Jornal dos Desportos

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09 de Julho, 2013

Credenciação dos profissionais de imprensa para a cobertura do 41º Campeonato Mundial

Fotografia: Jornal dos Desportos

O processo de credenciação dos profissionais de imprensa para a cobertura do 41º Campeonato Mundial de Hóquei em Patins, que Angola alberga de 20 a 28 de Setembro, tem início no próximo dia 15, disse ontem à Angop o porta-voz do Comité Organizador do Mundial.

 Pedro Azevedo referiu que nesse mesmo dia é realizada uma conferência de imprensa, onde vão ser abordados os métodos a seguir para a credenciação, regulamentos e outros assuntos da competição que, pela primeira vez, se realiza em África.

A acreditação vai ser feita exclusivamente através do site oficial do comité organizador cohoquei, http://mundialhoqueiangola2013.com/. Angola figura no grupo C, junto das selecções do Chile, Portugal e África do Sul com a qual se estreia a 20 de Setembro, em Luanda.


A ABRIR  
Jogos Escolares publicitam Mundial


O Ministério da Educação tenciona levar a mascote do Mundial de Hóquei em Patins “Caissarinha” aos VII Jogos Escolares, a decorrerem na província do Uíge de 19 a 30 de Agosto, tendo em vista a divulgação do maior evento desportivo a acontecer em Angola. Segundo o chefe do Departamento de Educação Física e Desporto Escolar do Ministério da Educação, Pedro Agostinho, que falava à Angop, em Luanda, sobre o envolvimento deste sector no Mundial de Hóquei em Patins, o Ministério vai aproveitar a realização dos VII Jogos Escolares para divulgar junto dos mais de mil alunos de diferentes províncias do país a realização deste magno evento, que o país vai albergar nas províncias de Luanda e Namibe. 

De acordo com o responsável, muitos alunos desconhecem a realização do campeonato em Angola, enquanto outros estão a saber agora. “Vamos aproveitar esta oportunidade para levar a mensagem, uma vez que vão estar envolvidos mais de mil estudantes nos jogos. “Estamos em conversações com o Comité Organizador do 41º Campeonato do Mundo em Hóquei em Patins (Cohóquei) e se tudo correr bem vamos levar a Caissarinha ao Uíge”, realçou.

Além disso, Pedro Agostinho referiu que, com a divulgação do Mundial já se vêem nas ruas de Luanda muitas crianças a andar de patins, pressupondo, num futuro, mais atletas a praticarem Hóquei em Patins, para o bem do país. Esperar, ainda, um comportamento positivo por parte dos estudantes e do público em geral que vai deslocar-se aos pavilhões para assistir aos jogos para o bem do torneio.

Comité Paralímpico
leva mascote às províncias

Caissarinha vai percorrer todo do país, numa promoção do CPA


Opresidente do Comité Paralímpico disse ser importante que os angolanos tenham conhecimento e se identifiquem com a prova. A mascote do 41º Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins “Caissarinha”, que Angola alberga de 20 a 28 de Setembro, nas cidades de Luanda e Namibe, vai percorrer todas as províncias do país, numa promoção do Comité Paralímpico Angolano, anunciou ontem à Angop, em Luanda, o presidente Leonel Pinto.

Ao falar a propósito do estado de preparação do campeonato, afirmou tratar-se de uma actividade que engrandece Angola enquanto nação em paz e em desenvolvimento, motivo pelo qual o CPA se junta ao Comité Organizador (Cohoquei) para que o evento seja organizado de forma exemplar, explicando que o périplo da mascote deve acontecer o “mais breve possível”.   

O também presidente do Comité Paralímpico Africano disse ser importante que os angolanos, sem excepção, tenham conhecimento e se identifiquem com a prova, acrescentando que divulgando a Caissarinha a mensagem chega mais depressa ao público, pela forma alegre como se apresenta, assim como a sua imagem sugestiva.

“É responsabilidade de todos os angolanos, de Cabinda ao Cunene, porque o mundial abrange uma dimensão que ultrapassa o aspecto desportivo. Trata-se também de uma oportunidade de mostrarmos a nossa cultura numa Angola em paz e em reconstrução nacional”, frisou.

Quanto aos ganhos, Leonel Pinto enumerou o interesse pela prática da modalidade que se nota em várias províncias do país, as infra-estruturas construídas nas cidades sedes (Pavilhão de Luanda com capacidade para 12.720 espectadores e Namibe para três mil), além dos recintos em reabilitação para treino das 16 selecções participantes.

Sobre os resultados desportivos, disse acreditar numa participação que atinja o objectivo preconizado pela Federação (quartos-de-final), alertando, no entanto, para as dificuldades a encontrar em função do nível competitivo de selecções como Portugal, Espanha, Itália e Argentina. Para ele, os resultados alcançados pela selecção nacional durante os estágios e torneios internacionais, o último dos quais obteve em Abril o inédito terceiro lugar no torneio de Montreux (Suíça), demonstram a capacidade desportiva da Selecção.

Namibe e o Mundial
Rede hoteleira à altura das exigências

Hotel do Infothur é a principal unidade para acolher as delegações do campeonato



A menos de dez quilómetros do centro da cidade, a sul da província, bem perto à beira da Praia Amélia, nasce um novo hotel de três estrelas com vista para a baía do Namibe e com mil maravilhas para apreciar. Trata-se de uma das unidades hoteleiras que vai acolher as selecções que disputam as séries B e D da fase preliminar do Mundial de Hóquei em Patins - rolangola 2013, em Setembro próximo.

