre a participação de Angola neste evento, porque pretendia melhorar o 6º lugar alcançado em Vigo, Espanha. Por outro lado disse que a actual classificação serve de alento porque em 2011 alcançou-se a 11ª posição.

“Obviamente que não estou satisfeito porquanto só consciente que a nossa selecção tem um nível para ter um outro lugar. Mas aqui esta a relatividade desportiva. Há três resultados possíveis no desporto (vitória, empate e derrota). Contra o Chile tivemos uma derrota e condicionou aquilo que eram as nossas pretensões. Por isso, não estou satisfeito”, reconheceu.

Orlando Graça referiu que o conjunto saiu desta prova com o sentimento do dever cumprido.

 “Por aquilo que foram as prestações da selecção, o que o cinco nacional expressou em campo a nível da atitude e do comportamento vai dignificar as cores nacionais”, disse.
O seleccionador nacional lembrou que o jogo mais importante da selecção de Angola nestes dois últimos anos, que foi contra o Chile, que infelizmente não conseguiu vencer. Lembrou que no confronto entre as duas equipas neste mundial, Angola remeteu a defesa do Chile à zona dos 6, 25 metros.

“Este é o campeonato, dos três últimos anos, em que sofremos menos golos, marcamos muito mais golos e temos o maior número de vitórias.

Entretanto, fomos relegados para o 9º lugar”, pontualizou.Orlando Graça adiantou que há selecções que têm melhor classificação que Angola e só têm dois jogos ganhos neste mundial.

“São dados que podem analisar e as adversidades que existem no campeonato do mundo em função do posicionamento de cada selecção no seu respectivo grupo”, manifestou.

“Faço uma avaliação normal porquanto os médias têm estado a acompanhar aquilo que é a evolução de Angola neste mundial. Nós tivemos um desaire diante do Chile. Era um jogo, segundo as nossas pretensões, para ganhar porquanto, durante os dois anos de preparação da nossa selecção, com vista este evento, que fique aqui bem claro, as selecções equilibradas ou inferiores a de Angola ganhamos todas e ganhamos de forma clara, tal como foi o dia de hoje frente a Suiça”, explicou.

O técnico sustentou que fica acalentado por saber que é consensual por parte do público angolano e dos órgãos de informação “que a sorte foi madrasta no jogo contra o Chile”. Orlando Graça admitiu, em conferência de imprensa, sábado, na arena do Namibe, que a selecção tem tido muito boas prestações.

“Isto serve de alento e conforto. Estamos gratos por tudo o que tem estado a nos proporcionar. Mas estamos conscientes de que no desporto se vive de resultados positivos. E nós, não tivemos resultados positivos para aquilo que tínhamos perspectivado. Ficamos em 9º, enquanto perspectivámos melhorar o 6º lugar alcançado em Vigo, Espanha”, aclarou.      
                                                    GH


Gerald Brentini

“Objectivo cumprido”


O treinador da Suiça, Gerald Brentini, disse que está satisfeito com o 10º lugar alcançado no campeonato mundial de hóquei em patins, realizado de 20 a 28 deste mês nas cidades de Luanda e Namibe.

“O 10º lugar conquistado aqui no Namibe é satisfatório, em parte, tendo em conta o trabalho que fizemos e as nossas expectativas. Em relação ao resumo do que foram os jogos tenho a dizer que a Suíça conseguiu alcançar os seus objectivos”, afirmou.

“Pelo que puderam notar, no decurso do jogo, faltou mais um pouco de fôlego por parte dos meus atletas. Por outro lado, a selecção angolana é muito forte. Jogou em casa, diante do seu público que aplaudiu desde o primeiro minuto até ao fim. Em suma foi uma boa festa organizada pelos angolanos”, referiu.

Gerald Brentini sublinhou, durante a conferência de imprensa, após o desafio que o nível de organização do evento foi aceitável.

“Gostamos imenso. Foi uma organização fantástica e estamos contentes por isso”, disse.
 
Gerald Brentini acrescentou que Angola é um excelente país. “Pelo ambiente e o acolhimento ficou mostrado que o povo angolano é acolhedor e simpático. Por tratar-se de uma equipa jovem, o objectivo foi alcançado. E vamos continuar com o mesmo trabalho de forma a melhorar a performance da equipa”, assegurou o técnico.

Para o capitão Simon Van Allemen a equipa deu o seu máximo para que as coisas corressem a preceito. Allemen reconheceu que o “cinco” nacional é muito forte. “Mas nós, como grupo, demos o nosso máximo. Porém, foi um jogo excelente e difícil”, referiu.