Jornal dos Desportos

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Angola recupera esperanas

Silva Cacuti - 11 de Julho, 2019

Angolanos voltam a sonhar a manuteno do quinto lugar

Fotografia: Edies Novembro

A selecção nacional voltou à luta pela melhoria do quinto lugar mundial, depois da débil prestação na primeira fase em que foi relegada à disputa de uma liguilha diante da congénere de Moçambique. Angola venceu por 6-1 com favoráveis 2-1 ao intervalo.
Já tinha sido assim no Mundial de 2017. Só que desta vez, foi Moçambique que veio da Taça Intercontinental. Na mesma, os comandados do português Fernando Fallé não deram hipóteses aos do compatriota luso Pedro Nunes. Os números dos confrontos entre ambas equipas favorecem, agora, a Angola que soma três vitórias e um empate, em seis jogos de Mundial.
A história da vitória angolana no sexto jogo entre ambas equipas começou a ser construída aos cinco minutos, quando João Pinto surgiu de caras com Carlos Silva, "keeper" moçambicano. Rematou à primeira e a bola foi rejeitada pelo guardião. Na recarga, marcou o golo. Não havia assistência para grande comemoração.
Quando os de Moçambique tocaram a bola para o reinício do jogo, André Centeno mandou-os voltar ao centro com um golo de belo efeito, depois de interceptar um passe transviado. Estavam decorridos seis minutos.
Três minutos depois, foi a vez de Filipe Vaz, marcar pela equipa vice-campeã africana. Não houve mais nada de realçar até chegar o intervalo.
No retorno à quadra, Angola voltou a oferecer cinco minutos "de paz" aos moçambicanos, que os utilizaram para corridas intercaladas com faltas e remates para longe da baliza defendida por Francisco veludo. Cumprida a trégua, o capitão André Centeno golpeou a baliza moçambicana, aos 31º minuto. Mais quatro minutos, Nery dilatou o paradores para 4-1 e já com o adversário subjugado, Big, de livre directo a castigar uma falta do viril capitão da equipa do Índico, Bruno Pinto, fê-lo com brio. Eram decorridos 38 minutos.
Moçambique beneficiou de um livre directo aos 43 minutos, que Mário Rodriguez não conseguiu bater o guarda redes angolano. A faltarem pouco mais de cinco minutos, Fallé chamou Tino Boy do banco de suplentes e deixou-o jogar. Aos 48 minutos Payero também marcou para assinalar que havia muita Angola para pouco Moçambique.

Fixa Técnica

ANGOLA: 1- F. Veludo, 2-A. Centeno, 3- A. Diogo "Pi", 4- A. Agostinho "Tino Boy", 5- A. Silva "Nery", 6- J. Tavares "Zidane", 8- H. Mendes "Big", 9- J. Pinto "Mustang" e 10- F. Veludo.
TREINADOR: Fernando Fallé

MOÇAMBIQUE: 1-C. Silva, 2-K. Pimentel, 3- P. Martins, 4- N. Araújo, 5- B. Pinto, 6- F. Vaz, 7- M. Rodriguez, 8- F. Nabais, 9- I. Esculudes, e 10- A.Martins

CAMPO: Centro Desportivo Municipal Isaac Gálvez
ÁRBITROS: F. Madureira (Brasil) / J.Pinto (Portugal)
GOLOS: Mustang, André Centeno, Filipe Vaz (Moçambique), Nery, Big e Payero.