Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Dia de decisão

Silva Cacuti - 28 de Setembro, 2013

Multiusos de Luanda testemunha hoje o encerramento da 41ª edição do Campeonato do Mundo de hóquei em patins realizado pela primeira vez em terras africanas

Fotografia: Jornal dos Desportos

Caiem hoje as cortinas sobre o primeiro Campeonato do Mundo de hóquei em patins que o continente africano, através de Angola acolheu. Na final, um habitual cliente, a Espanha, que, diga-se, passeou a sua classe.

Argentinos e espanhóis estão a fazer um dueto de finalistas que dura há duas edições. A jogar em casa, Vigo 2009, a Espanha venceu os sul-americanos na final por 3-1 e, na última edição, em casa do adversário os pupilos de Carlos Ferriche venceram por 2-1.

Estes registos recentes fazem da campeã em título a grande favorita.Mas a irreverência do jogo argentino, e a motivação depois da vitória sobre Portugal na meia-final, atendendo que os tugas jogavam, como que num ambiente caseiro, pode permitir aos argentinos sonhar.

Um sonho que cada uma das equipas alimenta, ser o primeiro campeão em terreno "neutro", diferente daqueles em que cada um já experimentou.
A Espanha tem hoje a oportunidade de descolar-se de Portugal no ranking mundial em que cada um ostenta 15 títulos. A Argentina, por sua vez procura a sua quinta conquista.

Na conferência de imprensa, após o jogo com o Chile, o técnico espanhol disse que não tinha preferência, entre argentinos e tugas. Aos argentinos a pergunta era desnecessária, porque enquanto defrontavam Portugal já conheciam o seu adversário da final.

Hoje, são elas. O público é chamado para presenciar o que há de melhor no hóquei em patins mundial. Um Espanha-Argentina não se vê todos os dias e nem em qualquer palco.

Nenhuma das equipas poderá dizer que vencer o mundial foi fácil, a julgar pelos índices competitivos que já foram avançados, como tendo sido muito altos.

Antes, as equipas de Portugal e Chile defrontam-se para definir o terceiro lugar. O Comité organizador prepara uma cerimónia de encerramento que se espera animada por motivos da cultura angolana e universal, numa sintonia com a patinagem. Portugal e Chile batem-se para o terceiro lugar.


Luanda
Itália vence a França


Com um golo a ser marcado no último segundo do jogo, a Itália conseguiu vencer a França, por 6-5, ganhando assim o direito de disputar o quinto  lugar hoje, diante do Brasil.

 Mas ainda assim, foi a França mais concentrada, que chegou ao primeiro golo aos 10 minutos por intermédio de Mathieu Le Roux que numa jogada individual, aproveitou para inaugurar o marcador.  O terceiro golo dos gauleses surgiu aos 18 minutos de penalti convertida por Anthony Webber, a castigar uma falta  da defesa italiana  sobre  Cirilo Garcia. Com dois golos a mais em relação ao seu adversário, os franceses  foram para o intervalo descansados.

os Italianos voltaram com maior determinação e agressividade. Aos 22 minutos Frederico Ambrosio fez o segundo golo da sua equipa . 3’ minutos depois  Davide Motaran  fez o golo do empate.

 Com esta golo a França ficou desconcertada   e abriam espaço para  os italianos  marcarem o quarto golo  por intermédio de Mattia Cocco. Desta forma a Itália vai discutir com o Brasil o quinto lugar deste mundial, hoje, às 17 h15, no Arena de Luanda.    
Valódia Kambata




Espanhóis qualificados para a final

A  selecção espanhola voltou a confirmar o favoritismo no 41º Campeonato Mundial de hóquei em patins ao bater, ontem, nas meias-finais o Chile por 7-0 no pavilhão multiusos de Luanda. A vitória coloca os tetra-campeões mundiais na final do primeiro campeonato do mundo que se realiza em África.

O equilíbrio marcou a etapa inicial do jogo. Os sul-americanos inquietaram a baliza espanhola com contra-ataques. O guarda-redes dos tetra-campeões era “muro” autêntico. A resistência dos chilenos durou treze minutos e “venderam” cara a derrota.