Com três andares e 126 quartos disponíveis, o hotel abre as portas ao público a partir do dia 15 de Agosto, exactamente 36 dias antes do início da competição, de acordo com o empreiteiro. A unidade contempla outros serviços como restaurante, salas de conferência, piscina, ginásio, parque de estacionamento e zona de lazer, com um vasto espaço verde.  O hotel, pertence ao Instituto Nacional de Fomento Turístico (Infothur), está a ser construído desde 2011, mas a obra ficou parada durante vários meses por falta de verba. As obras reataram no princípio deste ano, para apoiar o Mundial de Hóquei em Patins que pela primeira vez se realiza no continente africano.

Até há poucos dias pairava a dúvida em relação ao acabamento da referida unidade hoteleira e da abertura das portas antes do campeonato, mas a última visita realizada pelo Comité Internacional de Rink Hockey ao local serviu para afastar todos os receios, pelo que a província do Namibe mereceu um voto de confiança, com a notícia de que vai poder acolher dois grupos durante a competição. A boa nova foi dada por Harros Strucksberg, presidente daquele órgão reitor da modalidade no Mundo, que chefiou a delegação. O hotel do Infothur era, de facto, a unidade que mais preocupava as autoridades nacionais e internacionais, devido ao atraso que se verificava na empreitada por altura da primeira visita do CIRH, em Fevereiro passado. 

Entretanto, as obras estão avançadas e o empreiteiro, a empresa chinesa Sinomach, garante que o hotel vai ser entregue até ao próximo dia 15 de Agosto.
Em declarações à imprensa, no final do trabalho de campo, Harros Strucksberg felicitou as autoridades governamentais da província do Namibe e à Federação Angolana de Patinagem pelo esforço empreendido, o que tem permitido cumprir com os prazos avançados para a conclusão das obras.

Ainda são desconhecidos os preços a serem praticados na referida unidade, mas o ministro da Hotelaria e Turismo, Pedro Mutinde, garantiu, na última visita efectuada pela Comissão Interministerial para o Mundial de Hóquei, que os mesmos não fogem muito aos praticados em unidades similares e de referência no país.

HÓTEIS
Chik Chik é o mais bem equipado


Para além do novo hotel que está a ser erguido na zona da Praia Amélia, a província do Namibe conta com outras unidades que devem acolher delegações e equipas de apoio ao 41º campeonato do mundo de Hóquei em Patins. O hotel Chik Chik é referenciado como o principal e melhor equipado hotel do Namibe nos últimos tempos. O hotel Chik Chik está situado no centro da capital da província, num edifício de 14 andares. A sua categoria é de quatro estrelas e conta com 77 quartos, entre os quais uma suite presidencial.

A unidade dispõe igualmente de serviços de estacionamento privativo, salas de conferência e piscina. Os preços variam entre os 16.000 e os 32.000 Kwanzas. A suite presidencial custa mais de 200.000 Kwanzas. De acordo com a directora provincial do Comércio, Hotelaria e Turismo, Amélia Camunheira, o hotel Chik Chik pode igualmente acolher algumas das comitivas para o Mundial. Outra unidade de referência no Namibe é o hotel Moçâmedes, também localizado em zona privilegiada do centro da cidade.

O mesmo dispõe de 27 quartos e é um dos mais antigos da província. Dispõe de preços mais acessíveis, que vão desde os 14.000 Kwanzas. Para além destes, Namibe comporta ainda o hotel Catequero que carece de obras de restauro. O Namibe conta também com várias hospedarias, algumas das quais com vista privilegiada para o mar, como a Pensão Diverse, Lodge Praia Amélia, Flamingo Lodge, entre outros. Os preços variam dos 10.000 aos 20.000 Kwanzas, a diária.

A FIGURA
Elisa Webba Torres
“Arbitragem angolana tem estado a evoluir ”


A vogal da Comissão executiva do Comité Olímpico Angolano (COA) e chefe do departamento do andebol do Petro de Luanda, Elisa Webba Torres, acredita numa boa representação da arbitragem angolana no campeonato do Mundo. A integrante da comissão organizadora da Associação Mulher e o Desporto e antiga internacional pelo clube tricolor e pela da selecção de andebol feminino enalteceu no espaço “A Figura”, a possibilidade de constar uma senhora entre os árbitros nacionais para a competição.

Qual é a sua opinião sobre a possibilidade de Angola estar no campeonato do mundo com quatro árbitros?

“Só o facto de serem reconhecidos como árbitros com qualidade para apitarem no mundial é uma mais-valia para o país. Os árbitros nacionais têm evoluído muito e fruto do seu trabalho também é que temos uma boa selecção, porque os árbitros acabam por incutir nos jogadores também uma acção pedagógica”.

Entre os árbitros escolhidos uma é senhora, o que é que isto representa para a Associação Mulher e o Desporto?
“É um bom sinal, porque a partir da árbitra Patrícia Costa outras mulheres podem apostar na arbitragem do hóquei em patins e nós, pela associação, podemos incentivar mais mulheres a aderirem à arbitragem”.

Qual é a perspectiva sobre a participação da selecção nacional na prova?
“Acompanhei os últimos jogos da selecção durante a preparação e pude ver que está motivada. Os atletas têm a responsabilidade de dar o seu melhor e de ir ao encontro da expectativa do povo e da competição em si. Acredito que vai fazer aqui um bom resultado, até porque vai jogar em casa e este factor tem o seu peso a nível dos atletas”
Vladimir Prata