Jornal dos Desportos

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Carros publicitários animaram ruas da capital

Silva Cacuti - 26 de Maio, 2013

Angolanos responderam de forma positiva ao apelo da Associação Amigos do Bem

Fotografia: Eduardo Pedro

Muito cedo, por volta das 7h00 de ontem, era visível alguma movimentação junto à tribuna que está nas imediações do Largo da Independência. Eram membros da associação “Amigos do Bem” que trabalhavam para a actividade cujo início estava previsto para as 10h30.
Na véspera tinham feito o trabalho de casa junto das administrações municipais, tinham cadastrado, pode dizer-se assim, todos os patinadores de rua e federados.

Os membros da associação criaram condições logísticas. Som. Comes e bebes. Policiamento. Emergências médicas. Era necessário assegurar a integridade física dos participantes.
Hélder Balsa, presidente da associação e Damásio Caissara, da federação, têm o mérito do sucesso da passeata que assinalou o 25 de Maio, Dia de África, e que serviu de apoio à realização do mundial de hóquei em patins.

Aos poucos, os participantes começaram a chegar. Dos municípios e distritos de Luanda vinham transportados em táxis, que na véspera tinham sido engalanados com as cores do mundial.
Um após outro, vinham abarrotados de patinadores que, à chegada, eram ordeiramente encaminhados para a recepção de patins.

Maria Barbosa “Manu”, vice-presidente da associação, disse-nos que foram distribuídos cerca de 1.200 pares de patins.
Por volta das 10h30 estava tudo preparado. Patins nos pés, carro pronto a arrancar, escuteiros nos postos, só faltava o discurso.

Hélder Balsa, líder do movimento associativo, agradeceu o apoio dos clubes, da federação, da polícia, Emergências Médicas e reiterou os propósitos da passeata. “A realização deste acontecimento visa celebrar o dia do nosso continente e ao mesmo tempo apelar aos angolanos a adoptarem uma postura cívica elevada, fazerem presença nos campos onde se disputam os jogos do mundial”, disse.

Hélder Balsa expressou uma palavra de carinho ao Presidente da República, José Eduardo dos Santos, pelo “forte empenho e grande carisma de liderança que à frente do Executivo tem vindo a preparar cuidadosamente todas as condições para que a realização do mundial seja um êxito”.
O discurso soou como tiro de largada e os participantes, cerca de 3.000, fizeram-se à estrada, ao som de boa música e palavras de incentivo que vinham do carro publicitário. 
O trânsito na Ho-Chi-Minh parou. Lentamente, a passeata percorreu a avenida, no sentido do shoping Chamavo, entrou na Alameda Manuel Van-Dúnem e contornou junto à Anangola. Quedas e queixas pelos patins novos não faltaram. Os casos aparentemente mais complicados eram entregues às Emergências Médicas. Outros levantavam-se depois da queda, uma sacudidela e voltavam a integrar a passeata. Alguns preferiram fazer gincanas ao longo do percurso. A música era alta e atraía os moradores das redondezas que saíam para assistir.

O carro publicitário ia na frente e logo a seguir estava a mascote e um porta-bandeira. Depois os patinadores. Alguns de bicicleta e os táxis engalanados seguiam atrás. Damásio Caissara fez o percurso quase todo a pé e às vezes de “kupapata”. Estava suado no final. 


ADESÃO

Números da passeata


Cerca de 5.000 pessoas responderam ontem ao chamamento da Associação Amigos do Bem para saudar o Dia de África e apoiar a realização do Campeonato do Mundo. Cerca de 3.000 eram patinadores, dos quais 300 federados. Os demais eram escuteiros, dirigentes, jornalistas, equipa médica e bombeiros.

Por municípios e distritos, o Cazenga foi o que mais patinadores levou à passeata, com registo de 700. Kilamba Kiaxi e Cacuaco levaram, cada um, 80 patinadores. Do Sambizanga saíram 60, Samba, 50;  Icolo e Bengo, 25; Rangel, Belas, Viana e Maianga levaram, cada um, 20 patinadores. Da Quissama vieram dez patinadores.

Os escuteiros da região de Luanda marcaram presença com 194 jovens, dos quais 67 caminheiros, 97 seniores, 18 juniores e 12 dirigentes.
O Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA) fez a cobertura médica com um corpo de 15 elementos. Equipado com quatro viaturas, duas de suporte básico e outras de suporte avançado, o INEMA trouxe nove enfermeiros, quatro técnicos e dois médicos.

Américo Satâmbwe, médico em serviço, disse que foram registados quatro casos, um dos quais precisou de evacuação para o Hospital do Prenda. Era uma entorse, no pé de uma senhora de 46 anos. Outros casos foram uma escoriação, uma contusão muscular e uma cãibra. 
 S.C