Jornal dos Desportos

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Modalidades

Argentina quer manter tradio diante da congnere do Brasil

lvaro Alexandre - 26 de Setembro, 2013

Brasileiros prometem quebrar enguio diante dos argentinos seleco que treminou de forma invicta a fase preliminar da competio

Fotografia: Jornal dos Desportos

As selecções da Argentina e do Brasil voltam hoje, às 16h30, ao Pavilhão Multiusos de Luanda, para se defrontarem na segunda partida dos quartos-de-final do 41º Campeonato do Mundo de hóquei em patins, que decorre no país.

Argentinos e brasileiros vão defrontar-se pela terceira vez nos últimos oito anos, sendo os primeiros favoritos à conquista do passe para as meias-finais.
A selecção do Brasil pretende fazer história. Os pupilos de Miguel Belbruno, de nacionalidade argentina, vão tentar vergar pela primeira vez, nos últimos oito anos, a forte formação argentina.

Reza o histórico entre as duas equipas que a Argentina venceu o Brasil em 2005 por 6-3, na fase de grupos, em 2007, por 2-1, nos quartos-de-finais, e em 2009 por 5-2, nas meias-finais.

No mundial que o país organiza, as duas formações tiveram um histórico diferente na fase preliminar. Os argentinos saíram invictos do Grupo B, disputado na província do Namibe, com três vitórias, nove pontos.

Derrotaram na primeira ronda a França, por 3-1, na segunda a Alemanha, por 5-2, e na terceira o Uruguai, por 7-0.O Brasil foi o segundo classificado da série A, disputada no Pavilhão Multiusos de Luanda, com seis pontos, cujo líder foi a Espanha, com nove.

Os brasileiros tiveram um auspicioso início de prova. Na primeira ronda venceram a Áustria, por 9-0, e na segunda derrotaram  a Suíça, por 4-2. Na terceira jornada, a equipa sofreu derrota com a selecção da Espanha, por 5-3. O seleccionador da Argentina, Carlos Coria, vai utilizar os seguintes hoquistas: 1- Valentin Grimal, 2- Dário Hernandez, 3- Matias Pascual, 4- Paulo Garcia, 5-Carlos Nocolia, 6- Esteban Abalos, 7- Mário Figueroa, 8-Matias Platero, 9- Carlos Lopes e 10 - Daniel Merino.

 O argentino ao serviço do Brasil vai contar como os seguintes jogadores: 1- Marcelo Tova, 2- Rafael Novaes, 3- Derivaldo Neto, 4- André Raposo, 5- Cláudio Selva “Cacau”, 6- Diego Dias “Dieguinho”, 7- Jurandyr da Silva “Didi”, 8- Bruno Mattos, 9-Alan Fernandes e 10- Aurélio Rieger.


HOJE
Chilenos procuram passagem


Chile e Itália jogam hoje às 20h30 no Pavilhão Multiusos de Luanda, para os quartos-de-final do 41º Campeonato do Mundo de hóquei em patins.
Os chilenos venceram na última jornada da fase preliminar a África do Sul, por 10-3, e conseguiram o apuramento para os quartos-de-final, com o segundo lugar do Grupo C. 

Ao fazer uma antevisão deste jogo, o técnico da selecção do Chile, Maurício Llera, garantiu que a sua equipa está preparada para enfrentar a Itália.
“Temos consciência do que é a Itália. Temos uma equipa boa, capaz de enfrentar qualquer selecção. O nosso jogo assenta na união do grupo e no facto de jogarmos sempre no colectivo. Nunca deixamos que o individualismo tome  conta  da nossa equipa”, salientou o treinador chileno.

Interrogado sobre os objectivos nesta fase, o responsável técnico da equipa do Chile disse não ter qualquer tipo de escolha e que está na prova para fazer o seu jogo e chegar o mais longe possível.

Para este jogo dos quartos-de-final estão escalados Lúcio Armijo, Felipe Quintanilha, Diego Miranda, Felipe Castro, Juan Diaz, Bastian Osório, Nicolas Carmona Armando Quintanilha, Nicolas Fernandes e Gonzalo Andrade.

A selecção italiana, que terminou invicta a sua participação no grupo D, disputado no Namibe, está serena para enfrentar o Chile.
“Depois deste resultado (10-0) com o Estados Unidos, os nossos pupilos e toda a equipa estão tranquilos e já estamos prontos para o próximo jogo”, disse o treinador.

Na fase de grupos, a Itália venceu as selecções de Moçambique por 4-1 e a Colômbia por 5-3. Italianos, portugueses, espanhóis e argentinos são os mais sérios candidatos ao título.
Valódia Kambata


CONSTATAÇÃO
Cabral minimiza afastamento


O antigo praticante Maninho Cabral afirmou ontem no Namibe que a ausência de Angola nos quartos-de-final não é considerada fracasso por entender que foi elevada de mais a fasquia quanto aos objectivos neste Mundial de hóquei em patins. Em declarações à Angop, em que abordou a participação nacional na primeira fase da competição, onde foi terceira classificada do grupo C, atrás de Portugal e do Chile, defendeu que se devia estabelecer como primeiro objectivo a melhoria do 11º lugar obtido em San Juan (Argentina) em 2011. Para o antigo praticante, era mais realista defender a classificação anterior, pois evitava-se a pressão psicológica, numa prova em que Angola quase não tinha possibilidades de alcançar o pódio, além do facto das suas concorrentes directas nas posições inferiores serem detentoras de grande domínio técnico e elevada experiência.

“O ideal era definir a melhoria da classificação anterior para evitar a pressão psicológica e depois disputar posições jogo a jogo”, disse o presidente da Associação de Patinagem de Luanda, reiterando que se elevou em demasia os objectivos do combinado nacional neste Mundial. Maninho Cabral, que terminou a carreira desportiva em 1996 no GD da Banca, depois de passagens pelo CDUA, Dínamos, Petro Atlético e Enama de Viana (hoje Juventude de Viana), afirmou que independentemente dos resultados, a participação de Angola nunca se pode considerar fracasso pelos ganhos em infra-estruturas.

APOIO
Equipa tem claque preparada


O consulado da embaixada do Chile em Luanda está a preparar um grupo de apoio para os próximos jogos da sua selecção. Mais de 60 apoiantes já estão mobilizados e prontos para apoiar a equipa amanhã no Pavilhão Multiusos de Luanda.

O técnico da equipa chilena elogiou publicamente o comportamento do povo angolano e, por isso, espera pelo seu apoio nos próximos desafios.
“Os angolanos são maravilhosos. Mesmo ganhando à sua selecção, sempre nos respeitaram e não foram hostis connosco. Este povo deu mostra de ser muito amável e por isso contamos com o seu carinho neste jogo com os italianos”, disse.