Jornal dos Desportos

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Modalidades

Obras especficas no pavilho de Luanda

04 de Maio, 2013

Obras da Arena de Luanda, que vai acolher jogos do campeonato do Mundo, esto avanadas

Fotografia: Jornal dos Desportos

O pavilhão multiuso de Luanda começa, a partir de segunda-feira, a receber obras de especialização, consubstanciadas na instalação de sistemas de energia, agua, ar condicionado e entre outros equipamentos, no âmbito do Mundial de hóquei em patins que o país acolhe em Setembro próximo.
O facto foi revelado na quinta-feira à imprensa por Negritas Fitas, responsável da empresa encarregue da edificação do pavilhão “Omatapalo”, tendo esclarecido que serão igualmente instalados os sistemas de vídeo, rádio, telecomunicações e áreas para armazenamento dos equipamentos desportivos.

Negritas Fitas afirmou que os técnicos da empresa se encontram a instalar a estrutura metálica do pavilhão e posteriormente farão a colocação do tecto, uma vez que todos os serviços foram já realizados no interior da Arena.
O responsável mostrou-se satisfeito pelo ritmo do andamento das obras, pois segundo referiu espera-se entregar o pavilhão no período acordado marcado para Agosto do corrente ano.
“É um desafio muito grande e as obras dos três pavilhões decorrem a um ritmo satisfatório, principalmente, na Arena de Luanda e do Namibe visto que tiveram início adiantado em relação ao de Malanje que sofreu uma paralisação, devido às chuvas que caíram sobre a região” realçou o responsável.

Iniciadas em Novembro de 2012, o cenário das obras com um dos lados já em fase de colocação de bancadas transmite a falsa ideia de que o imóvel está em fase final, mas com um olhar atento verifica-se que resta muito por fazer, quando faltam 153 dias do prazo da entrega oficial, em Agosto.
Trabalham na edificação da Arena de Luanda, dez funcionários nacionais e 40 portugueses que garantem a edificação da infra-estrutura com capacidade para 12 mil espectadores.

O pavilhão Arena de Luanda conta com um parque exterior para 800 viaturas e outro interior para 42 reservada aos “vips”. Existe a entrada presidencial, a principal com acesso ao piso zero e as laterais no seu perímetro total.
No piso menos 1 existem quatro rampas principais de acesso às bancadas inferiores amovíveis ao nível do recinto de jogo e que servem também para evacuação em caso de emergência, além de oito caixas de escadas principais e seis elevadores.
As bancadas do piso menos um (ao nível da quadra de jogo) são estruturas metálicas motorizadas que recolhem mecanicamente umas dentro de outras e alojadas debaixo de uma pala. Com a sua remoção, fica um espaço onde pode caber duas quadras para modalidades de sala.


MARKETING
Ausência de publicidade preocupa benguelenses


A ausência de spots publicitários nas províncias limítrofes das que vão albergar a 41ª edição do Campeonato Mundial de Hóquei em Patins, constitui a preocupação dos aficionados da modalidade que exigem dos organizadores maior acutilância nesse sentido.
Os benguelenses consideram estar-se a preparar o Mundial, que acontece de 20 a 28 de Setembro próximo, nas cidades de cidades de Luanda e do Namibe, quase em socapa.
Para os benguelenses, nesta fase em que se aproxima a data do arranque da prova, deve-se intensificar a divulgação, enchendo as ruas, avenidas e outros lugares de atracção turística de materiais publicitários e propagandísticos a anunciar o êxito que se espera do evento.
“Há muito pouca divulgação do Mundial. Parece-me que as pessoas que estão à frente deste processo se acomodam com o trabalho que os órgãos da comunicação social desenvolvem à volta da matéria, entrevistando diferentes figuras da sociedade angolana. Só isto não basta para sentirmos o ambiente daquilo que vem a ser uma competição de cariz mundial”, constatou o professor Isaías Katapi.
Isaías Katapi, que na década de oitenta foi exímio praticante de hóquei em patins pelo Ferrovia do Lobito, espera que mudem de estratégia de forma a envolverem todas as sensibilidades da sociedade angolana na festa da modalidade que promete movimentar o país durante durante oito dias no próximo mês de Setembro.

“Sinto que falta muita coisa, como os famosos outdoors, panfletos e outras publicidades estáticas. Isto para não falar das publicações, como revistas, jornais e boletins a informarem a ocorrência dos factos. Ficar por aquilo que os jornais oficiais, as rádios e as televisões escrevem, falam e exibem, acho ser insuficiente para aquilo que se quer mostrar ao mundo no que tange à organização”, rematou.
A Selecção Nacional está inserida na série C e vai defrontar na fase regular Portugal, Chile e África do Sul.
JÚLIO GAIANO, EM BENGUELA