Jornal dos Desportos

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Modalidades

Seleco Nacional pondera ir provncia de Benguela

Silva Cacuti - 30 de Agosto, 2013

Cinco nacional retomou ontem os trabalhos de preparao para o Mundial depois da Taa Z Du na provncia de Malenge

Fotografia: Paulo Mulanza

A Selecção Nacional de hóquei em patins pode passar pela província de Benguela antes de disputar o campeonato do mundo, com objectivo de apresentar-se diante do público local e reforçar a empatia com os adeptos e amantes da modalidade, admitiu Mário Correia, secretário para a alta competição da Federação Angolana de Patinagem.

O dirigente falava a propósito do regresso ao trabalho, hoje, da Selecção Nacional que se concentra por volta das 15h00 no recinto do Dream Space, em Viana.

“É algo que estamos a ponderar. Pode ser depois de sairmos do Namibe. Há a possibilidade de efectuarmos um jogo na cidade do Lobito, diante da equipa da Casa do Pessoal do Porto do Lobito. Benguela é uma província que acaricia muito as Selecções Nacionais, particularmente o hóquei em patins. Temos em conta que as equipas locais nunca faltaram aos campeonatos nacionais e, também, há uma solicitação do presidente da associação de Benguela neste sentido”, disse.

Um dos factores que de acordo com Mário Correia tem alguma simbologia é o facto de ter sido em Benguela onde o actual seleccionador nacional, Orlando Graça, deu os primeiros passos na patinagem, ao serviço do 1º de Maio.

Os atletas da Selecção Nacional participaram de 22 a 25 do corrente na 12ª edição da Taça Zé Du, em Malange, que acabaram por vencer, e beneficiaram de um curto período de folga.

Hoje, depois da concentração, a equipa vai efectuar a primeira sessão de treinos, virada para o desentorpecimento. A equipa prevê dar continuidade à derradeira etapa de preparação para o mundial com passagem pelo Namibe, onde vai testar o piso do novo pavilhão.

A ida para o Namibe acontece a 7 de Setembro, depois da inauguração do recinto, prevista para 6 de Setembro. O seleccionador nacional vai trabalhar com os atletas que evoluíram no torneio José Eduardo dos Santos em Malange, nomeadamente Tiago Sousa, Pedalé, Kirro, André Centeno, João Pinto, Mamíkua, Paizinho, Márcio Fernandes, Big, Johe e Martin Payero.


História dos mundiais
Inglaterra organiza
o primeiro mundial


A Inglaterra deu o mote para as competições internacionais de hóquei em patins. Organizou, na cidade de Herne Bay, em 1926, o primeiro campeonato europeu das nações que venceu e inaugurou a época de ouro do seu hóquei em patins. Na vigência deste domínio, a 9ª edição do campeonato europeu, em 1936, foi simultaneamente a primeira edição do campeonato do Mundo.

Disputada na cidade alemã de Estugarda, de 1 a 5 de Abril, a primeira edição do campeonato do mundo contou com sete países participantes, todos europeus.

O sistema adoptado foi todos contra todos a uma mão. A prova registou em 21 jogos a cifra de 184 golos, média de 8,76 por jogo. A Inglaterra sagrou-se campeã europeia pela 9ª vez consecutiva e mundial, pela primeira vez. A Itália foi vice-campeã e Portugal conseguia a sua primeira medalha em provas mundiais, o bronze.

A dominante Inglaterra obteve em seis jogos cinco vitórias e apenas um empate que foi diante da Itália, por um golo.
A classificação final ficou assim ordenada: 1- Inglaterra, 2- Itália, 3- Portugal, 4- Suíça, 5- Alemanha, 6- França e 7- Bélgica.

Segunda edição                        
A segunda edição do campeonato do mundo disputou-se na Suíça, de 6 a 10 de Abril de 1939. Foi a 12ª edição do Campeonato Europeu de Hóquei em Patins mas simultaneamente a 2.ª edição do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins.

Coincidiu ainda com o Torneio de Montreux, também referenciado como “Taça das Nações”. Ao todo estiveram representados sete países, apenas europeus, que jogaram entre si no mesmo sistema da edição anterior, totalizando 21 partidas.

Depois dos seus seis jogos a equipa da Inglaterra viria a tornar-se novamente campeã do mundo e campeã da Europa, pela 12ª vez e a sétima conquista da Taça das Nações. Tal como no primeiro campeonato do mundo, sucedida por Itália e Portugal.

Contudo, esta prova viria a marcar o final do domínio, em termos competitivos internacionais da selecção inglesa no hóquei em patins e que se registou neste período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial.

As estatísticas da prova baixaram, relativamente à primeira edição. Em 21 jogos marcaram-se 101 golos, 4,81 por partida. A Inglaterra foi totalista.
A classificação final ficou assim ordenada: 1- Inglaterra, 2- Itália, 3- Portugal, 4- Bélgica, 5- França, 6- Alemanha e 7-Suíça.
Silva Cacuti