Jornal dos Desportos

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Modalidades

Curso sobre segurana policial encerra na provncia do Namibe

Joo Upale| Namibe - 31 de Agosto, 2013

Efectivos da Polcia Nacional terminaram a formao com sucesso para o mundial

Fotografia: Jos Cola

O curso visou dotar os formandos de princípios e níveis de intervenção que lhes permite actuar com profissionalismo e isenção, para a inseção na comunidade como intervenientes de um ambiente pacífico e festivo no decorrer de todas as actividades que vão mobilizar os aficionados da modalidade, durante o campeonato do Mundo, que arranca no dia 20 deste mês.

Por outro lado, os formandos tomaram contacto com matérias ligadas às especialidades para reforçar o seu desempenho e garantir a eficácia dos resultados do trabalho policial.

Ainda com relação a garantia de segurança do Campeonato Mundial foram realizados cursos para chefes de objectivos, cápsulas e especialistas dos vários órgãos da Delegação provincial do Ministério do Interior, num total de 500 efectivos.

Uma outra formação visou a criação de Assistentes de Recintos Desportivos (ARD), num total de 114 jovens de vários estratos da sociedade civil. O curso encerrou ontem abordou temas como “Ética comportamental,” “ Técnica de informação,” “Segurança contra incêndio e evacuações,” “Gestão de multidões,”  “Eventos públicos, privados e policiamento de espectáculos” e “Organização de confronto  operativo”.

De acordo com o comunicado da Polícia, em cumprimento da Directiva Anual de Instrução e Preparação das Forças Policiais para o ano de 2013, foram feitos programas específicos de seminários de superação técnico – profissional, para as áreas da Investigação Criminal, com 96 horas, desenvolvidas em 24 dias úteis, Trânsito com 720 horas em 30 dias, Serviços de sectores, com 198 horas em 33 dias e motoristas com 198 horas em 33 dias úteis.

O sistema de avaliação visou a vertente teórica e prática. Os resultados da avaliação foram considerados positivos, na generalidade com 97 por cento.
Foram prelectores, oficiais seniores de alguns Órgãos Centrais da PN, nomeadamente, GEIA/PN e Serviços Protecção Civil e Bombeiros, Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC) e Direcção Nacional de Viação e Trânsito (DNVT), mais 15 oficiais superiores, subchefes e agentes da Polícia Nacional.


História dos mundiais


(3ª Edição)
À conquista
de Portugal

A terceira edição do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins disputou-se em Lisboa, coincidiu com o regresso do campeonato europeu que tinha parado desde a última edição em Montreux.

A prova trouxe um quadro diferente, em relação às performances dos interventores da modalidade antes da segunda guerra mundial.
A Inglaterra que dominava tudo apareceu em Portugal mais fraca e anotaram as suas primeiras derrotas em provas mundiais, o que não aconteceu na primeira, e segunda edição.

Os ingleses foram goleados por Portugal, Bélgica e Espanha, num claro sinal de que a guerra tinha mexido com as estruturas da modalidade naquele país.

Mas o mundial de 1947 trouxe a afirmação do hóquei em patins português. Portugal venceu simultaneamente o mundial e o europeu, a partir daí a população portuguesa ficou definitivamente conquistada por este bonito e emocionante desporto, o qual passou a ser unanimemente considerado modalidade nacional.

A prova disputou-se de 18 a 24 de Maio e contou com o mesmo número de equipas que as edições anteriores, sete. O molde de disputa, todos contra todos a uma mão permitiu que se realizassem 21 jogos, em que se marcaram 122 golos, uma média de 5,81, por jogo. Portugal sagrou-se campeão, a Bélgica e a Espanha inscreveram seus nomes no quadro de honra ao arrebatarem as primeiras medalhas, respectivamente de prata e bronze. A Itália acabou relegada para a quarta posição e a Inglaterra foi atirada para a quinta. França e Suíça completaram a classificação.


(4ª Edição)
Egipto assinala
presença africana

Novamente coincidente com o campeonato europeu e com a Taça das Nações, a quarta edição do mundial foi jogada em Montreux Suíça, de 24 a 30 de Março de 1948, com a particularidade de ter inscrito a primeira equipa não europeia, o Egipto.

A Holanda marcou igualmente a sua estreia na competição. Não foi mais do que inscrever o seu nome no quadro da competição já que, em oito jogos, os holandeses deixaram Montreux sem apontar qualquer golo e a derrota menos expressiva foi de 0-5, diante do estreante Egipto.

A Inglaterra que na terceira edição tinha sido goleada, 0-3, por Portugal, venceu a equipa portuguesa por 2-1 e despediu-se do pódio mundial com a medalha de prata que logrou conquistar. Nunca mais os ingleses chegaram perto do pódio.

A prova registou 36 jogos, em que se marcaram 285 golos, com uma média de 7,92 golos por jogo. A classificação geral ficou assim ordenada: 1- Portugal, 2- Inglaterra, 3- Itália, 4- Espanha, 5- Bélgica, 6-Suíça, 7- França, 8- Egipto, 9- Holanda.
Silva Cacuti