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Tcnicos e jogadores adiam viagem para Lisboa por questes migratrias

Silva Cacuti - 08 de Março, 2013

A Seleco Nacional participa este ms no torneio de Montreux

Fotografia: Jornal dos Desportos

O seleccionador nacional, Orlando Graça, e os integrantes da equipa técnica e atletas da Selecção Nacional de hóquei em patins, que se encontram em Luanda, estão sem data de partida para Portugal, onde a equipa pretende dar início à preparação, visando a participação na 65ª edição do Torneio de Montreux, Suíça, que se disputa de 27 a 31 do corrente. Pedro Azevedo, vice-presidente da Federação Angolana de Patinagem, disse que a partida dos atletas, seleccionador e membros da equipa técnica, inicialmente agendada para domingo, ficou adiada “sine-die” devido a problemas no sistema de emissão de vistos no Consulado português.

Os atletas Silvério Quiteque “Pedalé”, Milton Lucas “Mito”, Márcio Fernandes, João Zumba “Paizinho” e Afonso Coxe “Mamícua”, o seleccionador nacional, Orlando Graça, o adjunto Alberto Domingos “Jó” e restantes membros da equipa técnica ficam em terra e os trabalhos da equipa atrasam-se, em princípio, até quarta-feira. A Selecção Nacional prevê preparar-se em Portugal até à partida para Montreux, onde vai defender o quarto lugar conseguido na edição de 2012. Angola joga a primeira fase da prova inserida no grupo B, ao lado das congéneres da Suíça, Argentina e França. No grupo A, estão as selecções de Portugal, Brasil, Espanha e a equipa organizadora do torneio, o Montreux HC.

A participação da Selecção Nacional no torneio está inserida no plano de preparação para a 41ª edição do campeonato mundial que o país acolhe de 20 a 28 de Setembro, nas cidades de Luanda e Namibe. Antes do Mundial a Selecção Nacional disputa, em Malange, a 12ª edição da Taça Zé Du, derradeira competição inscrita no quadro da sua preparação.


HUÍLA

Mundial incentiva prática


O jornalista José Kissanga da Rádio Cinco, afirmou no Lubango, que a realização do 41º Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins em Angola, de 20 a 28 de Setembro próximo, nas cidades de Luanda e Namibe, vai permitir massificar a prática da modalidade. “O país vai ganhar muito com o surgimento de novas infra-estruturas. A juventude vai abraçar o hóquei em patins, por ser uma modalidade muito pouco concorrida no país, já que o pessoal prefere mais praticar o basquetebol e o futebol. Os petizes vão interessar-se e aderir à prática da modalidade. Um Mundial é sempre um Mundial. Por ser a primeira vez em África, fica na história”, sublinhou.

Sobre a participação da Selecção Nacional no evento, José Kissanga referiu que a meta a atingir é ficar entre os quatro primeiros classificados, pelo facto de Angola não possuir muita tradição na patinagem. Emílio Ukuentambo é o responsável do departamento de Boxe do Interclube. Apesar de estar ligado à modalidade de combate, revelou não estar alheio à realização do Mundial de patinagem no país. O dirigente sublinhou que é um privilégio para o país acolher pela primeira vez uma competição mundial. Por isso, espera que a prova traga benefícios nos mais variados sectores da vida económica, social e política do país.

“Angola é um país que se está a desenvolver política, económica e socialmente. Estamos em paz há 10 anos. Muitos países virão a Angola com o objectivo de tomar contacto com a realidade angolana, do ponto de vista turístico, económico e social. No que toca à participação da nossa Selecção Nacional, não podemos exigir muito dos hoquistas, mas almejamos boa representação”, desejou. José Kissanga sustentou que além da adesão que a modalidade pode ter, o país ganha muito com o surgimento de novas infra-estruturas desportivas sobretudo pavilhões.
Gaudêncio Hamelay