Jornal dos Desportos

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Modalidades

Bilhetes para o campeonato registam procura desenfreada

João Francisco - 24 de Setembro, 2013

uca assistência enquanto público procura pelos ingressos.

Fotografia: Jornal dos Desportos

Os organizadores do 41.º Campeonato Mundial de Hóquei em Patins têm vindo a público afirmar que os bilhetes de acesso tanto ao multiusos de Luanda bem como ao do Namibe estão esgotados.

Contudo, dos jogos realizados constatam-se muitos lugares vazios quer no pavilhão de Luanda quer no Namibe.
Este aspecto, assim como o excesso de zelo das forças de segurança, por exemplo, são considerados “pontos fracos”, e devem ser urgentemente melhorados sob pena de se passar uma mensagens errada sobre um evento que já ganhamos.

Divulgamem-se os locais de venda dos ingressos e, se estão “engavetados”, deve haver um esforço para os levarem ao público que está ávido de dar o seu contributo à nossa selecção nacional, que também precisa do conforto do “sexto” jogador para cumprir o seu objectivo em campo.

Um outro pormenor que salta à vista de quem se dirige ao multiusos de Luanda é que não existem bilheteiras para a venda dos ingressos.

A informação dos organizadores é de que os bilhetes foram vendidos em quase todas as agências do Banco de Poupança e Crédito (BPC) e na Cidadela Desportiva. Um dos inconvenientes da não-circulação fluente dos ingressos em bilheteiras apropriadas tem levado a que muitos “oportunistas” comercializem os mesmos a preços exorbitantes, a partir de 3.000,00 Kwanzas, como já testemunhámos, quando o tecto mínimo é de 200,00 kwanzas e o máximo 2.000,00 kwanzas.


NAMIBE
Organização convida
alunos a assistir jogos


O Pavilhão Welwitschia Mirabilis do Namibe registou domingo presença razoável de pessoas para assistir à abertura da primeira jornada das séries B e D do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins.

No jogo que opôs as selecções dos Estados Unidos e da Colômbia, da série D, algumas cadeiras estiveram vazias.
O Jornal dos Desportos apurou que a organização do evento fez tudo no sentido de haver uma grande afluência do público no arranque da prova na cidade do Namibe.

A empresa encarregue da venda dos bilhetes, a SINFIC, distribuiu, segundo apurou o JD, ingressos para comercialização nas províncias vizinhas do Cunene, Huíla, Benguela e Huambo.

Essa condição fez com que os bilhetes nestas províncias marcassem presença no Pavilhão do Namibe apenas para assistir aos primeiros jogos.
Segundo uma fonte próxima da comissão preparatória local, para aumentar o número de espectadores, prevê-se a mobilização de alunos de diferentes instituições de ensino público e privado, devendo estes serem dispensados no período da tarde para apoiar as selecções presentes no Namibe.

MENSAGEM 
Mundial vai dinamizar o desporto em Angola


A mensagem que os organizadores do 41.º Mundial de hóquei em patins querem fazer passar à sociedade é de que “este evento, com esta modalidade, vai dinamizar o desporto em Angola, proporcionando às gerações presentes e futuras uma oportunidade de olhar para o hóquei em patins como um grande desporto a praticar.

Não só o evento apresenta o hóquei como um desporto dinamizante, mas também demonstra que, atrás de si, vem o dinamismo económico que inclui desde logo os investimentos em infra-estruturas, como se pode ler num desdobrável que está a ser difundido um pouco por toda parte.

“Angola, representada pela Federação Angolana de Patinagem (FAP), mostra, uma vez mais, ser merecedora da confiança do CIRH (Comité Internacional de Rink-Hockey)”, lê-se na mensagem que está a ser passada.
JF

COBERTURA
Fotógrafos têm dificuldades

Os repórteres fotográficos do semanário “O continente” e do Jornal “Factual” viveram algumas dificuldades no dia da abertura do 41º campeonato do Mundo, tendo inclusive de partilhar o mesmo colete para poderem cobrir o jogo de Angola frente a Africa do Sul.

Os dois fotógrafos utilizaram o mesmo colete – um na primeira parte e outro na etapa complementar - no jogo. 
Mas não são só os media privados que estão a viver momentos de “grande aflição”. Grande parte dos jornalistas foram vítimas do excesso de zelo das forças de segurança ou similares destacados, principalmente, no multiusos de Luanda.

Todas as credenciais dos jornalistas passadas pelo Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM) são bem claras quanto às áreas de acesso e de trabalho dos profissionais da informação.

As credenciais na sua maioria têm as áreas de acesso devidamente numeradas, ou seja, com os números 3, 6, 7, 8 e 9.
O número 3, por exemplo, dá acesso à área pública, o 6 à tribuna de imprensa, o 7 ao centro de imprensa, o 8 à área de transmissão, mas quando os jornalistas se dirigem às portas do multiusos são confrontados com outras “regras-do-jogo”.
    JF