Jornal dos Desportos

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Girabola pode publicitar Mundial de Setembro

Silva Cacuti - 19 de Abril, 2013

O Comité Organizador do 41º campeonato mundial de hóquei em patins

Fotografia: Jornal dos Desportos

O Comité Organizador do 41º campeonato mundial de hóquei em patins, que Angola acolhe de 20 a 28 de Setembro, ganhou ontem alguns parceiros de peso nas acções para a publicitação da prova. Os actos de solidariedade foram anunciados durante a apresentação de informações sobre o processo organizativo feita por Carlos Alberto Jaime “Calabeto”, coordenador da Comissão Executiva do Mundial, durante a sessão do segundo dia do VII Conselho Consultivo do Ministério da Juventude e Desportos.

“Todos os eventos desportivos que se realizam a partir de agora devem servir de palcos para publicitar a realização do mundial. Penso que é obrigação, enquanto amantes do desporto, pôr à disposição do hóquei em patins as condições para que a actividade de marketing, de publicidade possa surtir o efeito necessário. Daí ter proposto que os campos de futebol serão, com certeza, um palco ideal para esta actividade. Vamos estar de mãos dadas com o hóquei em patins, não só nesta actividade, mas noutras. Isto pode ser feito através de painéis publicitários que serão colocados nos estádios em todas as jornadas do Girabola”, disse.

Consciente de que a realização de uma competição de nível mundial é algo que traz ao país muito prestígio, o líder da FAF defende que todos os sectores do país deviam estar mobilizados para transformar a prova “num evento de qualidade, que tenha divulgação, independentemente dos resultados desportivos”.

Elizeu Major, secretário-geral da Federação de Futsal, convidou o comité organizador a fazer presente a “Kaissarinha”, no bairro Popular, onde está a realizar eventos para a captação de talentos. Na ocasião, Mário Rosa, secretário-geral do Comité Olímpico Angolano, também se disponibilizou a levar a mensagem do mundial às reuniões agendadas a nível da ACNOA e Comité Olímpico Internacional.

Durante a sua apresentação, Calabeto apontou aspectos organizativos nos domínios técnico-desportivos em que foi dada prioridade ao início da preparação da selecção nacional.
O orçamento e andamento da construção dos pavilhões em Luanda, Namibe e Malange; a criação de uma comissão de acompanhamento das obras; o trabalho de divulgação do mundial durante o campeonato europeu e a Taça das Nações de Montreux; a cerimónia de apresentação do mundial, foram assuntos que dominaram o informe de Carlos Alberto Jaime, que é também presidente da Federação Angolana de Patinagem (FAP).


Defendido no Namibe
reajuste do calendário


A 41ª edição do campeonato do mundo de Hóquei em Patins a decorrer no país, de 20 a 28 do próximo mês de Setembro nas cidades de Luanda e do Namibe, acontece em pleno período de aulas, factor que pode reduzir a presença de espectadores nas arenas. O adepto José Ferreira de Almeida defende a presença maciça da juventude nas arenas desportivas e para tal sugere que a calendarização dos jogos ou das aulas deve ser reajustada para o bem da competição mundial.

“O meu temor prende-se com o arranque da competição que surge no período de aulas, porque quem pode encher os estádios é principalmente a juventude escolar”, frisou. José Ferreira de Almeida defende que se encontre um meio-termo, sugerindo a entrada grátis para essa franja da sociedade, que de uma ou de outra maneira possa contribuir com suas ovações, para empurrar a selecção nacional para a vitória.  
José Ferreira de Almeida recuou no tempo e no espaço para comparar o que aconteceu na Argentina no último certame do género, “onde houve entrada grátis da juventude nos pavilhões desportivos”.

José Ferreira de Almeida afirma que o povo angolano gosta do hóquei de patins e vai encher as arenas “para não dar uma imagem de vazio”. “A juventude estudantil vai fazer falta, não só para empurrar a nossa equipa para as vitórias, mas também para aplaudir as outras selecções que vão estar na nossa província”, sustentou.                      
JOÃO UPALE, NAMIBE