Jornal dos Desportos

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Presidente da república inaugura estrutura hoje

Silva Cacuti - 17 de Setembro, 2013

Arena de Luanda vai acolher as cerimónias de abertura e encerramento da 41ª edição do Campeonato do Mundo cujo pontapé de saída acontece já esta sexta-feira

Fotografia: Jornal dos Desportos

Presidente da República José Eduardo dos Santos procede hoje ao corte de fita que marca a inauguração do pavilhão multiuso de Luanda, que além dos jogos vai ser palco das cerimónias de abertura e de encerramento do 41º Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins.A infra-estrutura foi erguida com o propósito de acolher a competição, tal como o pavilhão do Namibe foi inaugurado a seis do corrente. Construído numa área de 29.306.00 metros quadrados o pavilhão de Luanda ficou orçado em nove mil milhões de Kwanzas, cerca de usd 90 milhões.

Localizado na zona adjacente ao Estádio 11 de Novembro no município de Belas o pavilhão comporta 11 mil 454 espectadores, tem um camarote presidencial, 20 camarotes vip. Quatro mostradores ocupam a zona central do tecto, a partir dos quais são transmitidos dados estatísticos dos jogos e imagens reais do interior do pavilhão.Estão ainda instaladas uma sala de redacção, duas salas de conferências, sete salas de imprensa, uma sala para controlo anti-doping, para além de 12 bares.

No tocante a balneários são oito para atletas dois para árbitros e um para cronometristas. Um parque de estacionamento para 920 viaturas foi construído na área adjacente ao pavilhão.O acto de hoje é o último no que toca a infra-estruturas para a prova.Neste capítulo vale realçar que para além dos dois recintos há campos de apoio, nas duas cidades sedes, intervencionados para servirem a prova.Hoje de acordo com o calendário de chegadas das selecções participantes fornecido pelo Cohoquei nenhuma equipa desembarca em Luanda. Ontem chegaram as equipas da Colômbia e de Moçambique.

Amanhã está prevista a chegada das equipas do Uruguai, Itália, Estados Unidos e parte dos árbitros. Lembrar que a equipa do Uruguai substituiu a Inglaterra que se mostrou indisponível.No dia 19 chega ao país o grosso de selecções nacionais constituído por Alemanha, Áustria, Argentina, Espanha, França, Suíça e alguns árbitros.O Chile e Portugal, equipas do grupo C, grupo de Angola chegaram ao pais no domingo 15, ao passo que o Brasil foi a primeira equipa a chegar a Angola no dia sete de Setembro de 13 já que cumpre no país a etapa derradeira da sua preparação.

Mundial
Selecção Nacional está em prontidão


A Selecção Nacional de Hóquei em Patins efectuou no sábado diante do 1º de Agosto o seu último amigável inserido no quadro da preparação para o Campeonato do Mundo. O jogo vencido pela selecção nacional por 7-4 foi disputado no Pavilhão Arena de Luanda à porta fechada.Dias antes a selecção venceu a selecção do Brasil 4-3, noutro particular, disputado no pavilhão da Cidadela durante o qual a equipa nacional demonstrou melhorias em muitos aspectos de jogo.

A Selecção Nacional mostrou postura dentro da quadra de jogo, apresentou-se bem a defender e na saída para o contra-ataque. O conjunto orientado por Orlando Graça tem equilíbrio nas transposições ataque-defesa.Mais do que isto a Selecção Nacional mostrou diante de um Brasil diferente do que jogo no torneio Zé Du que sabe temporizar o ataque formal.A equipa de Orlando Graça vai entrar para o mundial como uma equipa homogénea, que não depende da criatividade ou bom momento de um único atleta. A equipa e qualquer dos seus integrantes estão entrosados podem cumprir funções defensivas ou marcar golos.

A entrada de Martin Payero trouxe à equipa nacional mais capacidade de remate à meia distância, a que se juntam Márcio Fernandes e Johe., A Selecção Nacional ao todo efectuou 14 jogos, com saldo de oito vitórias, três empates e igual número de derrotas. Em território nacional a selecção consentiu apenas um empate, diante do misto de Luanda e venceu todos os jogos. As derrotas foram consentidas no estágio em Espanha duas, e outra diante da selecção de França, 4-5, no duplo amigável em que venceu outro jogo por 5-2.A Selecção Nacional realizou ontem duas sessões de treino na Cidadela Desportiva. A equipa vai jogar a primeira fase do Campeonato Mundial diante das selecções da África do Sul e das equipas de Portugal e Chile que foram as primeiras a chegar ao país no domingo passado. S.C

A ABRIR  
Quadros valorizados


O presidente do conselho de administração da “Omatapalo”, Luís Nunes, construtora dos pavilhões Welwitschia Mirabilis (Namibe) e Multidesportivo de Luanda, para o Mundial de hóquei em patins, disse que a história dos angolanos na empresa é de sucesso, com quadros promovidos ao mais alto nível numa década de existência. O gestor disse que existe uma estratégia de formação interna, com incidência na transmissão de conhecimentos por parte de especialistas estrangeiros subcontratados.Para a construção do pavilhão de Luanda, a empresa contou inicialmente com 1.450 funcionários nacionais, que foram reduzindo à medida da conclusão. Neste período conta com 167.

“Hoje mais de 700 profissionais de aplicação de calçadas são quadros formados na Omatapalo, além de outros que cresceram dentro da empresa, alguns deles licenciados, que trabalham em áreas de recursos humanos, financeira e logística”, frisou.O empresário angolano, cuja construtora também ergueu o pavilhão Palanca Negra Gigante (Malange), que em Agosto albergou o torneio internacional José Eduardo dos Santos, e do Namibe, uma das sedes do Mundial, referiu que para a empreitada foi preponderante a disponibilidade do Executivo na criação de condições para que não houvesse falhas na aquisição do material.

O responsável acrescentou que construir os três pavilhões em tempo recorde de menos de dez meses foi um desafio que os deixou pressionados, apesar de nunca ter havido dúvidas de que eram capazes.Para o sucesso da empreitada, disse, contribuiu igualmente o facto de terem contado com diverso material nacional, como a estrutura metálica do revestimento exterior, rochas ornamentais (mármore e granitos), cimento, blocos, material eléctrico e madeira, contrariando a falsa ideia de que Angola não responde à procura.Luís Nunes referiu ser a Omatapalo, com mais de cinco mil trabalhadores em 14 províncias do país, uma empresa com história de grandes desafios, citando como exemplo a construção do Hotel Serra da Chela, executado em 90 dias.