Com mais discernimento, os espanhóis apostaram em jogadas rápidas e aos 14 minutos inauguram o marcador através de Androer. O “carrocel” continuou activo e Jorge Bargallo ampliou para dois. Pedro Gil engordou as contas e fechou o resultado da primeira parte.

No reatamento, a “fúria” dos espanhóis aumentou de intensidade. Aos quatro minutos, Perez ampliou para quatro golos a zero. Animados pela liderança do placard, o jogo ganhou velocidade e Mac Gual, com um potente remate do fundo da rua, introduziu a bola à baliza do guarda-redes chileno. O resultado subiu para cinco bolas a zero.

O treinador da selecção chilena “ordenou” os seus pupilos a jogar nos flancos, mas a boa defesa espanhola bloqueou todas as investidas. À medida que o tempo ocorria, os chilenos desconheciam a via para o golo de “honra”.

A Espanha volta a tomar a iniciativa do jogo e colocou os chilenos à defesa. A perícia dos atacantes da selecção tetra-campeã mundial levou ao descobrimento do “caminho” para os golos.

Com jogadas rápidas, passes curtos e certeiros, Jepi Selva entra nas contas das estatísticas, elevando o resultado para seis zero. Inconformado, Barroso aproveitou um belo passe do colega e inscreveu o seu nome na lista dos artilheiros. A Espanha fecha as contas em 7-0. Dos dez atletas inscritos e prontos para o jogo, apenas três não marcaram. Os sete outros marcaram ao Chile.
 JOÃO FRANCISCO


FICHA TÉCNICA

Pavilhão: Multiusos de Luanda
Arbitragem:…
Assistência: cerca de 800 espectadores

ESPANHA: 1- Sergi Fernandez, 2- Antonio Perez (1), 3- Marc Gual (1), 4- Xavier Barroso, 5- Josep Selva (1), 6-Jordi Bargallo (1), 7- Jordi Adrohe (1), 8- Enric Torner (1), 9- Pedro Gil (1) e 10- Carlos Grau.
Treinador: Carlos Feriche

CHILE - Lúcio Armijo, 10- Felipe Quintanilha, 2- Diego Miranda , 3- Felipe Castro, 4- Juan Diaz , 5- Bastian Osório, 6- Nicolas Carmona, 7- Armando Quintanilha , 8- Nicolas Fernandes  e 9-Gonzalo Andrade.
Treinador: Maurício Llera

MARCA DE MARCADOR
Intervalo: 3-0
Resultado final: 7-0


REACÇÕES
Embaixadora
de Espanha convicta


A Embaixadora de Espanha em Angola, Júlia Alice Holbo Romero, a espectadora VIP da primeira meia-final, disse que a selecção do seu país é uma das mais fortes presentes na 41ª edição do Campeonato Mundial que Angola organiza em nome do continente africano.

“Não quero arriscar quem vai ser o adversário da Espanha na final, mas a Argentina, que foi segunda classificada no 40º Mundial, é também um adversário a ter em conta a par de Portugal”, acrescentou a diplomata espanhola.

A Embaixadora de Espanha desvalorizou a rivalidade existente entre a Espanha e Portugal. Segundo Júlia Alice Holbo Romero, a diferença dos últimos campeonatos deve prevalecer também neste campeonato.
JOÃO FRANCISCO


DETERMINAÇÃO
Adeptos estão confiantes


Os adeptos espanhóis presentes no pavilhão multiuso de Luanda foram unânimes em afirmar que a sua equipa é a principal favorita à vitória no 41º Campeonato Mundial.

“Sempre acreditei na nossa selecção, pois tem na galeria quatro troféus de campeonatos mundiais consecutivos. Esta vantagem (de quatro últimos títulos mundiais ganhos) faz a grande diferença entre nós e Portugal, que também tem quinze títulos ganhos como Espanha no ranking”, disse um adepto espanhol.

Outro adepto com dupla nacionalidade (angolana e portuguesa, mas casado com espanhola) disse que estar completamente dividido, sem saber em que lado ou país devia posicionar-se.

“Vivi em Portugal e também em Espanha; sou também angolano, mas a minha família (esposa e filhos) são de Espanha. Depois de torcer pela Espanha, agora vou torcer para a outra metade da família que é portuguesa”, disse o espectador contrariado que não deixou também de lamentar o afastamento da selecção nacional de Angola.
 JOÃO FRANCISCO